Capítulo Seis
A princípio, todo o sangue do meu corpo corre para o meu rosto. Então, com os pneus cantando, ele faz uma curva fechada e bate no meu c******s.
Caralho. c*****o. c*****o. Eu me apoio contra o batente da porta para não cair enquanto meu coração dispara.
As vibrações continuam atacando meu sexo.
Não. Devo. Gemer. Ou mostrar que alguma coisa está acontecendo.
Além disso, quão estranho pareceria se eu apenas fugisse? Mais importante, por que isso parece tão insanamente intenso? A vibração está na velocidade mais baixa, mas parece que tenho um liquidificador nas calças e um fogo no meu interior.
É toda a adrenalina correndo em minhas veias? Ou o quase orgasmo de antes?
Alheio à minha situação, O Russo me joga o cinturão de dança. — Não gostaria que você esquecesse seu souvenir.
No piloto automático puro, pego a roupa íntima – e quase a levo ao nariz para outro cheiro luxurioso.
— E você tem certeza de que este dispositivo não é seu? — Ele acena com o controle remoto.
Não confiando em mim mesma para abrir minha boca, eu assinto.
— Que estranho. — Ele franze a testa para o controle remoto e pressiona o botão de aceleração.
Estimulação sagrada do c******s. Se eu pensei que isso parecia intenso antes, eu estava errada. Agora, tenho uma britadeira trabalhando em minhas partes íntimas e ficar quieta está se tornando infinitamente mais difícil.
Algo deve aparecer em meu rosto porque vejo preocupação em seus olhos cor de chocolate. — Você está bem? — Ele pergunta.
Em vez de responder, abafo um gemido com o cinturão.
Ele me dá um olhar mais penetrante. — O que está acontecendo?
Eu não respondo. Entre a mortificação e a onda do prazer, não ouso tirar o cinturão da boca.
— Algo está zumbindo? — Ele olha para minha virilha. — Seu telefone está vibrando?
Eu balanço minha cabeça com veemência.
Um brilho diabólico aparece em seus olhos. — Então... o que quer que seja esse zumbido, não tem nada a ver com este controle remoto, certo?
Eu balanço minha cabeça novamente.
Ele intencionalmente aumenta a vibração em outro nível. — Tem certeza?
Eu não posso balançar minha cabeça neste momento. Meus olhos reviram para a parte de trás da minha cabeça, meus dedos dos pés se enrolam dentro dos meus sapatos, e um gemido escapa da minha mordaça improvisada.
Ele dá um passo em minha direção, seus olhos escurecendo enquanto percorrem meu rosto. — E se eu apertar este botão de novo?
Eu dou a ele um olhar selvagem.
Ele aperta o botão.
É isso.
Isso é vibração total, e me leva ao limite.
O orgasmo que me atinge é um sete na escala Richter – o chão racha, prédios desabam e canos estouram.
Ele desliga minha calcinha.
Eu abaixo seu cinturão e engulo em respirações calmantes. Meu coração ainda está acelerado e minha camisa gruda nas minhas costas.
O Russo cruza os braços musculosos sobre o peito. — Você gozou. — Suas palavras são uma afirmação, não uma pergunta.
Eu engulo em outra respiração. Todo mundo sempre fala sobre fingir orgasmos e nunca sobre o contrário – algo em que claramente falhei. Quando confio em mim para falar, digo: — Foi uma convulsão.
Suas sobrancelhas se juntam. — Você é epiléptica?
— Claro. — Excelente. Em vez de fingir um não-orgasmo, estou fingindo uma condição médica séria.
Ele pressiona o botão “ligar” no controle remoto, e eu tenho que segurar um suspiro quando as vibrações provocam um tremor secundário. Parecendo triunfante, ele aponta para minha virilha. — Há um zumbido. — Ele pressiona o botão “desligar”. — E agora se foi.
Meu rosto queima quando as sensações diminuem. — Certo. Você me pegou. Estou usando calcinha de estimulação s****l. Você é contra a autossatisfação feminina, se é isso que elas querem?
Ele sorri perversamente. — Não. Na verdade, sinta-se à vontade para usar sua engenhoca no jantar. E eu trarei isso. — Ele guarda o controle remoto.
Não tenho palavras.
Zero.
Minhas pernas estão instáveis quando dou um passo para trás, em direção à porta.
— Vou mandar uma mensagem para você — diz ele casualmente, como se tivéssemos acabado de sair para um café.
Minhas palavras ainda estão longe de serem encontradas. Dou outro passo cambaleante em direção à liberdade, então me viro e corro como se o feiticeiro malvado do Lago dos Cisnes estivesse me perseguindo.
O que, pelo que sei, ele pode ser.