Filipe... Eu não conseguia tirar meus olhos dela. Mas cada machucado que eu via me dava mais raiva, papo reto. Me forcei a olhar pro rosto dela, pros seus olhos, mas a Alana não conseguia mantê-los abertos por muito tempo, e de vez em quando acabava apagando. Seu rosto estava vermelho na lateral, perto da bochecha, e a marca não deixava dúvidas de que foi um tapa. Sua boca estava rasgada, o sangue já tinha secado, mas continuava inchada e vermelha. Os pulsos, das mãos que me tocavam, estavam machucados demais e muito marcados pelas correntes que a tinham mantido presa. Eu nem tinha arrumado coragem pra encostar nela ainda. Quando fiz, foi por meio segundo, bem em cima da marca do tapa no rosto. O Rato voltou correndo quando a Alana ainda estava apagada, e os moleques chegaram logo atrás

