Dante:
Lentamente, meus olhos se fixaram no exato ponto em que o vinho havia tingido o tecido, revelando mais do que ela talvez esperasse. O contorno firme que despontava sob a transparência do material molhado mantinha minha atenção cativa, enquanto o ritmo da minha respiração se tornava mais descompassado.
Ela notou minha atenção, e um rubor levemente tímido coloriu seu rosto.
— Não vejo nenhum problema, gatinha… Murmurei com a voz rouca, deixando meus dedos percorrerem o tecido encharcado, pressionando suavemente a área manchada e analisando sua reação. — Na verdade, acho que assim ficou ainda melhor. Posso?
Houve um leve tremor em Sophie, quase imperceptível, mas impossível de ignorar. O espaço entre nós parecia vibrar com uma tensão palpável, enquanto o calor de sua pele irradiava como uma resposta involuntária. Sem pronunciar uma palavra, ela assentiu de forma sutil. Embora seu corpo tenha respondido antes das palavras.
Meus dedos alcançaram os botões da camisa, desabotoando-os um a um, meticulosamente, enquanto a cada botão solto, sua respiração ficava mais pesada, refletindo a própria aceleração da minha.
Quando terminei e desviei o tecido para os lados, a visão à minha frente era hipnotizante: seus s***s delicados, delineados de forma perfeita, moviam-se em sintonia com as elevações e quedas de sua respiração alterada. A tonalidade suave de suas m*****s parecia tão vulnerável quanto sedutora, e eu estava irremediavelmente encantado.
Sem hesitar, minhas mãos encontraram seu caminho até eles, explorando a suavidade arrebatadora e o calor pulsante de sua pele de forma lenta e cuidadosa.
Inclinei-me lentamente, deslizando meus lábios pela delicada linha de sua clavícula, absorvendo o aroma inebriante que sempre me tomava por completo. Minhas mãos exploravam os contornos delicados, acariciando os montes macios e sentindo a firmeza dos m*****s eretos sob meus dedos.
Minhas mãos se afastaram dos montes que, há pouco, haviam se tornado minha obsessão. Com cuidado, deslizei o restante da camisa pelos seus braços, revelando-a aos poucos. Em seguida, voltei a explorar com os dedos cada centímetro agora exposto, deixando-me levar pela textura da sua pele.
Meus lábios começaram uma jornada própria, traçando um caminho lento e deliberado, capturando o calor de sua pele até chegarem ao pequeno limão. Contrariando o nome, ele não tinha nada de azedo; era doce, tentador. O sabor havia se intensificado pelo toque de vinho, que só o tornava ainda mais irresistível.
O jeito como seus lábios se entreabriram foi incendiário, despertando em mim um desejo desmedido. Cada pedaço dessa mulher já significava muito para mim, mas aqueles s***s… ah, eram uma perdição à parte.
Sem pressa, continuei saboreando-a, embriagado pelo perfume dela mesclado ao doce aroma do vinho. O toque da minha língua era calculadamente provocador, lento e exploratório; testando os limites do quanto ela me deixaria avançar. Sophie estremeceu sutilmente, suas mãos apertando meus ombros com mais força, como se buscassem firmeza.
— Dante… Sua voz soou em um timbre distinto, um misto de aviso e desejo.
Minha atenção foi requisitada pelo outro lado, que parecia clamar por um toque igual. A cada deslizar cuidadoso do meu dedo sobre o bico agora rígido, eu sentia minha própria respiração se tornar mais densa, movido tanto pelo desejo quanto pela entrega momentânea daquela mulher em minhas mãos. — Dante… Ela gemeu novamente baixinho, em tom manhoso.
Sorri contra sua pele, deixando minha respiração provocar arrepio enquanto minhas mãos deslizavam até alcançar sua b***a. Com firmeza e desejo, puxei-a para o meu colo.
— Sim, meu amor? Murmurei roucamente em seu ouvido, com um tom carregado de provocação. Diga que vai me deixar terminar. Admita... você quer tanto quanto eu.
Meus dedos seguiram um trajeto lento e imaginário por suas costas nuas. Seus olhos encontraram os meus, mas a pergunta que veio em seguida, confesso, me pegou de surpresa.
— Você sabe mesmo o que está fazendo? Ela questionou.
Um sorriso atrevido curvou minha boca enquanto seu desafio ecoava no ar.
— Não vou responder, gatinha. Prefiro mostrar na prática.
Antes que qualquer outra palavra pudesse sair, capturei seus lábios em um beijo intenso, carregado de paixão e devoção. Sem interromper o contato, levantei com ela em meus braços e caminhei até o nosso quarto. Assim que atravessei a porta, acendi as luzes suavemente e a acomodei na cama com delicadeza.
Afastei-me o suficiente para contemplá-la melhor, admirando o ritmo de sua respiração acelerada. Os s***s subiam e desciam de maneira hipnotizante, e era impossível desviar os olhos daquele cenário instigante.
Aproximei-me novamente, devagar. Com o indicador, tracei um percurso delicado por sua pele até alcançar o elástico da calcinha. Parei e o puxei com cuidado, atento a cada reação que ela me entregava como um presente precioso.
Ao deslizar a calcinha para longe de seu corpo, um gemido escapou dos meus lábios ao finalmente vislumbrar a minha pequena algoz e incrivelmente bela. Sua delicadeza era quase um tormento doce que me torturava na mais prazerosa das formas.
Passei dois dedos pela superfície de sua pele, sentindo a suavidade quase etérea com a presença sutil de fios rebeldes que apenas a tornavam mais real e ainda mais desejável.
Outro gemido reverberou de dentro de mim quando desci mais um pouco. O calor febril que encontrei ali me roubou o fôlego. Ela me queria! — Humana… Sussurrei, quase sem ar, enquanto ela se tornava minha única realidade naquele momento.
Arranquei a calça em um movimento decidido e subi na cama, posicionando-me sobre ela. Minha boca encontrou a dela em um beijo profundo e lento, que desceu suavemente pelo seu corpo. O desejo consumia cada parte de mim; eu ansiava senti-la em todas as formas possíveis.
Os sons de seus gemidos e a maneira como meu nome escapava de seus lábios me deixavam completamente rendido. Sem desviar o foco, parei diante de sua fonte de prazer, delicada e instigante, e comecei a prová-la com uma intensidade faminta, como se a necessidade em mim fosse voraz e insaciável. Sabia que não haveria retorno depois disso, que estaria irremediavelmente marcado. Antes que ela atingisse o ápice, voltei a deslizar lentamente pela extensão de seu corpo, explorando cada curva com minha boca, sem pressa, saboreando cada instante.
Com a respiração ofegante e os sentidos à flor da pele, me posicionei entre suas pernas. Sentia meu peito subir e descer descontroladamente, como se meu corpo fosse sucumbir à pressão do momento.
Então, devagar, mergulhei dentro dela. Um gemido escapou dos meus lábios ao senti-la tão quente e acolhedora. Minha mandíbula se apertou, meus músculos se enrijeceram, e fui tomado por uma sensação para a qual não havia palavras. Algo profundo dentro de mim havia se transformado.
Eu nunca fui um homem comum, nunca coube nessas definições simples. Mas naquela noite... naquela noite, pela primeira vez na vida, senti-me verdadeiramente humano. Pela conexão absoluta que se formou, soube que havia me ligado a Sophie de uma maneira irreversível.