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Sete Pecados

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Blurb

Sete homens poderosos. Um segredo de sangue. E uma prisioneira que se recusa a ser uma peça no tabuleiro deles.

Um gosiwon miserável, computadores antigos e contas atrasadas. Essa era a realidade de Han Sora até que um algoritmo de contratação a levou direto para a Sala de Comando da organização mais impiedosa de Seul. Trancada em uma cobertura luxuosa após descobrir a identidade dos líderes, ela se torna o novo "ativo" de um g***o de elite fragmentado por seus próprios excessos.

Eles achavam que tinham capturado uma garota indefesa. Mas Sora é uma especialista em sistemas - e ela começa a mapear cada falha humana na blindagem daqueles homens.

À medida que é submetida aos jogos psicológicos e à sedução agressiva de cada um deles, Sora tropeça em um arquivo criptografado que muda tudo: a cicatriz em sua têmpora e a ruína de seu pai foram assinadas pelo mesmo homem que hoje monitora seus passos.

Divididos pelo ciúme e por uma obsessão patológica que ameaça destruir o império, os Sete Pecados começam a guerrear entre si por sua lealdade. Mas quando uma facção rival inicia um cerco armado à cobertura, Sora precisa tomar uma decisão estratégica sob a tempestade de Seul: usar o sistema para fugir ou salvar os monstros que aprenderam a temê-la?

Um thriller psicológico com romance dark, harém reverso e estética cyberpunk-chic. Vista seu melhor vestido verde-musgo, mas não toque no vinho.

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Prólogo: O Peso do Arrependimento
O indicador digital acima da porta espelhada não emitia som, mas a velocidade com que os números mudavam parecia ditar os batimentos finais da vida que Han Sora conhecia. Cinquenta. Sessenta. Setenta. A cabine do elevador privativo subia com uma suavidade doentia, um isolamento acústico tão severo que o único ruído restante no mundo era o som de sua própria respiração, curta e descompassada, batendo contra o metal escovado. Ela manteve os braços cruzados sobre o peito, uma tentativa instintiva de esconder a mancha escura que se alastrava pela manga de sua blusa de algodão. O sangue já não estava quente; havia assumido uma textura espessa, colando o tecido à sua pele pálida como uma marca de nascença f*****a. Sora olhou para baixo, onde seus pés descalços tocavam o mármore n***o do piso. A racionalidade de seus vinte e dois anos, moldada por linhas exatas de código e lógica computacional, tentava encontrar uma variável que explicasse como um anúncio de emprego em Gangnam havia se transformado em uma linha de execução. Não havia cálculo possível. Ela havia aberto a porta errada no subsolo, e o preço por sua curiosidade já estava sendo cobrado antes mesmo de o elevador parar. Octogésimo andar. O clique eletrônico das portas de titânio ecoou como o disparo de uma a**a silenciada. À medida que o vão se abria, o ar condicionado industrial da cobertura invadiu a cabine, trazendo consigo um aroma denso, quase asfixiante, de sândalo misturado ao cheiro metálico de uma tempestade iminente. Sora não se moveu imediatamente. Seus olhos escuros, injetados pelo pânico contido, registraram a imensidão do salão circular à sua frente. A arquitetura de vidro do chão ao teto recortava o horizonte de Seul em ângulos frios, transformando os arranha-céus iluminados lá fora em uma coleção de testemunhas mudas. A cidade parecia flutuar abaixo deles, intocável, protegida por aquela redoma de concreto e opulência. Eles estavam ali. Sete silhuetas espalhadas pelo espaço monumental, perfeitamente integradas à penumbra como sombras acostumadas com a violência. Ninguém falava. O silêncio que os unia não era de constrangimento; era o silêncio territorial de predadores que observavam uma criatura ferida cruzar o limiar de sua toca. Ela não sabia os nomes deles ainda. Não conhecia os títulos, os pecados ou as dinastias invisíveis que cada um controlava nos bastidores da Coreia do Sul. Mas sentia, no latejar violento da pequena cicatriz em sua têmpora direita, que cada linha de força daquele ambiente convergia para a sua destruição. Era algo irreversível. O ar parecia pesado demais para ser respirado, saturado por uma autoridade que não precisava de leis para se fazer cumprir. Atrás da imensa mesa de jacarandá n***o, o homem de cabelos escuros e corte milimétrico deu um passo à frente. Suas roupas de alfaiataria cinza-chumbo eram impecáveis, destituídas de qualquer rastro do caos que ocorrera nos andares inferiores. Ele girou lentamente o copo de cristal entre os dedos longos, fazendo com que o gelo estalasse contra o whisky envelhecido — o único som a cortar a imensidão do salão. Através das lentes de seus óculos de armação fina, seu olhar analítico desceu pelo corpo esguio de Sora, decodificando seu medo com o desdém de quem estuda um algoritmo simples. — A partir de hoje — a voz dele surgiu como um barítono denso, cadenciado e desprovido de qualquer traço de pressa —, você pertence à organização. O coração de Sora falhou uma batida completa, o impacto daquelas palavras reverberando contra suas costelas como uma sentença física. Ela tentou recuar, mas suas costas encontraram o batente de titânio do elevador, cujas portas já haviam se fechado atrás dela, selando o perímetro. No mesmo instante, o silêncio da sala sofreu uma rachadura sutil. No sofá de couro desgastado perto da parede de vidro, outro homem — aquele cujos olhos negros mantinham uma intensidade territorial desde o primeiro segundo — ergueu o rosto. Ele vestia roupas pretas minimalistas, e o contorno de seus ombros largos exalava uma urgência predatória que fez o instinto de sobrevivência de Sora gritar em advertência. Ele não exibia a frieza burocrática do primeiro, tampouco a apatia dos outros que orbitavam a penumbra. Ele olhou para o pulso trêmulo da garota, onde o sangue seco manchava o algodão, e depois subiu o olhar até encontrar os olhos escuros dela. E então, ele sorriu. Foi um sorriso lento, oblíquo e carregado de uma satisfação doentia, o semblante de um avarento que finalmente havia encontrado a joia mais preciosa, secreta e trágica do mundo — aquela que ele passara anos procurando nas sombras e que agora, sob o teto de sua própria fortaleza, ele nunca mais deixaria sair.

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