Alguns dias depois, Douglas apareceu na casa de Agatha no fim da tarde. Ele estava elegante como sempre, vestindo um terno escuro que realçava ainda mais sua presença imponente.
Quando Agatha abriu a porta, ficou surpresa.
— Senhor… aconteceu alguma coisa? — perguntou ela.
Douglas sorriu levemente.
— Nada de grave. Só vim buscar você.
Ela franziu a testa, confusa.
— Me buscar?
— Para jantar comigo.
Agatha arregalou um pouco os olhos.
— Jantar… comigo?
Douglas assentiu, divertido com a surpresa dela.
— Sim. Sua mãe está bem hoje, não está?
— Está… ela está descansando.
— Então venha. Você merece sair um pouco também.
Agatha hesitou por um momento, mas acabou concordando. Alguns minutos depois, ela saiu de casa usando um vestido simples, mas bonito. Douglas a observou por alguns segundos, admirando a delicadeza dela.
— Você está linda — disse ele.
Agatha corou imediatamente.
— Obrigada…
Eles entraram no carro e seguiram até um restaurante elegante no centro da cidade. O lugar era sofisticado, com luzes suaves e música baixa.
Agatha parecia um pouco nervosa.
— Nunca vim em um lugar assim… — confessou.
Douglas sorriu.
— Então hoje é a primeira vez.
Durante o jantar, conversaram bastante. Agatha contou histórias da faculdade de enfermagem, de quando ainda sonhava em trabalhar em um hospital ajudando pessoas. Douglas ouviu tudo com atenção, cada vez mais admirado pela força e simplicidade dela.
Era raro ele se sentir tão tranquilo ao lado de alguém.
Depois do jantar, Douglas a levou novamente para o carro.
— Para onde vamos agora? — perguntou Agatha.
— Para minha casa — respondeu ele calmamente.
Ela olhou para ele, um pouco tímida, mas não disse nada.
Alguns minutos depois, chegaram à mansão.
A casa estava silenciosa e iluminada suavemente. Douglas abriu a porta para ela entrar.
Agatha caminhou pela sala enorme, olhando ao redor.
— Ainda acho essa casa enorme… — disse ela com um pequeno sorriso.
Douglas se aproximou lentamente.
— Eu gosto quando você está aqui.
Ela levantou os olhos para ele.
A proximidade entre os dois criou um silêncio cheio de tensão. Douglas passou a mão suavemente pelo rosto dela, observando cada detalhe.
Agatha sentiu o coração acelerar.
Ele se inclinou e a beijou.
Dessa vez o beijo foi mais intenso, cheio de sentimento. Ela passou os braços ao redor dele, e Douglas a puxou para perto.
Não havia mais vergonha ou medo.
Apenas o desejo de estarem juntos novamente.
Naquela noite, a mansão parecia menos vazia.
Porque Agatha agora fazia parte daquele mundo.
Pensamentos Constantes
Os dias passaram rápido.
Sem que percebessem, Agatha e Douglas já estavam se vendo há dois meses. Dois meses que mudaram completamente a rotina dos dois.
Douglas continuava com sua vida de empresário poderoso, reuniões, viagens e decisões importantes. Mas agora havia algo diferente em seus dias.
Ele pensava nela o tempo todo.
Às vezes estava em uma reunião importante, alguém falando sobre contratos milionários, e de repente sua mente lembrava do sorriso tímido de Agatha.
Do jeito doce dela.
Da forma carinhosa como ela falava com a mãe.
Ou do modo como ficava um pouco vermelha sempre que ele a elogiava.
Naquela noite, Douglas chegou à mansão mais cedo. Tirou o paletó e ficou olhando pela grande janela da sala.
Ele pegou o celular e abriu uma foto que havia tirado discretamente dela alguns dias antes, quando estavam no jardim da mansão.
Ela estava sorrindo.
Simples.
Linda.
Real.
Douglas passou a mão pelo rosto, respirando fundo.
— Como você consegue fazer isso comigo… — murmurou para si mesmo.
Ele nunca tinha sido um homem sentimental. Relacionamentos sempre foram algo distante em sua vida. Mas Agatha era diferente.
Ela continuava exatamente como no primeiro dia.
Linda. Carinhosa. Tímida. E perfeita.
Nada nela parecia interesseiro ou falso.
Ela não pedia nada.
Não exigia nada.
Apenas estava ali.
E isso fazia Douglas se apegar cada vez mais.
Naquele momento, ele percebeu algo que não podia mais negar.
Ele não queria mais apenas vê-la de vez em quando.
Ele queria Agatha em sua vida todos os dias.
Então pegou o celular e ligou para ela.
— Alô… Douglas? — a voz suave dela atendeu.
Ele sorriu imediatamente.
— O que você está fazendo agora?
— Estou no hospital com minha mãe… ela está melhor hoje.
Douglas sentiu um alívio imediato.
— Ótimo.
Houve um pequeno silêncio.
Então ele disse:
— Quando terminar aí… venha para a mansão.
— Hoje?
— Sim.
— Aconteceu alguma coisa?
Douglas olhou para o jardim escuro da casa.
E respondeu com sinceridade:
— Aconteceu… eu estou com saudade de você.
Do outro lado da linha, Agatha ficou em silêncio por alguns segundos.
E então ele ouviu um sorriso na voz dela.
— Eu também estou com saudade.
Douglas desligou o telefone com um leve sorriso.
Porque agora ele sabia de uma coisa com certeza.
Agatha já fazia parte do coração dele.