Capítulo 6 : Capturada por um deus do S e x o

1994 Words
Dois dias. Durante dois dias, eu o evitei, e a cada dia que passava, eu ficava mais nervosa. Não sabia como enfrentá-lo depois do que havia acontecido no outro dia. As brigas com Alejandro foram traumáticas de certa forma, sim, mas eu estava mais envergonhada pelo fato de James ter visto tudo. A lembrança de como ele me envolveu em seu abraço fez uma sensação quente percorrer meu corpo. O cheiro de sua colônia terrosa ficou gravado em minha mente enquanto ele tocava minha pele com seus dedos. Cada pedaço disso eu amava, e ainda assim sabia que não podia tê-lo. O som da porta da frente se abrindo me tirou dos meus pensamentos, e, ao olhar pela janela, vi James indo em direção ao seu carro. Seus cabelos escuros estavam perfeitamente arrumados, e o terno de três peças se ajustava ao seu corpo, destacando os músculos esculpidos que ele escondia por baixo. Merda, ele é lindo. Como se pudesse ouvir meus pensamentos, seus olhos cobertos pelos óculos de sol se voltaram para mim, e um sorriso surgiu em seus lábios enquanto ele se virava devagar e entrava no carro. Vê-lo ir foi uma decepção, mas ao mesmo tempo, um alívio. Quando um pesado suspiro escapou dos meus lábios, fechei os olhos, saboreando o fato de ter escapado de mais uma manhã com ele. Mais uma manhã onde o silêncio constrangedor preencheria o espaço entre nós, e eu ficaria refletindo sobre mil palavras que queria dizer, mas não tinha coragem. Talvez fosse isso o que ele queria. Toda a situação estava mais confusa do que eu poderia lidar, e eu precisava descobrir uma forma de resolver meus conflitos. — Becca? — A voz de Tally chamou da porta fechada, me trazendo de volta ao presente. Meus olhos se voltaram para a porta. — Uh… sim! — Respondi. — Pode entrar, só estou me motivando. A última coisa que eu queria era que ela soubesse que eu estava "dando uma olhada" no pai dela. Mesmo que esse pensamento me deixasse um pouco excitada. Deus, o que está acontecendo comigo ultimamente? Quando a porta se abriu, eu sorri, tentando parecer casual. A sobrancelha de Tally se ergueu levemente enquanto ela me observava, com um toque de diversão no canto dos lábios. — O que você está fazendo? — Nada, por quê? — Respondi rapidamente, sem tentar ser óbvia. — Porque você parece uma criança que foi pega fazendo algo que não devia. Quer dizer, não te vejo assim desde o acampamento de verão. Revirei os olhos, sabendo exatamente do que ela estava falando, mas não querendo reviver aquela memória. Eu ainda estava brava com ela. — Eu disse que não estou fazendo nada. O que você queria? — Ah-hã. — Ela suspirou, balançando a cabeça. — Estava pensando em irmos à praia hoje. Ela está falando sério? Depois do que aconteceu no outro dia… — Eu não sei. Ainda não estou feliz com o que aconteceu no outro dia. Olhei para ela e vi a culpa nos seus olhos. Ela não queria que Alejandro agisse daquela forma comigo, e quando soube da verdade, não parou de pedir desculpas. — Eu te pedi desculpa, Becca. Por favor, não deixe isso nos separar. — Cara, ele tentou me abusar sexualmente. Graças a Deus o seu pai estava lá para impedir. — Revirei os olhos enquanto andava pela sala, pegando as roupas que havia espalhado. — Eu sei, e me desculpo, — ela implorou. — Mas ele não chegou a te forçar... então, isso é uma coisa boa, né? — Tally! — Eu gritei. — Não importa se ele fez ou não. O que importa é o princípio. Você ignorou o que eu te disse e tentou empurrá-lo em cima de mim assim mesmo. Isso foi totalmente errado. — Você está sendo dramática demais... Parando de repente, olhei para ela com choque. — Você está falando sério agora? — Becca... — Não! — Gritei novamente. — Você está falando sério com esse comentário? Porque a garota que eu conhecia nunca agiria assim. Desde que seus pais se separaram, você virou outra pessoa. Com a boca aberta e os olhos arregalados, ela me encarou, sem palavras. Ela sabia que eu estava certa. Não havia como argumentar contra o que eu estava dizendo, porque ela havia realmente mudado. À medida que os olhos dela se enchiam de lágrimas, senti a culpa me consumir. — Como você pode dizer isso? — Tally, você sabe que é verdade. — Não é, — ela soluçou. — Eu ainda sou a mesma pessoa que sempre fui. Por que você acha que eu mudei? — Ah, porque você mudou, — eu ri sarcasticamente, cruzando os braços. — Você literalmente se transformou em outra pessoa. O pai dela tentou fazer com que ela fosse a um terapeuta por anos, mas, com o orgulho ferido, ela se recusou, não querendo "manchar" sua imagem de classe alta. Ela balançou a cabeça, se recusando a acreditar em mim. — Não, eu não mudei. Por favor, me deixe provar isso para você. Respirei fundo, tentando ignorar sua negação. Talvez, se estivéssemos falando sobre isso agora, eu conseguisse ajudá-la. Talvez Tally finalmente acordasse para a realidade. — Então, a praia? Um sorriso apareceu nos lábios dela enquanto ela assentia. — Sim, você vai me perdoar e vir? Pensei por um momento e, ao suspirar, fui contra meu próprio julgamento. — Tá bom. Podemos ir. Eu tinha a sensação de que iria me arrepender depois, mas, bem, minhas decisões nunca foram muito inteligentes quando se tratava dessa garota. Eu realmente ia precisar aprender a dizer "não" para ela. Gritando de alegria com minha resposta, ela rapidamente me envolveu em um abraço e sorriu. — Sim! Se arrume, estamos saindo em dez minutos. Antes que eu pudesse protestar sobre o tempo que ainda tinha antes de sairmos, ela já estava fora do meu quarto para se arrumar, enquanto eu ficava lá, refletindo sobre a conversa. Talvez voltar para Miami no verão não fosse a melhor das ideias. Por um lado, eu estava lidando com Tally e sua falta de bom senso, e, por outro, com seu pai, James, e as coisas pecaminosas que eu queria que ele fizesse comigo. Se eu não tivesse cuidado, acabaria caindo na toca do coelho, assim como a Alice. * Quatro horas depois, e depois de muitos drinks na areia, Tally e eu tropeçamos pela porta da frente, rindo das coisas que havíamos visto durante o dia. Era bom passar esse tempo assim com Tally, considerando a diferença que enfrentamos nos últimos anos. Especialmente depois da discussão que tivemos mais cedo naquela manhã. — Então, a Catherine quer ir às compras depois e tomar um café. Você topa? Tally parou no topo da escada e me encarou, balançando as chaves do carro no dedo. Ela não podia dirigir se tivesse bebido, mas não ouvia ninguém, a não ser seu pai. Infelizmente, ele não estava ali. — Uh... — Hesitei, pensando na proposta, — acho que vou passar, sinceramente. Quero ligar para o meu pai e tomar um banho. Mas você vai, se divirta. Os olhos dela me examinaram por um momento antes de ela dar de ombros e pegar o celular. — Tá bom então. Não pude deixar de me perguntar se ela realmente queria que eu fosse, mas, enquanto ela caminhava para o quarto e trocava de roupa, eu aceitei que essa era apenas a Tally. Tanta tentativa de ajudá-la, para nada. Minha barriga roncou de fome quando entrei no meu quarto. Eu não tinha jantado, e o cozinheiro, James, já havia ido embora. — Será takeout, então. — falei para mim mesma enquanto pegava o celular e fazia o pedido, indo até a cômoda procurar algo mais confortável para vestir. — Ok, estou saindo! — Tally gritou para mim alguns minutos depois, enquanto descia as escadas. — Me liga se mudar de ideia! — Pode deixar. — Ri, rolando os olhos com o comportamento dela. Não havia a menor chance de eu sair tão cedo. A única coisa que eu queria era deixar a água quente correr pela minha pele e tentar tirar a mente de tudo o que tinha acontecido nos últimos dias. Especialmente James. Quando entrei no chuveiro, tentei afastar os pensamentos que ele provocava. No entanto, não foi tão fácil quanto eu imaginava. O pensamento do corpo bem cortado e robusto dele pressionando contra mim trouxe sensações até o meu centro que eu não conseguia controlar. Meus dedos deslizaram suavemente sobre o ponto sensível entre minhas pernas, e a cada movimento, eu me aproximava mais do clímax. — James... — Gemeu baixinho enquanto me entregava lentamente ao prazer proporcionado pelos meus próprios dedos. A ideia dos seus lábios carnudos nos meus era tentadora. Minha mente sonhava com o seu m****o grosso e longo penetrando minha i********e enquanto ele me dominava e se movia implacavelmente. Não havia como parar as imagens quando começavam, e o prazer que crescia no fundo do meu estômago se espalhou como um fogo até que eu explodisse em um grito de prazer. A água quente lavando os vestígios do ato da minha pele enquanto um sorriso se formava nos meus lábios. Eu o queria, e sabia que isso era um tabu, mas não me importava. Pelo menos, eu achava que não me importava. Quando terminei, a água já estava fria. Peguei a toalha branca e macia do rack, a envolvi ao redor do corpo e olhei meu celular para verificar a entrega da comida que eu esperava. Faltavam apenas cinco minutos para a chegada, e o pensamento fez minha barriga roncar de antecipação. Eu estava morrendo de fome. Vesti um camisão preto, passei o pente nos meus cabelos e, justo no momento em que ouvi a campainha tocar, desci as escadas e congelei. Um rosto que eu não esperava estava parado na base da escada, segurando o meu pedido. James. Ah, merda. — Tá com fome? — Ele sorriu, segurando a sacola. — Hum... — Assenti, descendo os últimos degraus.. — Sim... um pouco. Hesitação fluiu entre nós enquanto ele estendia lentamente a sacola para que eu pegasse. Mas, quando meus dedos tocaram os dele, um arrepio percorreu minha espinha. — Você tem me evitado, Becca. As palavras dele me trouxeram de volta à realidade. — Eu... não estava. Eu estava tentando evitá-lo, mas não queria que ele pensasse isso. Nossa situação já estava desconfortável, porque, por mais que eu quisesse evitá-lo... Eu também queria que ele me empurrasse contra essas escadas e me fizesse de tudo até eu não conseguir mais ficar em pé. As duas opções eram igualmente confusas, mas, se eu não tivesse cuidado, o desejo tomaria conta. — Sim, estava, — ele riu. — Toda vez que tentei te pegar... você sumia. Ele deu um passo em minha direção, e eu não pude evitar dar um passo para trás. A maneira sutil como o corpo dele se movia me atraía, e era mais do que evidente que, se eu não me controlasse, acabaria parecendo ridícula na sua presença. — O que você quer? — Sussurrei, meus olhos o avaliando enquanto observava o sorriso branco dele iluminar a escada sombria. — Nada, só ia cuidar disso... — Ele alcançou uma mecha de cabelo que estava ao lado do meu rosto e a colocou cuidadosamente atrás da minha orelha. — Pronto. Minha respiração ficou presa na garganta com um simples gesto. Foi doce, mas eu senti que ele estava se contendo em algo. — Obrigada. — Respondi baixinho enquanto os dedos dele levantavam meu queixo, me forçando a olhar em seus olhos. — Você nunca precisa me agradecer, Becca. Sempre que precisar de algo... é só pedir. Você sabe onde fica o meu escritório. Eu vou te ajudar em tudo o que você quiser. A afirmação soou tão pecaminosa, mas senti que talvez estivesse exagerando na interpretação. Ele só estava sendo gentil. Ele não queria realmente me... queria?
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