Capítulo 7: Desafio aceito

1933 Words
James. Ela ficou sem palavras diante de mim, apenas me encarando. O jeito como mordia o lábio inferior, carnudo e tentador, fez meu corpo reagir imediatamente. Eu queria mordê-lo mais do que qualquer coisa, um desejo que me consumia desde o momento em que a vi pela primeira vez. — Aviso se precisar de algo — disse finalmente, desviando o olhar. — Obrigada por trazer minha comida. A doçura de sua voz me encantava toda vez que ela falava, mas eu sabia muito bem que, por baixo daquela doçura, havia uma mulher cheia de intensidade e fogo. — Já disse que não precisa me agradecer. Estarei no meu escritório, se precisar de mim. Eu precisava me afastar dela. Quanto mais tempo ela permanecia ali, vestindo aquela camisola preta de seda, mais difícil era controlar meus instintos. O tecido realçava seus s***s, deixando evidente o efeito que o ambiente frio tinha em seu corpo. O desejo de segurá-la pelo pescoço e incliná-la sobre os degraus da escada era quase irresistível. Tudo o que eu queria era ver suas curvas perfeitas expostas para mim, sua excitação escorrendo enquanto eu a tomava por completo. Levei toda a minha força de vontade para virar as costas e sair dali. Sem perder mais tempo, fui direto para o meu escritório, tentando escapar do desejo incontrolável que ela despertava em mim. Esse sentimento crescia cada vez que ficávamos sozinhos. Uma coisa era ter esses pensamentos. Agir de acordo com eles era algo completamente diferente. Passando as mãos pelos cabelos em frustração, soltei um gemido, deixando minha mão deslizar pelo rosto. Eu preciso ficar longe dela. Ela nem imagina o que provoca em mim. Desde o momento em que ela chegou, eu a testava, brincava com sua mente, tentando descobrir o que ela estava pensando. Talvez fosse errado, mas algo nela despertava meu lado mais primal. O animal dentro de mim rugia, querendo reivindicá-la como sua. Dos lábios carnudos ao decote generoso, eu queria saboreá-la. Imaginava suas coxas grossas apertando meu rosto enquanto eu me perdia nela, devorando cada pedaço do que ela tinha a oferecer. Ela era tudo o que eu desejava em uma mulher. Era como se os deuses a tivessem enviado para me provocar, para testar os limites do meu autocontrole, para mostrar que eu não era tão dominante quanto acreditava ser. Ela talvez não percebesse, mas, sem sequer me tocar, estava me enredando lentamente. Um sentimento que eu não permitia que acontecesse há muito tempo. E, ainda assim, parecia impossível evitar. Parado no meio do meu escritório, olhei para a mesa repleta de papéis, tentando me concentrar no trabalho, mas não conseguia. Minha mente estava ocupada demais com ela. Respirando fundo, decidi ir para o quarto. Um banho frio e uma bebida forte eram tudo o que eu precisava para acalmar minha mente. No entanto, ao chegar ao topo da escada, vi que a porta do quarto dela estava entreaberta. Ela estava deitada na cama. E, meu Deus, como estava apetitosamente linda. Me forcei a continuar andando, passando pelo quarto dela até entrar no meu. Logo, o som da água do chuveiro preenchia o ambiente. O que está acontecendo comigo? Becca. O som dos degraus rangendo chamou minha atenção a tempo de ver James passar pela porta do meu quarto e seguir pelo corredor até o dele. Eu não sabia se ele havia me visto, mas a possibilidade fez meu coração disparar. Me levantei depressa, com a intenção de fechar minha porta, mas, ao olhar para o corredor, percebi que a porta do quarto dele estava aberta. E o som do chuveiro ligado ecoava dali. Será que ele deixou a porta aberta de propósito? Eu sabia que deveria simplesmente fechar minha porta e voltar para o meu quarto, mas a curiosidade me venceu. Meu coração disparava cada vez mais à medida que me aproximava da porta dele. Seja sensata, feche a porta e volte para o seu quarto, Becca. Repeti o mantra na mente, mas, ao espiar pelo vão da porta, tudo em mim congelou. No reflexo do espelho atrás da cama, eu o vi. James. Nu. Oh, meu Deus. Seu corpo perfeitamente esculpido estava sob o jato quente da água, com a espuma deslizando por cada músculo. Ele parecia perdido em pensamentos, mas, antes que eu percebesse, sua mão deslizou para seu m****o ereto. Eu m*l podia acreditar no que estava vendo, mas, como se ele soubesse que eu o observava, seus olhos se encontraram com os meus através do espelho. Merda! Ele não parecia se importar, no entanto. Em vez disso, deu um passo em direção à porta de vidro do chuveiro e a abriu, me oferecendo uma visão ainda mais clara. Suas mãos deslizaram sobre sua ereção robusta enquanto um sorriso provocador surgia em seus lábios. Era quase como se estivesse esperando que eu me juntasse a ele. Esperando que eu me ajoelhasse e o tomasse em minha boca. Eu queria isso também. Queria que ele usasse minha boca e me possuísse de tantas maneiras. Contudo, eu sabia que era errado. Lá estava eu, observando o pai da minha amiga se tocar, e, ainda assim, estava completamente excitada. Porém, algo no meu subconsciente me trouxe de volta à realidade. Eu praticamente corri para o meu quarto e bati a porta. Meu coração batia tão rápido que parecia prestes a explodir com o nervosismo de ser pega. Eu não era melhor do que uma voyeur, e, mesmo assim, tudo o que eu havia visto me deixava desejando mais. Nunca na vida tinha visto algo tão bonito quanto o que ele escondia entre as pernas. Fazia sentido agora porque o chamavam de "O Garanhão Italiano". Ele era tão avantajado quanto um cavalo, e eu sabia que ele sabia exatamente como usar aquilo. Com as mãos inquietas, comecei a andar de um lado para o outro no meu quarto, tentando acalmar minha mente. James me pegou assistindo enquanto ele tomava banho, e eu não fazia ideia do que poderia acontecer a seguir. Será que ele iria me expulsar? Contar para Tally? Algo dentro de mim dizia que ele não faria isso, mas eu não tinha certeza. Sacudindo as preocupações da mente, apaguei a luz e me deitei. A última coisa de que precisava era continuar pensando no incrivelmente sexy pai da minha melhor amiga, James Valentino. ** Enquanto dormia, o sentimento de que alguém me observava me despertou. Não sabia o que era sobre aquela casa, mas, de alguma forma, eu sempre tinha a sensação de que os olhos dele estavam sobre mim, onde quer que eu fosse. A luz vermelha piscante do despertador indicava que era perto de uma da manhã. Quando me virei na cama, congelei no lugar. James estava parado perto da porta fechada do meu quarto, segurando um copo em uma das mãos e com os olhos fixos em mim. — O que está fazendo aqui? — perguntei, me sentando rapidamente na cama. A sensação que havia me atingido mais cedo voltou com força total quando percebi que ele me observava enquanto eu vestia apenas uma camisola preta fina, que pouco deixava para a imaginação. Ao ver o sorriso pecaminoso cruzar seus lábios, meu coração disparou. — Você me observou mais cedo. Achei justo retribuir. Agradeci à escuridão por esconder minha expressão, porque, com certeza, eu estava mais vermelha do que um tomate de tanta vergonha. — Eu... — James levantou a mão, me interrompendo antes que eu pudesse continuar, e deu alguns passos em minha direção. — Você não precisa se explicar, Becca. — Mas eu preciso, sim! — balbuciei. — Não quero que pense que sou uma esquisita. Ele riu do meu comentário, mas logo seu olhar cintilante revelou algo mais. Algo que fez meu corpo estremecer de antecipação pelo que ele faria em seguida. — Já te disse antes, Becca, eu não sou como os caras que você conhece. Eu sou muito mais... perigoso. — Eu não me importo. — A resposta escapou de mim quase sem que eu percebesse, antes mesmo de pensar no que estava dizendo. — Quero dizer... — Pare. Eu gostei mais da sua primeira resposta. — Ele sorriu. — Você se expressa melhor sob pressão. — Eu nem sei o que dizer sobre isso... — admiti. — Então me diga isso — respondeu, se aproximando ainda mais. — O que você deseja? Eu não precisava pensar para responder àquela pergunta, mas, mesmo querendo dizer logo, hesitei, encarando seus olhos. Ele estava tão perto que eu poderia tocá-lo. Sabia que, se escolhesse aquele caminho com ele, não havia como prever o que poderia acontecer. — Quero sentir prazer como nunca senti antes. O canto dos lábios dele se contraiu ao ouvir minha resposta, e percebi imediatamente o impacto que minhas palavras tiveram. Me ajoelhei na cama, me aproximando dele. Mesmo de joelhos, ele ainda me dominava com sua altura. — Isso é algo que você pode fazer? Provocar homens não era algo que eu fazia, mas havia algo em James que despertava o d***o dentro de mim. Algo nele me fazia querer fazer coisas terríveis. — Eu poderia fazer coisas muito terríveis com você, Becca — sussurrou, antes de capturar meus lábios com os dele, tirando meu fôlego. O beijo não foi lento nem apaixonado como eu esperava. Foi intenso, faminto, como se me beijar fosse a única coisa que o satisfaria naquele momento. — Não pare... — implorei, enquanto ele se afastava, me olhando com diversão. — Não é assim que funciona, doce Becca. As palavras dele me confundiram, mas, antes que eu pudesse responder, sua mão segurou meu cabelo com firmeza, me puxando para perto dele enquanto inclinava minha cabeça para que nossos olhos permanecessem fixos um no outro. — Quer saber como funciona? — sussurrou. Mordendo o lábio inferior, arfei quando senti seus dedos deslizarem entre minhas coxas, dentro da minha calcinha, encontrando minha essência úmida que ansiava por atenção. Lentamente, ele acariciou minha f***a, provocando meu ponto mais sensível antes de mergulhar dentro de mim e recuar. — Você não respondeu — murmurou entre os dentes cerrados. — Sim! — arfei, em resposta ao puxão em meu cabelo. — Quero saber. Satisfeito com minha resposta, ele sorriu. — Não vou te possuir até que você implore. E, mesmo assim, terá que ser uma boa menina, Becca. Pode ser uma boa menina? — Sim... — gemi. — Sim, o quê? — perguntou, fazendo minha mente rodopiar ao entender o tipo de jogo que ele gostava. — Sim, senhor. Posso ser uma boa menina. Sem aviso, ele me soltou e se abaixou para pegar o copo que tinha deixado cair em algum momento. — Ótimo. Agora, vá dormir. O choque tomou conta de mim. Ele estava terminando tudo daquele jeito? Eu queria mais. Ao vê-lo se virar e caminhar em direção à porta, senti raiva e vazio. — É só isso? Parando no meio do caminho, ele se virou e olhou por cima do ombro, rindo. — Por enquanto. Minha boca se abriu de surpresa ao vê-lo levar os dedos à boca, os lambendo com um sorriso, antes de sair do quarto e fechar a porta atrás de si. Ele me provocou, me beijou e me deixou querendo mais. O pai de Tally era muito mais do que eu esperava. Ele era um dominador sádico, com um apetite por tudo que era sombrio e perigoso. Sua vontade de me transformar em sua boa menina ficou clara hoje à noite, quando me fez responder. Mas ele não sabia de uma coisa: eu adorava um desafio. Jogo iniciado, desgraçado. Eu também posso ser um demônio.
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