Ao acordar na manhã seguinte, tentei me conformar com o que havia acontecido. James havia me beijado e brincado de “daddy dominador” em meu quarto na noite passada. A sensação persistente de seus lábios nos meus deixou minha mente confusa desde o momento em que meus olhos se abriram.
Como ele pôde fazer isso e simplesmente ir embora?
Eu não era o tipo de garota que agia dessa forma e, ainda assim, ele trouxe à tona um lado meu que não queria ser domado. A situação era mais do que frustrante e, para completar, Tally havia me enviado uma mensagem para avisar que não tinha voltado para casa.
Parecia que ela havia decidido ir com Catherine até a praia para ficar em seu condomínio e só voltaria mais tarde esta noite.
Me levantei da cama, gemi de frustração e saí do quarto. Meus olhos pousaram na porta de James quando uma ideia sinistra passou pela minha cabeça. Ele queria que eu fosse uma boa menina, mas talvez eu não fosse.
Com a porta de seu quarto parcialmente fechada, mas não completamente trancada, eu a abri. Vi seu corpo adormecido na cama. Nu, como no dia em que nasceu, e com as estrelas à mostra para acesso total. Se ele quisesse se divertir comigo, então era isso que aconteceria.
Em silêncio, fui em sua direção. Meus pés evitaram causar qualquer ruído desnecessário ao me aproximar de sua cama. Seu pênis comprido e grosso estava ereto e pronto para ser levado por mim.
Lambendo os lábios, me inclinei lentamente para a frente, o levando à boca. Seu rosto se contorceu de prazer enquanto ele se mexia lentamente. Meu ritmo aumentou à medida que seus olhos se abriram, contemplando a visão diante dele.
— Becca... — gemeu ele, enquanto eu usava minha boca e minha mão em um ritmo que só gerava prazer. — O que você está fazendo?
Não havia como negar o quanto ele estava perto do clímax, mas considerando que ele queria uma resposta, eu a dei. Com um movimento de sucção profundo, deixei a cabeça grossa de seu pênis sair da minha boca antes de limpar a saliva que escorria do meu lábio.
— Como ele se parece? — Eu sorri, levantando uma sobrancelha. — Pensei que você fosse experiente.
Ele estendeu a mão para mim, mas foi muito lento e eu dei um passo para trás, fora de seu alcance.
Acenando com o dedo na frente dele, eu sorri:
— Não, não, não... você quer que eu seja uma boa menina, lembra?
Seus olhos se fecharam para mim.
— Tem certeza de que quer seguir esse caminho?
Por um momento, coloquei o dedo na mandíbula e agi como se estivesse pensando.
— Hmm...
— Becca... — disse ele em um tom de advertência.
Meus olhos encontraram os dele com um sorriso malicioso.
— Acho que vou nadar. Tenha um bom dia, Sr. Valentino.
Um ponto para mim e zero para ele. Se ele quisesse um jogo, eu lhe daria um.
**
Era como se a água estivesse me chamando, implorando para que eu mergulhasse em seu corpo imóvel para causar o caos enquanto eu dava uma volta atrás da outra.
Sem hesitar, mergulhei na parte funda e me deliciei com a forma como a água acariciava minha pele. A sensação fresca e refrescante ajudou a afastar meus pensamentos e, quando saí da superfície, fechei os olhos, deixando o sol bater em minha pele.
— Srta. Woods? — uma voz me chamou do terraço, fazendo com que eu me virasse.
Olhando para a borda da piscina, vi a governanta caminhando em minha direção com um sorriso no rosto.
— Sim?
— A Srta. Valentino ligou e me disse para avisá-lo que ela o convidou para jantar e tomar um drinque hoje à noite no La Fontina.
Balancei a cabeça e acenei com a cabeça:
— Obrigada.
Eu havia deixado meu telefone no andar de cima, e por um bom motivo. Mas achei engraçado que Tally ligasse para a governanta dela para me dizer que eu tinha de ir jantar hoje à noite.
Era simplesmente sua maneira de me convidar para ir, para que eu pudesse ser seu motorista designado, sem dúvida. Algo que eu não tinha interesse em fazer. Depois de tudo o que aconteceu nos últimos dias, ela ainda estava agindo como sempre.
— Parece uma noite divertida, não é? — James chamou, e eu o vi de pé, de calção de banho e óculos escuros.
Só o fato de vê-lo já me incendiou, e logo percebi que ele iria se juntar a mim.
— Sim. Eu provavelmente deveria sair e me preparar.
— Não precisa — ele respondeu rapidamente. — Ela também me ligou e eu disse que você não estava se sentindo bem e que era para continuar sem você. Pedirei a um motorista que venha buscá-la hoje à noite, quando ela estiver pronta.
Minha mente ficou confusa com o que ele estava dizendo.
Como ele tinha feito isso tão rapidamente quando a empregada literalmente tinha acabado de me dizer que tinha ligado?
— Mas por quê? — Perguntei atônita. — Você mentiu para ela.
Acenando com a cabeça, um sorriso cruzou seus lábios.
— Isso eu fiz. Você realmente acha que eu não noto como ela trata você? Vocês não têm mais o relacionamento que tinham antes.
Por mais que isso fosse verdade, eu não precisava que ele apontasse isso. Afinal de contas, isso era entre mim e ela e, muito provavelmente, essa seria minha última viagem para cá.
Com frustração, mordi a parte interna da bochecha e zombei enquanto me puxava para a borda da piscina, observando enquanto ele pulava e nadava em minha direção, limpando a água do rosto ao sair da superfície.
— Obrigada, mas não preciso que você minta por mim. — disse eu, observando como ele se divertia com o que eu dizia.
— Talvez não, mas fiz isso por um motivo.
— Claro que sim — eu ri. — Mas eu lhe disse antes que estou aqui para dar um mergulho. Eu estava esperando, em paz. Além disso, esse jogo não pode continuar... se Tally descobrisse, não seria bom para nenhum de nós, e eu não quero machucá-la.
Sua expressão, antes feliz, se transformou em uma expressão que fez minha pele ficar gelada. Ele e Tally tinham uma coisa em comum, e parecia que não gostavam que lhes dissessem não.
— E se ela não descobrir? — perguntou ele ao se aproximar de mim.
Não era preciso ser um gênio para entender o que ele queria dizer. Ele queria que eu fosse seu segredinho sujo, e eu não tinha certeza se isso era algo que eu estava disposta a fazer.
— Sinceramente, não sei se acredito que você seja habilidoso o suficiente para garantir que ela não seja — respondi, de forma provocante, tentando imitar a energia que ele havia me transmitido na noite anterior.
— É isso mesmo? — Ele rapidamente agarrou minhas pernas, puxando minha b***a para fora da borda da piscina enquanto me segurava. — Você quer testar essa teoria?
— O que você está fazendo? — Eu ofegava enquanto tentava me afastar. — Alguém pode ver!
— Estou lhe dando exatamente o que você quer — ele sorriu. — Prova.
Antes que eu pudesse me opor, seus dedos roçaram em minhas dobras sensíveis enquanto ele puxava minha calcinha para o lado e deslizava sua língua contra mim.
— James...
A resposta em forma de gemido me deixou com vontade de mais e, pelo brilho malicioso em seus olhos, percebi que iria receber. Seus olhos encontraram os meus enquanto ele continuava a passar a língua em mim. Os redemoinhos contra meu ponto sensível me fizeram ofegar de prazer.
Chad já havia feito sexo oral em mim antes, mas nunca havia sentido isso.
Nenhum homem jamais havia me feito sentir assim.
— Oh, p***a — arfei enquanto ele mergulhava mais fundo, seus movimentos se tornando mais frenéticos.
— Você tem um gosto incrível — murmurou ele contra meu âmago. Senti que estava chegando perto do limite. Os movimentos de sua língua fizeram com que um nó se formasse em meu estômago. Eu sabia que ia explodir.
— Não consigo me segurar... — Eu gritei. — Por favor...
Gritando de prazer, eu me agarrei ao chão frio e duro enquanto ele me forçava a aproveitar a onda de prazer que havia criado dentro de mim. Eu não tinha certeza de como havia chegado tão longe quando, ainda no outro dia, estava tentando evitar vê-lo. Agora, ele me fazia contorcer de prazer.
Agora, ele me fazia contorcer em êxtase repetidamente, sem nenhum aviso. Ele simplesmente pegava o que queria, e eu estava sujeita ao seu prazer. Acho que a culpa era minha depois do que fiz com ele hoje de manhã.
— Seu corpo reage tão bem a mim — ele olhou para mim enquanto lambia os lábios.
O tom arrogante de sua voz me trouxe de volta à realidade e eu rapidamente tirei meu corpo de cima dele e me joguei de volta no chão, ofegante, enquanto descia do pico que ele criou.
— Tão confiante, não é mesmo? — respondi sarcasticamente, o fazendo rir.
— Não aja como se não tivesse gostado disso, Becca.
Observando seus olhos percorrerem meu corpo para cima e para baixo, não pude deixar de sentir a luxúria crescer dentro de mim. Eu queria que ele me comesse até que eu implorasse para parar, mas admitir isso só aumentaria ainda mais o ego dele.
Para ele, isso era um jogo, e eu nunca desistia de um desafio.
— Fico feliz que você tenha conseguido provar que pode me fazer gozar, mas isso ainda não prova que você pode garantir que a Tally não vai descobrir. Por isso, por mais que eu tenha gostado, acho que é melhor eu ir cuidar do meu dia e deixar você aproveitar o seu banho.
— Fugindo — diz ele. — Não achei que você fosse uma garota que fugiria.
— Sim, bem, eu não o vi como um homem que não faz nada além de falar e m*l demonstra ação. No entanto, aqui estamos nós conversando sobre o que você fez e não fez.
Era uma mentira, eu sei. Ele tinha acabado de saborear minha b****a como se fosse uma refeição de quatro pratos, mas eu não podia deixar que ele visse a verdadeira satisfação do que ela fazia.
Minha atitude sarcástica não fez nada além de diverti-lo e, embora eu não estivesse tentando me divertir, achei cômica a reação dele às minhas palavras.
— Achei que você tinha dito que seria uma boa menina, Becca — ele respondeu.
— Hmm... — Respondi, pensando em suas palavras: — Acho que também menti. Isso é algo que temos em comum agora, não é?
Minhas palavras pareceram atordoá-lo enquanto ele me olhava fixamente. Uma satisfação calorosa percorreu meu corpo enquanto eu o observava na água, olhando para onde eu estava agora ao lado da piscina.
James tinha sido mais do que incrível ao me excitar, e a onda de prazer que ele criou em mim era definitivamente algo que eu gostaria de fazer novamente. Mas ele tinha que aprender que esse era um jogo de inteligência, e eu não me curvaria diante dele.
— Não diga que eu não o avisei. Você não tem ideia no que está se metendo... — advertiu ele, com os olhos cheios de luxúria. — Você vai implorar para que eu pare.
— Não foi você quem disse que eu também imploraria para você me comer? — Eu sorri, cruzando os braços sobre o peito.
Com os lábios cerrados, observei o canto de seus lábios se erguerem.
— Sim, eu disse isso e teria sido verdade se você tivesse decidido não entrar nesse jogo. No entanto, o jogo virou e eu o pegarei quando você menos esperar.
— Eu duvido disso. De qualquer forma, se me der licença. Preciso cuidar de algumas coisas e não gostaria de estragar os planos que você tinha para hoje.
Me levantando, fui em direção à casa e rapidamente fechei a porta.