Capítulo 54 MELISSA NARRANDO O ódio que eu estava sentindo do meu irmão era capaz de incendiar o Vidigal inteiro. Ver o Coiote arrastando a Luna daquele jeito, como se ela fosse um saco de lixo e não uma mulher que ele mesmo mandou produzir, me deu um nó na garganta. Eu queria ter ido atrás, queria ter quebrado um balde de gelo na cabeça dele, mas eu não sou burrä. Ir contra o Coiote quando ele está possuído pela fera da posse é pedir para assinar o próprio atestado de óbito ou, no mínimo, ganhar um passaporte vitalício para o quarto trancado. — Machista desgraçadö... — resmunguei, virando um copo de whisky puro que estava em cima da mesa do camarote. O líquido desceu rasgando, aquecendo meu sangue e transformando a raiva em uma vontade absurda de viver tudo o que o Coiote tentava me p

