Amiga da inimiga

1240 Words
Capítulo 5     2 meses depois. Obrigado.     Obrigado.     Obrigado meu Deus.     — Você passou minha filha? _ Perguntou minha mãe apreensiva.     A olhei séria, queria causar suspense, entretanto sem querer, deixei um largo sorriso transcender em meus lábios.     — Sim… simmm… Ai meu pai do céu. _ Puxei uma cadeira e me sentei depositando o notebook na mesa para que minha mão vislumbrasse o mesmo que eu.     Passei no exame da OAB… preciso comemorar.     Um Allan agora cairia super bem.     O Deus… 2 meses sem vê-lo, o porquê de tamanho sofrimento?     — Pode começar o estágio no meu escritório. _ Indagou meu pai adentrando na cozinha.     Surpresa, saio dos meus devaneios e Pulo da cadeira, correndo até o meu pai o apertando em um abraço.     — Papai o senhor chegou. _ Falei manhosa, pousando minha cabeça em seu peito. Ele viajou a negócios a uma semana. Me afastei um pouco. — Não vejo a hora pai, olha como isso soa bem. _ O observei, não iria perder uma só expressão do meu pai ao brincar. — Advogada Gutemberg. _ Escrevi no ar enquanto frisava o sobrenome da família.     Meu pai como imaginei deu um suspiro orgulhoso.     Comecei a pular de felicidade.     Tuts tuts.     — Parabéns, minha querida. _ Saudou meu pai depositando um beijo em minha testa.     — Quando começo meu pai? _ Perguntei ansiosa pegando em suas mãos.     — Estou indo para o escritório, venha comigo, conhecer as instalações e sua sala. _ Ao ouvi-lo corro até minha bolsa e a coloco no ombro.     O sonho do meu pai era que eu trabalhasse com ele.     E o meu sonho é ser tão boa quanto ele em quesito, advogada.     — Vamos. _ Abraço minha mãe. — Nos veremos depois, mamãe. Bom dia.     ***     Trabalhar com o meu pai, em uma sala ao lado da dele me ocasionada uma alegria tamanha, que chegavam a transbordar em meus olhos, mas também me dava medo, medo por tê-lo tão perto, para o meu pai, eu sou só uma moça com uma cabeça e tanto, que sabe o que quer e onde, quer chegar, acredito que seja isso o que todos os pais pensam de nos filha mulheres, convenhamos que eles se envergonharia, se soubesse o que nós pensamos, o que falamos com nossas amigas e o pior de tudo e não menos importante, imagina se eles descobrem onde a mão boba dos meninos chegam a tocar na filha deles.     Se ele soubesse os meus planos, o porque deu me tornar advogada ele se decepcionaria tanto comigo.     O encarei triste.     — Gostou minha filha? _ perguntou cordial.     Dou um ligeiro sorriso ao vislumbrar a sala, já a decorando em pensamentos.     — É linda. _ Confesso emocionada.     — Irei deixá-la sozinha. _ Indagou em tom brincalhão e antes que ele saísse me olhou sorridente. — Teremos muito trabalho, minha querida. _ Revelou inaudível.     — Não vim para brincar meu pai. _ Disse séria, reprimindo a verdade que o assustaria.     Eu iria colocar o Allan para dormir numa sela e agarra-lo. Está ai um fetiche.     Meu pai convencido das minhas palavras, sorriu orgulhoso e saiu me deixando sozinha, imersa em pensamentos naquela enorme sala.     Caminho até a janela e abro a persiana.     Agora irei enfrentar audiências e uma série de coisas…E estou tão, tão pronta para isso e empolgada.     Ando vagarosamente até um quadro que se encontrava desalinhado e o arrumo.     Minutos depois saio da sala.     — Filha. _ Olho para trás em câmera lenta. — Quero que conheça o gestor da advocacia. _ Olho curiosa para o homem ao seu lado e engoli saliva, eu conheço esse homem. Franzi o cenho ao encarar aquela estatueta, não pude deixar de admira-lo com os lábios semiabertos. Eu realmente conheci esse homem. — Lian essa é minha filha Cibely e ela irá trabalhar conosco. _ Esclareceu meu pai.     Viso o homem minuciosamente e tento me lembrar de qual encontro.     Espera… É o Lian do quinto encontro, nós discutimos, lembro que ele disse que eu era do Allan e me deixou P da vida.     Alargo o sorriso e toco sua mão estendida a minha frente. O olhar dele um tanto enigmático percorreu por todo o meu corpo.     Que safado… olha… salivando na presença do meu pai!     Sinceramente, espero que meu pai não perceba o flerte no ar de ambas as partes.     Ele era bonitinho, vai.     — É um prazer. _ Mordo o lábio inferior ao ouvi-lo, o pior de tudo nem foi o sorriso lindo que ele esboçou na face ao dizer o quão prazeroso foi me conhecer, o que me desestabilizou completamente foi a sua voz marcante em um tom casual.     Encarei seus olhos azuis vivos e apertei sua mão… isso é excitante.     Irei, lembra-lo mais adiante o quanto foi prazeroso me conhecer.     — O prazer vem. _ Tossi envergonhada ao perceber que pela segunda vez não tive controle de minhas próprias palavras, olho de soslaio para o meu pai e agradeço mentalmente por ele não perceber minha garfe. — É todo meu. _ Falei firme.     Allan, você foi o primeiro maldito que me deixou sem controle nas palavras.     Contudo, solto suas mãos.     — Bom, pai preciso ir. _ Me despeço de uma vez e o dou as costas.     — Tchau, Cibely aguardarei ansioso para trabalharmos juntos. _ Olho para trás incrédula, franzi o cenho tentando ignorar seu Largo sorriso no rosto.     Se o Allan não quiser, tem alguém aqui interessado em romper meu hímen.     — Não iremos trabalhar junto. _ Pisco o olho e observo o meu pai que reprime um sorriso. — Diga a ele, papai, o sacrifício que é trabalhar com a cabeça oca da sua filha. _ Bato continência para eles e saio do escritório.     Entro no meu carro e jogo minha bolsa no Banco ao lado, coloco o cinto de segurança. É inevitável, tudo remete a ele. Mordo os lábios ao lembrar do dia em que eu e o Allan transamos num carro.     Ele deve estar ainda mais cheio de energia.     ***     Lá estava eu a poucos metros do estacionamento do hospital. Ligo o carro ao ver a Stella sair em passos precisos do hospital, buzino e evito sorrir vendo a desgraçada quase revelar o pé e cair. Desço o vidro.     — Tá louca! _A estética gritou, arrumando os cabelos.        Reviro os olhos.     — Entra ai, eu te dou carona. _ intervi o seu desagrado.     — Eu nem te conheço garota, além do mais o meu carro está ali. _ Mentiu, descaradamente.     Pobre Allan.     Apertei a mão no volante e suspirei frustrada.     — Mais eu te conheço. _ A olhei impassível lembrando do dia em que vi ela com o crioulo aos beijos. — Entre. _ Peço novamente, em um tom amigável.     Ela relutou por vários minutos e acabou entrando.     — Me conhece de onde? _ Perguntou acanhada.     Por que essa vaca não ficou no sonho, tinha que me atrapalhar na realidade?     Sorrio.     — Você é a esposa do doutor Allan, não é? _ Ela assentiu. — Conheço vocês da revista. _ Minto.     — Conhece o meu marido? _ Proferiu ao arquear as sobrancelhas.     Vivi com ele por 4 anos.     — Não. _ Dei de ombros     — Me deixe a duas quadras daqui, preciso ir em um lugar. _ Pediu receosa.     A olhei de relance.     — É claro que precisa. _ Ironizei. A vi piscar confusa. Expliquei. — É casada com um médico renomado, arriscaria até em dizer o melhor do país...entendo que tenha que está em vários, lugar ao mesmo tempo. _Finjo entende-la.     — Exatamente. _ Sorriu.     ***     Entrei no meu AP e corri às pressas até meu caderninho e risquei a segunda linha.     * Torna-se amiga da sua esposa.     É Allan… Cedo ou tarde estarei em sua casa… e logo mais em sua cama.     Observando a foto no meu celular e ciente da prova que tinha em mãos contra a Stella, era super comprometedora, pois ela descaradamente estava aos beijos com o crioulo.     Só para precaução, não irei mostrar para ele quem a esposa dele é… ainda!     Mas usarei ao meu favor para tira-la do meu caminho. Sim ou claro.    
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