O dia da minha desgraça

3456 Words
— Como ele está? — Olho para a minha melhor amiga esperando que ela me diga algo — Me diga como está meu marido, Caroline, preciso saber do Cedric! Minha mãe segura a minha mão pedindo para eu me acalmar, que se eu não o fizer, o médico vai me sedar. Eu sei que acordei apenas algumas horas depois de ter ficado inconsciente por dois dias, mas eu preciso saber do Cedric, eu preciso ver o rosto dele, tocar a mão dele, dar a notícia que o médico me revelou. Se eu não o vir, sinto que vou morrer de um ataque de nervos e o silêncio da Caroline me desespera muito mais do que já estou. — Babi, Cedric está na terapia intensiva — Finalmente ela fala e eu n**o, sentindo meus olhos começarem a arder — Se acalme, por favor... ele estava em estado delicado, mas os médicos fizeram um ótimo trabalho e conseguiram estabilizá-lo. — O que aconteceu com ele? Me diga a verdade, Caroline, por favor... hoje mais do que nunca eu preciso da sua sinceridade. — Muitas fraturas, inclusive no crânio dele, Babi. O impacto na cabeça dele foi muito forte, e não se sabe se haverá consequências quando ele acordar. Os sinais vitais dele estão bons, e vão melhorar, mas ele precisa acordar primeiro para saber se haverá sequelas ou não, ou pelo menos foi isso o que eu entendi da minha tia. Ela está muito abalada e desconfiada de tudo. Você sabe como ela é com o Cedric... você já pode imaginar. Assinto, deixando minha mãe limpar minhas lágrimas. Ainda estou processando tudo o que aconteceu. Nunca imaginei que o dia do meu casamento terminaria em uma tragédia. A única coisa de que lembro é que estávamos no carro indo para o aeroporto, onde o jato estava pronto nos esperando e estávamos de mãos dadas, cantando felizes, e de repente, um caminhão nos atingiu com força, nos pegou de surpresa. O carro deu várias voltas porque o Cedric estava dirigindo em alta velocidade. Depois disso, lembro que consegui acordar e tentei acordá-lo, e quando consegui sair do carro, simplesmente desmaiei e acordei nesta cama com as duas ao meu lado. — O Cedric estava na faixa dele, Carol... — Digo para ela, com o nó na minha garganta — Um caminhão nos atingiu do nada... ele perdeu o controle do carro e depois foi tudo caos, giros, gritos e nossos corpos sendo sacudidos com violência até que... — Você não precisa repetir isso, Babi — Minha mãe diz, segurando minha mão — Você já nos contou, meu amor. Foi um acidente, um acidente muito trágico, mas vocês dois estão vivos e isso é o que importa. Há vida aqui e eu sei que o Cedric ficará feliz. — Eu quero vê-lo... — E você, apenas descanse neste dia, está bem? — Ela me mostra um sorriso doce — É um milagre que você não tenha sofrido um aborto, Bárbara, então, por causa do seu bebê, descanse. Amanhã você poderá ir ver seu marido. — A Sra. Collins tem razão, amanhã eu mesma vou te levar para vê-lo, mas hoje descanse, por favor. Não queremos que o mini Reed saia daí. Neguei, imediatamente colocando minhas mãos na minha barriga. Ambas continuaram conversando sobre o quanto estão felizes com a minha gravidez e como o Cedric ficará feliz ao saber. Quando o médico veio me examinar assim que acordei, ele trouxe a notícia da minha gravidez. Fiquei chocada, e chorei sem acreditar. Estou de apenas três semanas e basicamente é um grão minúsculo, mas está vivo, está dentro de mim, o coração dele está batendo e é isso que importa de verdade. Pedi ao médico que fosse discreto, que não contasse nada para a família, pois queria ser eu quem entregaria essa bela notícia. Ele concordou sem problemas. Também fiz minha melhor amiga e minha mãe prometerem que não diriam nada sobre a minha gravidez. Não quero aumentar o nervosismo dos meus sogros, muito menos do Cedric quando ele acordar. Prefiro esperar até sair daqui, até que ambos estejamos completamente recuperados para dar a notícia. Sei que é o mais prudente, mas mesmo assim não consigo esconder que estou com ansiedade total porque quero que tudo isso passe para poder dizer a ele que, no final das contas, engravidei sim. Ele sempre brincava, quando me via tomando a pílula, que ela ia parar de funcionar antes do casamento. Não sei se bato nele por essa profecia. — Eu tenho que ir — Anuncia Caroline — Sou a filha do chefe, mas se eu chegar atrasada na reunião que vai me ensinar mais como ser uma linda empresária, esse chefe, também conhecido como meu pai, vai me demitir e me mandar de volta para a Inglaterra. — Ele nunca faria isso. — Você está certa, ele me ama, mas mesmo assim ele me daria uma lição. Desde que me formei e comecei a ser a sombra dele na empresa, não há uma reunião em que eu não chegue cinco minutos atrasada. Ele já me advertiu, então desta vez ele está chateado, Babi... — Depois de um ano foi que ele te deu o primeiro aviso, Caroline... não acredito que ele esteja tão chateado. Tento não rir porque tudo dói. Minha melhor amiga se inclina e me dá um beijo na testa, se despede do mini Reed “como ela o apelidou, não importa o sexo” e da minha mãe com um grande abraço. — Prometo voltar esta noite e dormir com você. — Vai embora, ou será demitida. — Seria a quinta demissão que meu pai me daria. — Um dia você terá que dizer a ele que finanças não são sua praia, Caroline — Aconselha minha mãe. — Eu sei, senhora Collins, mas enquanto isso, vou aprendendo todo o necessário para dirigir uma empresa e quando isso acontecer, vou destroná-la — Ela ri de forma travessa e depois faz um gesto com a mão — É brincadeira. Quando isso acontecer, vou começar meu pequeno império e vocês serão testemunhas da rainha da moda que eu serei. — Amém, irmã — Levanto meu polegar, ela me manda um beijo e abre a porta do quarto. — Volto às oito para assumir o meu turno, então você tem toda a tarde até essa hora para dormir e é melhor você fazer isso, Babi — Ela me adverte — Você e o mini Reed precisam disso — Sussurra. Sorrio vendo como ela fecha a porta do quarto, minha mãe se aproxima de mim, me dá um beijo na cabeça e cobre bem minhas pernas com o edredom. — Caroline está certa, você precisa descansar. Vou ficar aqui respondendo algumas mensagens dos irmãos do seu pai, sentada no sofá, se precisar de algo, é só me chamar, está bem? — Diga a eles que estou bem — Dou um leve sorriso — Diga a eles que este ano vou para o México com Cedric e é bom eles se prepararem para tacos. Seu olhar se enche de lágrimas, ela faz um sinal com a cabeça e se senta limpando delicadamente essas lágrimas que já começaram a cair. Desde que meu pai morreu, viajo para o México uma vez por ano, exatamente na data em que ele faleceu, para levar flores para o seu túmulo. Como toda a família dele está lá, decidiram enterrar seu corpo ao lado dos avós e de alguns outros membros da família. É uma tradição deles e minha mãe não quis quebrá-la, já que, segundo ela, meu pai pediu isso mais de uma vez. Agora vou levar flores para ele com seu neto ou neta e estando casada. Sei que lá do céu ele ficaria feliz por mim. Ajeito-me um pouco, procurando a posição mais adequada para mim. Fecho meus olhos pronta para descansar o máximo que puder, porque amanhã, quando eu o vir, quero parecer saudável, forte e bonita para ele. […] — Cedric acordou, Babi! — É a primeira coisa que Caroline diz ao fechar a porta — Neste momento, todos os médicos que a tia contratou estão cuidando dele, preparando-o para ser transferido para o quarto dele, você está pronta para vê-lo? — Ele realmente acordou!? — Você acha que estou chorando à toa? Claro que ele acordou, sua boba! Nunca choro por Cedric, então minhas lágrimas devem te mostrar que é verdade. Rio, choro, me entusiasmo, tremo e me encho de felicidade e desespero. Sinto de tudo dentro de mim, meu coração bate forte e minhas emoções estão descontroladas. Minha mãe chora de felicidade por ele, por mim, por nós dois, e seguindo o conselho de Caroline, começa a pentear meu cabelo para me deixar mais bonita para ele. Algo que vejo como totalmente impossível e desnecessário. Meu rosto está machucado, tenho cortes e alguns arranhões na pele, sem contar o enorme curativo no meu braço e a imensa sutura na minha perna. Estou horrível, mas feliz. — Você acha que ele vai rir de mim? — Pergunto à minha amiga, que me guia na cadeira de rodas para o quarto onde ele está — Nem sei para que fiz essa pergunta. Ele vai rir da minha cara. — E depois disso, ele vai chorar, vai querer te abraçar, te beijar e dirá que você está lindíssima. Também dirá que, ao sair daqui, vocês vão para a lua de mel, mesmo que ele tenha que te arrastar para o jato porque fez reservas em cada hotel de cada cidade que vão visitar e não pretende ligar para cancelar porque ele não passará vergonha. “Não faça isso comigo, Babi. Tenho vergonha de ligar e cancelar tudo. Vão pensar que a noiva me deixou plantado” — Ela o imita. Rio com suas palavras, ela tem razão. Assim é o Cedric, o homem que, se pedir um sorvete de morango e lhe derem um de pistache, ele vai comer o de pistache para não passar vergonha pedindo para trocar. Assim ele é e nada o fará mudar, por isso, embora eu ria, sei que Caroline está certa. Cedric me arrastaria para o jato ao sair daqui para irmos viajar pelo mundo, só para não ter que passar pelo constrangimento de ter que cancelar as reservas que fez em cada hotel. Meu coração bate forte ao chegar no andar onde está o quarto dele. A pergunta do porquê ele está em um andar diferente do meu passa pela minha mente, afinal, sou sua esposa, então o certo seria nos colocarem em quartos próximos, embora talvez minha mãe tenha querido pagar pelas despesas médicas e isso seja compreensível porque eu não estou em uma “Suíte Presidencial”. Não reclamo, reconheço que não teríamos dinheiro para pagar por um quarto maior e privado, já é suficiente com todas as despesas médicas que ela terá que pagar se realmente decidiu arcar com elas. Embora, se isso for realmente como imagino, Cedric ficará chateado com ela por isso e comigo por permitir. Em minha defesa, eu estava inconsciente. — Chegamos ao fim... — Diz Caroline com um suspiro dramático — Dizem “magrela” para você, mas você é pesada, Babi. — Foram apenas três andares, fraca. E você subiu todos de elevador — Zombo. — E isso é pouco para você!? Rio baixinho, ignorando suas queixas exageradas, porque quando vejo meu sogro, o senhor Ryan Reed, minha respiração acelera. Ele sorri para mim, se levanta do imenso e confortável sofá, se aproximando de mim. O pai do meu marido me envolve em um abraço conciliador e beija minha testa. — Que bom te ver, Bárbara. — Digo o mesmo, senhor Reed. — Como você está se sentindo? Respiro fundo e solto o ar lentamente. Ele segura minha mão, me dando tempo, mas decido não chorar. Estamos vivos e isso é o que importa. É o suficiente para sorrir e agradecer a Deus por uma nova chance. — Dolorida, mas estarei bem. E ele...? — Eles o sedaram, porque ele perdeu um pouco o controle. Está confuso e não entende muitas coisas, mas entenderá. Eventualmente, ele entenderá... Franzo a testa, sem entender muito o sentido de seu comentário, mas decido não perguntar. Ele está tão afetado quanto eu e, nessas situações, é melhor não fazer muitas perguntas. — Bárbara, querida, o que está fazendo fora da cama? — A voz da minha sogra se faz presente, fechando a porta do quarto atrás dela — Você não deveria ter feito isso. Precisa descansar, mas vejo que Caroline já foi te dar a boa notícia... Ela me dá um sorriso conciliador, se aproximando de sua sobrinha e cumprimentando-a com um bom dia. — Eu sei, senhora Reed, mas eu queria vê-lo e saber como ele está. Ele já acordou e eu gostaria de cumprimentá-lo. — Ele está dormindo, eles tiveram que sedá-lo porque ele estava muito agitado... — Ela começa a chorar inconsolável e eu não sei o que fazer. Gostaria de abraçá-la, mas não posso sentada nessa cadeira de rodas — Aconteceu algo terrível, Bárbara... — O que aconteceu, tia? — Pergunta minha amiga alarmada. — Você não contou para elas, Ryan? — O senhor Reed n**a, enxugando suas lágrimas. A senhora Reed fixa seus olhos em mim, se inclina e segura minha mão — Cedric acordou, sim, mas ele perdeu completamente a memória, Bárbara... Ele não se lembra de nós, não sabe quem ele é e também não sabe quem você é. Impossível. Nego sem saber o que dizer, sentindo meu corpo começar a tremer. — Por isso o sedaram, porque ele estava muito agitado, Bárbara... — Ele...? — Nem consigo falar — Ele não sabe quem eu sou? A mulher n**a, ainda chorando. Caroline soluça, cobrindo a boca, e assim como eu, n**a tentando processar todas as informações. — Ele não sabe quem você é, não sabe que você é sua esposa, não sabe nada sobre você, Bárbara... isso é terrível, querida, muito terrível... Meu corpo fica frio, nem consigo chorar. Estou imersa em um estado de transe que me paralisa completamente. Não consigo controlar o tremor em minhas pernas, o frio em minhas mãos aumenta a cada segundo, minha cabeça começa a doer e os batimentos do meu coração cada vez soam mais fortes. Sinto as mãos de Caroline em meu ombro e levanto minha cabeça para olhá-la. n**o com a boca aberta, sentindo minhas lágrimas escorrerem por minhas bochechas. Ela se inclina e me pede em um sussurro suave para me acalmar, que preciso me acalmar, me dando um olhar rápido. Olhar que entendo perfeitamente, assentindo freneticamente com a cabeça. Volto meu olhar para a minha sogra, que continua chorando segurando minha mão, e quando percebe meu olhar, levanta os olhos para me ver. — Eu sei que ele está sedado, mas quero vê-lo. Exijo vê-lo. — Claro, querida — Ela se levanta rapidamente, enxugando suas lágrimas com delicadeza — Apenas tente não fazer barulho, o médico nos disse para não o expor às nossas emoções. Concordo. Minha sogra, a senhora Wanda Reed, abre as duas portas do quarto onde está o amor da minha vida, e quando Caroline começa a empurrar a cadeira de rodas, sinto falta de ar. Todo o quarto está em silêncio, apenas ouço seus sinais vitais através das máquinas. Minha alma deixa meu corpo quando o vejo com a cabeça enfaixada, o rosto machucado pelos golpes, o gesso em seu braço e uma de suas pernas está com aparelhos cravados em sua carne. Suspiro, levo minhas mãos ao peito e, apertando os dentes com força, choro em silêncio ao vê-lo dessa maneira. Caroline me aproxima o máximo que pode, levanto minha mão trêmula para segurar a dele, mas a mão da senhora Reed me impede. — Ele precisa descansar, Bárbara. Se ele acordar, ficará agitado e não queremos isso, certo? Claro que não quero. Tiro minha mão e a levo ao meu peito. Apenas olho para ele e não digo nada. Passa pela minha mente nosso momento diante do altar, quando descemos as escadas daquela capela às pressas, porque estávamos desesperados para ir embora, para sair pelo mundo de mãos dadas. Nossa vida, todas as nossas lembranças juntos, foram apagadas de sua mente. Choro apertando meus lábios porque não sei quanto tempo ele levará para lembrar de mim, quanto tempo levará para saber que sou seu amor, sua magrela, sua esposa. Nossas aventuras, nossos momentos vividos e nossa vida planejada, ele já não se lembra, ele esqueceu tudo contra sua vontade, porque o homem que está nessa cama, deitado e sedado, nunca em sua vida me esqueceria conscientemente. Jamais me deixaria... Meu peito arde, minha visão fica embaçada devido às minhas lágrimas e tudo o que posso fazer é negar sem poder pronunciar uma palavra sequer. — Mesmo que você o veja assim, ele está bem, Bárbara, então você pode ir descansar no seu quarto — Sinto suas mãos acariciarem meus ombros — Volte quando estiver mais calma, certo? Assinto porque as palavras não saem, sinto um nó na garganta que me priva de falar, então apenas fico quieta observando enquanto sou afastada dele. Eu quero ficar ao lado dele, mas tanto Caroline quanto a Sra. Reed estão certas; eu preciso me acalmar. [...] Depois de cinco dias na cama, finalmente poderei vê-lo. Eu queria ter feito isso antes, mas a comoção da notícia sobre sua perda de memória foi tanta que meus nervos ficaram abalados. Fiquei fraca, meus níveis caíram e minha pressão subiu. Eu não fazia outra coisa além de dormir, e quando conseguia ficar acordada, minha mãe me proibia de me levantar. Assim como Caroline, que sempre que vinha ficar comigo à noite e fazia o impossível para me manter na cama. Ambas têm cuidado de mim em turnos diferentes e têm me segurado para eu não ir vê-lo, até hoje. Caroline só vem depois de sair do trabalho e minha mãe foi à cafeteria tomar um café, então tenho pelo menos quarenta minutos antes de ela aparecer por aqui. Ela me acordou para me dizer aonde iria e eu disse a ela que ia continuar dormindo, mas menti. Eu não gosto de fazer isso, mas não posso passar mais um dia sem ver Cedric. Saio do quarto caminhando o melhor que posso com as muletas. Só as usei para ir ao banheiro, então isso sem dúvida é um desafio para mim. Quando tirarem os pontos, poderei apoiá-la totalmente. Me mostro sorridente, amável e confiante para não chamar a atenção dos médicos ou enfermeiras e acabarem me mandando de volta para o meu quarto. Cansada e com o pulso acelerado, finalmente chego ao andar onde está o quarto de Cedric. Olho para a porta ao longe e um sorriso se forma em meus lábios. Não sei como faço, mas ando um pouco mais rápido do que posso e quando chego na frente das duas portas, paro imediatamente devido à surpresa que a enfermeira me deu. — Bom dia, posso entrar? — Pergunto apressadamente. — Entrar? — Sim — Mostro um grande sorriso — Entrar para vê-lo, a ele, meu marido, Cedric. Continuo sorrindo, mas a enfermeira me olha confusa. Ela olha para o interior do quarto e volta seu olhar para mim. Meu sorriso diminui e começo a olhá-la confusa porque não entendo sua reação. — Neste quarto não há ninguém, senhorita... — Senhora Reed. Sou a esposa do rapaz que está internado aí dentro. Ela levanta as sobrancelhas. — Estava — Ela me corrige com educação — O jovem Reed recebeu alta esta manhã. Sua família o levou para terminar sua recuperação em casa, senhorita. — Enfermeira, você está mentindo para mim... — Não tenho motivo para mentir, se quiser, entre e veja por si mesma que não há ninguém lá dentro. Aliás, eu não sou enfermeira, sou da equipe de limpeza e vim limpar o quarto. Neguei, confusa e perturbada. Entrei no quarto, e de fato está vazio. Não entendo nada, não sei por que não fui informada. Por que os pais dele não vieram me avisar que ele iria embora? — Suponho que tenham esquecido isso... — Ela diz atrás de mim. Volto para olhá-la e meu olhar vai para o que ela segura com os dedos — Ia entregar na recepção, mas como você é a esposa, então pegue. Com a mão tremendo, pego a aliança de casamento dele. Não entendo como eles a esqueceram aqui, não entendo nada e estar aqui sozinha sem a Caroline ou minha mãe torna tudo mais complicado. — Eu... eu não sei o que está acontecendo, senhora... Eu... O ar me falta, ela percebe e corre para me segurar. Minha visão escurece e, sem mais, desmaio em seus braços.
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