Márcia Narrando
Eu saí do banho, me sentindo relaxada. A água quente tinha feito um milagre no meu corpo, e eu estava sorrindo, já imaginando o que poderia rolar mais tarde. Enrolei a toalha ao redor do corpo e saí do banheiro, indo direto para o quarto. Tomei mais um pouco do suco de acerola que ainda estava na escrivaninha. O telefone brilhou de novo, me chamando atenção.
Fui até ele e vi que uma nova mensagem tinha chegado. Dei um toque na tela para abrir. Quando vi a foto, quase engasguei com o suco. Era uma foto do Dimas, mas não era qualquer foto. Era uma foto dele... bem, mais íntima. E não dava para negar: o cara estava mais do que quente.
Soltei o copo, peguei o telefone e me sentei no braço da cama, olhando para a tela. Meu corpo até se arrepiou. Eu ficava ali, sozinha no quarto, admirando o que estava vendo. Não consegui evitar um sorriso malicioso. Aquele paü duro feito pedra era impossível de não notar, e a cor, ah, a cor de chocolate ao leite. Quase que eu deixava o celular cair de tanto pensar nas coisas que poderiam acontecer.
Mensagem
"Uau, Dimas", eu murmurei sozinha. Fui começando a digitar para comentar na imagem, mas, antes que eu pudesse apertar "enviar", a foto desapareceu. Apagada. Deixei escapar um resmungo de frustração. Era sempre assim com ele, tão complicado. Dei um tapa no telefone, irritada.
Márcia: Chato, né? — escrevi, digitando rápido. — Não gostei que você apagou.
A resposta dele veio instantaneamente:
Dimas: Esquece isso."
Márcia: Mandou uma vez é porque queria mostrar, joga de novo. — Falei sentindo meu corpo queimar.
Não acreditei. Que ele estava digitando.... e nunca parava de digitar... Eu estava ficando cada vez mais impaciente. Respondi, já sem paciência:
Márcia: Você é muito chato. — Digitei mais uma vez, E larguei o telefone na cama, me levantando.
Fui até a penteadeira e comecei minha rotina. Passei desodorante, passei hidratante e depois perfume. Queria me sentir bem, mas também queria estar irresistível. Peguei um cropped ciganinha e uma saia de preguinha, tipo colegial, mas com cós bem alto. Calcei uma meia tipo colegial, que subia um pouco acima da canela, e coloquei meu All Star, porque, né, estilo é tudo. Joguei o cabelo de lado e passei creme, escovando ele para deixar tudo perfeito.
Com a maquiagem simples, só para selar e tirar o suor, dei um gole de suco para hidratar, e fui até o banheiro escovar os dentes. Peguei a carteira e coloquei os cartões. Meu telefone estava carregado, então peguei minha bolsinha pequena de lado e desci as escadas, já pronta para sair.
Minha mãe estava na sala, e, ao me ver, hibernou o corpo e me olhou de cima embaixo. Eu já estava esperando um comentário que me faria sorrir.
— Você está parecendo uma adolescente, Márcia — ela disse, rindo.
Eu dei um beijo na bochecha dela, agradecendo o elogio. Claro que ela não sabia que eu me vestia assim de propósito. Adorava a ideia de me vestir de adolescente para ser cobiçada por homens mais velhos. Eles se sentiam atraídos pela aparência jovem, e eu sabia como usar isso a meu favor.
— Tchau, mãe. — Gritei enquanto já estava na porta.
Ela apenas acenou, sem saber que, mais uma vez, meu look tinha um propósito bem claro.
Saí na garagem e já vi Maurício me esperando, segurando o capacete. Peguei e encaixei na cabeça enquanto girava a chave na ignição, sentindo o motor vibrar sob mim. Ele abriu o portão sem precisar que eu pedisse, já acostumado com minha pressa. Cruzei a rua e segui em direção ao shopping, acelerando na medida certa para sentir o vento bater no rosto sem exagerar. Não demorou muito, o shopping era bem mais perto do que o hipermercado.
Assim que estacionei, vi ele de longe. Dimas estava no seu posto perto da entrada, os braços cruzados e o olhar atento. Quando me viu, balançou a cabeça, negandö. Não resisti e dei um sorriso malicioso. Desci da moto, ajeitei a saia e fui andando na direção dele com aquele jeito que eu sabia que ele prestava atenção.
— Gostei de ver o que você tem por baixo do uniforme — falei, sem cerimônia.
Ele limpou a garganta, colocando as duas mãos na frente do corpo como se tentasse disfarçar algo.
— Menina, eu já acho que você é novinha, e você vem vestida desse jeito… É pra provocar mesmo, né?
Balancei a cabeça, negandö com uma falsa inocência.
— Nada a ver, Dimas. Eu gosto de me vestir assim. Se você se sente provocado, o problema é seu.
— O dia que eu te pegar de jeito e te prensar, nunca mais tu vai querer me provocar… — Ele falou num tom mais baixo, os olhos escuros cravados em mim.
Eu sorri, me aproximando só um pouco mais. Girei devagar, fazendo a saia dar uma leve rodada, o tecido subindo apenas o suficiente para ele ver o que eu queria que visse.
— Que porrä é essa, Márcia? — Ele falou sério, a expressão fechada.
Revirei os olhos e coloquei a mão na boca, disfarçando a risada.
— Relaxa, brabão. Shopping é sempre uma aventura, né? Pra que colocar o que eu vou tirar depois?
Os olhos dele se arregalaram. O sorrisinho de lado, que sempre carregava, sumiu. Agora ele parecia bravo. Fechou o semblante de um jeito que quase me fez recuar.
— Se tu deixasse de ser turrão e careta, tu aproveitava isso aqui. Já te falei que não tenho 16 anos, tenho 25! — Cruzei os braços, desafiadora.
Passei por ele, e, como esperado, os outros seguranças que estavam perto não perderam tempo.
— Ô, lá em casa! — Um assoviou.
— Ô lá na minha cama! — Outro riu.
Revirei os olhos e continuei andando, mas logo senti passos rápidos atrás de mim. Antes que eu pudesse reagir, Dimas segurou meu antebraço com firmeza e puxou, fazendo meu corpo esbarrar no dele. O toque não foi bruto, mas a pegada era forte o suficiente para me deixar sem saída. Ele abaixou o rosto, colando os lábios perto do meu ouvido. O arrepio foi inevitável.
— Se você continuar assim, Márcia… — A voz dele saiu rouca, baixa, carregada de tensão.
— Assim, você me faz gozär sem nem me tocar.
Meu corpo pegou fogo instantaneamente. Soltei o ar devagar, mordendo o lábio inferior. Se ele queria jogar, eu também sabia jogar......