15.

1564 Words
João Carlos Gabriela estava descendo a escada. Não consegui tirar os olhos dela, reluzente com o vestido verde musgo, salto prata, cabelos presos e brincos de prata. Tudo nela brilhava. Acho que eu nunca vi ela tão linda. Beatriz desceu a escada, Joca dói ao encontro dela, Moisés contratou até mesmo fotógrafos para o dia importante da sua filha e também das suas amigas. A próxima a descer a escada foi a Mariane, Túlio também foi na beira da escada esperar por ela, os dois combinam tanto, nem parava que ela é insuportável a maior parte do tempo. Então chegou a minha hora. Gabi desceu a escada, lá estava eu esperando ela. Então assim que ela chegou no último degrau estendi a minha mão e ela pegou. Meus olhos não conseguiam sair dela, ela me olhou e então dsi um sorriso. — Você está fabulosa. Bem que podia ser minha namorada. — falei sorrindo. — Se você não fosse bacaca as vezes, bem que eu poderia msmso. — ela disse olhando nos meus olhos. Ela olhou pra frente e então pousamos pra foto e depois fomos pro lado de fora da casa, nos dividimos em dois carros. O salão de festa não era muito longe, Gabi foi o caminho todo quieta, enquanto Mariane s Túlio falavam mais do que a boca. Eu queria saber o que passava na sua cabaça nsse momento. Porque na minha só passava a frase que ela me disse sobre eu ser bacaca. Acho que isso tem haver com o meu filho. Eu nunca parei muito pra tentar entender como ela realmente se sentia com tudo isso, acreditei na primeira resposta que ela me deu quando eu contei, não me preocupei em parar pra pensar como eu havia agido e como isso me afastou dela, nunca mais fomos o mesmos. E eu sinto falta do que éramos, do que tínhamos, ou do que estávamos construindo. Depois de todas as coisas que aconteceram na minha vida em um ano e seis meses, Gabi me ajudou a passar pelo momento mais complicado da minha vida, nunca quis nada em troca, nem mesmo amor, e na primeira oportunidade que su tenho eu fico com outro alguém e faço um filho com ela. Acho que ela está mais do que certa quando me chama de bacaca. Chegamos no salão e então estacionei o carro, fomos pra entrada, entreguei o meu convite, me deram uma pulseira, coloquei e então entramos. A festa estava lindíssima. As meninas foram falar com a sua família. — Não vai lá, falar com os seus sogros? — Maya perguntou apontando com a cabeça. — Você sabe que eles não são meus sogros. — falei. — A questão é por que eles não são? — ela fez uma pergunta. Eu não pude responder, talvez eu soubesse a resposta, mas talvez eu não entendesse o motivo, então o silêncio era a melhor resposta possível pra essa pergunta Depois de um tempo estávamos todos juntos no mesmo lugar, a mãe da Beatriz não tirava os olhos do Joca, acho que depois que ela descobriu quem somos, ela passou a odiar ele, o que antes não existia, o que é uma pena, porque se tem alguém que não merece ser odiado nos últimos meses, esse é o meu irmão gêmeos. Todos os alunos foram anunciados no telão, passaram suas fotos durante todo esse ano, fizeram homenaem aos professores, também houvs a premiação dos melhores alunos. Depois disso tudo, Gabi, Mari e Bea, voltaram pra perto da gente. Então a pista de dança foi liberada. Mas eu ainda estava me sentindo um peixinho fora da água, então fiquei quieto no meu canto. — O que foi que você está calad — ouço Gabi perguntar enquanto se aproxima. — Que talvez eu deveria ter me colocado no meu lugar e não ter vindo... — falei e olhei pra ela. — Por que você acha isso? — ela perguntou sem entender. — Porque eu sou um bacaca. — falei e encarei o chão. — Ah não, fala sério, eu não quis dizer que você era um bacaca em todos os sentidos literais. — Ela disse e tocou o meu queixo. — Mas no fim você está certa. Eu sou mesmo um bacaca. — falei e ela soltou uma risada. — Tudo bem, talvez você seja mesmo, mas se você puder pensar nisso outra hora, eu serei grata, porque agora você vai dançar comigo. — ela disse pegando na minha mão e me arrastando para onde estava o pessoal. Então as luzes piscantes da "baldada" estag todas em volta de nós dois, já que estávamos praticamente no centro do palco,minhas mãos estavam em sua cintura, ela ia rebolando de um lado pro outro no ririmo da música, o que me fazia querer fazer isso outra vez, em outro lugar e sem roupas com certeza. Dançamos juntos, depois eu fui em direção ao bar, peguei uma bebida pra nós dois. Quando estava voltando vi um cara parado do lado dela conversando, os dois pareciam ser bem íntimos, não me aproximei. Percebi que ele passou uma das suas mãos na cintura dela, ela afastou o corpo e então ele reaproximou. Eu não podia deixar isso acontecer bem na minha frente e não fazer nada, então respirei fundo e fui na direção dos dois. — Ah bebida que você me pediu. — cheguei falando. Gabi me encarou sem entender, mas deu pra perceber que ela estava me agradecendo com os olhos. — Obrigada. Ah Luiz esse é o João Paulo, ele é irmão gêmeos do noivo da Beatriz. — Gabi disse sorrindo. — Prazer. — o tal de Luiz disse e estendeu a mão. — Igualmente. — falei e dei um aperto de mais firme. Ele ficou me olhando sem graça. — Como eu estava dizendo, foi bom te ver e saber que você está de volta Gabi. Quem sabe a gente pode marcar alguma coisa né. Relembrar os velhos tempo... — ele disse com um sorriso meio malicioso. Senti meu sangue ferver nas minhas veias, eu queria ir até o meu carro pegar a minha arma e disparar contra essa cara sínica e forçada dele. — Ah, vou falar com as meninas, aí quem sabe podemos fazer um reencontro da nossa turma. — Gabi disse sorrindo. — Isso, vai ser uma ótima ideia. — ele disse envergonhado depois do fora claro que ele tomou. Ele se distanciou, Gabi acompanhou com os olhos e depois me encarou querendo rir. — O que foi, ficou com ciúmes? — ela perguntou e tomou um gole da sua bebida. — Quem é esse i****a? — perguntei. — Um ex colega de escola. — ela disse rindo. — Relaxa que ele não faz o meu tipo. — Era pra ser engraçado? — perguntei fazendo cara feia. — Não, mas com essa sua cara, ficou muito mais engraçado. — ela disse e ficou me olhando. Ficamos em silêncio, até que os outros vierem na nossa direção, Gabi e Mariane estavam conversando sobre algo e estavam rindo. — Essas bebidas parecem ter mais água do que álcool. — Túlio disse. — Porque não é uma festa pra você ficar bêbado. — Mariane disse tomando o copo da sua mão. De longe vi o tal Luiz conversar com uns amigos, ele apontou pra Gabi com a cabaça, mas ela não viu porque estava de costas, eles falavam algo entre si e ele não tirava os olhos dela. Eu juro que estava tentando me controlar, mas acho que ele fazia de propósito depois de eu ter interrompido a conversa dos dois. — O que foi? — Gabi perguntou e parou na minha frente. — Seu amiguinho não entendeu que você não faz seu tipo. — falei e apontei com a cabaça. — Ainda isso, esquece ele. — ela disse e voltou a me olhar. — Se ele parasse de te olhar como um pedaço de carne, quem sabe. — falei e ela revirou os olhos. — Quer saber, vou fazer ele parar de me olharm... — ela disse e me encarou. Eu não entendi, mas então ela aproximou os nossos corpos e me beijou. Senti o gosto de uísque e bala de hortelã. Puxei o seu corpo pra mais perto do meu, me fazendo senti ainda mais o seu perfume e a sua pele macia e todo o seu vestido, que deixava ainda nossos corpos um pouco distantes. Depois do beijo, afastamos um pouco nossos corpos e quando abri os olhos percebi que metade das pessoas perto de nós estavam nos olhando, Gabi não ligou pra isso, pegou j seu copo em cima da mesa e voltou a beber, um dos caras que estava perto do tal Luiz não parava de rir e apontar pra cara dele. Acho que o que a Gabi quis fazer deu certo. A festa estava legal, a pensar das pessoas me encararem e depois encararem o Joca o tempo todo, como se nunca tivessem visto gêmeos indenticos na vida. Dava pra vê nos olhos das meninas o quanto elas estavam felizes, e no final acho que é só isso que importa e não o que as pessoas devem estar pensando sobre a gente, inclusive a mãe da Beatriz que com certeza deve nos odiar. — É hora da dança e você é meu par. — Gabi disse e saiu me puxando pela mãos sorrindo.
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