Não Sou Encalhada!

2740 Words
E este, meus caros amigos, é Sasuke Uchiha olhando para o telefone que nem uma anta pensando no que dizer, já haviam se passados muitos anos desde que convidara uma moça para sair e estava prestes a fazer isso, só faltava uma pequena coisinha: coragem. Sarada olhava para o pai e tentava imaginar como aquele bobão iria fazer aquilo, Sasuke não era nenhum débil mental, mas não era lá muito bom quando se tratava de sentimentos, ele estava sozinho há bastante tempo, e Sarada insistia para que o pai encontrasse alguém para compartilhar seus sentimentos, e é claro, ela também queria ter uma nova mamãe. - Vai pai! Liga pra ela! – a pequena empurrou o telefone nas mãos do pai, que agora não tinha mais para onde fugir. . - Por que insiste tanto para que eu chame a sua professora paa sair? – o moreno perguntou se fazendo de desentendido, mas na verdade queria era ganhar tempo. A pequena até colocou a mão no queixo fingindo pensar. Dá v*****e de apertar! - Papai, o senhor está solteiro e sozinho, precisa de alguém para cuidar do senhor, e a senhorita Haruno também está solteira e sozinha, os dois são solitários e precisam encontrar o par perfeito! – e o pai ficou lá de boca aberta imaginando como era que ela formulava aquelas respostas, nem ele sabia argumentar dessa maneira. - Onde é que você aprende essas coisas? – ele não tinha duvidas, Hinata. Enquanto ele pensava e maquinava o quanto Hinata era uma má influência e o quanto sentia medo dela, Sarada foi discando os números no telefone, ela não sabia bem contar e nem como os números eram, mas ficou comparando os que estavam escrito no seu caderno – que Sakura sugestivamente tinha escrito – com os que tinham no telefone. - Vai pai, liga pra ela. – já era a milésima vez que ela dizia aquilo, mas o numero já estava discado, agora se correr o bicho pega, se ficar o bicho come. - Eu não quero ligar pra ela! – agora sim ele ficou parecendo uma criança mimada quando vai tomar remédio amargo. - Vai ligar pra ela sim, mocinho! – Sarada falou toda mandona, parecia até gente grande, colocou a mãozinha na cintura e tudo. - Você não é minha mãe, eu é que sou seu pai! – retrucou o moreno, ele era desse tipo que discutia com crianças na fila do parquinho. - Pai, pare de ser criança! – como se isso fosse possível. O moreno fez caras e bocas antes de pegar o telefone e conferir o numero, estava certinho, ele inflou as bochechas e soprou o ar antes de ligar para ela. Enquanto o telefone tocava ele torcia para ela não atender.  Chamou várias vezes e ele já estava começando a ficar esperançoso de não ter ninguém em casa. E quando tocou cinco vezes ele já estava com aquela sensação que temos quando a bosta ta pela metade e alguém bate no banheiro. Mas a esperança morreu quando uma doce voz falou do outro lado da linha. - Alô. Ele quase desmaiou, esqueceu até como respondia um alô. - Alô. - Quem é? – ela perguntou. E ele lá suando que nem gordinho em primeira vez na academia. - Sou eu, Sasuke, o pai da Sarada. - Ah, olá Sasuke, aconteceu alguma coisa? – por que toda vez que alguém liga de noite é para dar alguma noticia r**m? Gente, ainda existe bondade no mundo. - Não, não aconteceu nada, é que eu, eu... E o i****a ficou lá que nem um bobão enrolado com a própria língua e se afogando na própria saliva, ele era desses mesmo. - Vai pai, chama ela! – Sarada incentivou, não podia gritar com o pai, pois Sakura iria acabar ouvindo. - Sim? - Eu queria saber se você, é, bem, gostaria de sair comigo essa noite, tipo, eu e você? - Sair com você, tipo um encontro? E ele ficou lá com o cu na mão esperando ela responder. - Sim. É, um encontro. - Ah, bem, eu não tenho nenhum compromisso pra essa noite, então, eu aceito sair com você. A que horas vem me pegar? Sasuke quase desmaiou. - Às 20hr. - Então tudo bem, ta combinado. Tchau. - Tchau. Depois disto Sasuke jogou o telefone em um canto qualquer do sofá e respirou fundo, nem acreditava que iria sair com uma mulher depois de quase quatro anos sem sair com uma, não reclama de Sarada, mas com ela por perto, ficava difícil arranjar encontros. - Eu nem acredito nisso. – o moreno comentou – Ela deve estar achando que eu sou um i****a, eu estava todo enrolado, quase não consigo falar nada. - O senhor foi muito bem na minha opinião. – mentira, ela estava rindo dele. - Eu tenho que escolher o local certo e a roupa certa, com certeza Sakura é uma moça fina e recatada e prefere lugares chiks e com boa aparência.   (...)   Enquanto isso no apartamento de Sakura Haruno...   - Eu não acredito que vou sair com Sasuke Uchiha! – Sakura gritou para a amiga, que ria e se divertia com ela – Ele é de longe o pai solteiro mais gato que já pisou naquela escola! Enquanto isso Fuu olhava para a amiga tentando lembrar se Sakura havia tomado todos os remédios bem direitinho naquele dia. - Amiga você tem que escolher a roupa certa, n******e ser qualquer uma não, essa pode ser a sua grande chance de encontrar alguém, você já está sozinha há muito tempo e tem que encontrar alguém para tirar todas essas teias de aranha aí! – é impressão minha ou a Fuu pensa igual a Sarada? Sakura não gostou muito do comentário, ela era que nem o Sasuke, não gostava de admitir que era uma solteirona solitária e que estava mesmo precisando de alguém para completar o grande vazio que sua vida estava se tornando. - Não fale comigo como se eu não conseguisse encontrar um homem, eu sou uma mulher de muita classe, ta! – foi o que ela disse segundos antes de beber dois goles de leite direto do gargalo da garrafa. - Muita classe? To vendo Miss Universo. – debochou a amiga, Sakura deu língua para ela que nem criança arengueira. Arengueira, minha tia dizia isso comigo, ela fala que eu era uma criança muito arengueira, vivia fazendo as outras crianças chorarem, mas ta legal, não viemos aqui falar de mim né, afinal, eu não sou nada interessante, eu sei, vocês não me amam – vou ali chorar no cantinho. (carinha triste) - Mas você tem razão, eu tenho que encontrar a roupa certa, minha nossa! Eu estou tão nervosa que acho que vou ter um treco! - Não desmaia não filha, essa pode ser a sua única chance de conquistar o bonitão, então não deixa passar desmaiada no chão que nem uma tonta! É, Sakura era uma pessoa tão normal quanto o Sasuke. [...] Sasuke já tinha vestido umas quinhentas roupas, ele não conseguia decidir com qual ele iria, parecia uma mocinha se preparando para o primeiro encontro. Sarada já estava quase desistindo do pai. Literalmente. – Pai, o senhor não vai casar hoje não, escolhe logo uma roupa ou vai se atrasar! – Sarada chegou mandando a bronca. Sasuke nem deu muita bola, ele parecia estar gostando da roupa que havia escolhido, foi e veio e acabou ficando com a primeira roupa que tinha vestido. Se Sarada soubesse que ele ia fazer aquilo não teria deixado ele ter perdido tanto tempo assim. – Ta lindo. – ela elogiou tentando baixar o cabelo do pai, mas isso era impossível, depois de tantos anos, o cabelo dele ficava em pé por conta própria. – Eu levo flores? O que você acha? – ele perguntou todo nervoso, estava mesmo pedindo dicas para a filha de cinco anos? Sarada ficou olhando pra ele, como aquele homem era tão assediado pelas mulheres sendo tão bobo assim? – Se fosse outra pessoa, eu diria que sim, mas como eu te conheço muito bem, é melhor não, o senhor é capaz de ter o azar de ela ser alérgica a flores. Ela era tão sincera que chegava a doar, sempre que ela fazia isso, Sasuke se lembrava de Itachi, o irmão também costumava ser um estraga prazeres que nem Sarada era, e estava sempre pronto para fazê-lo se lembrar de como era desastrado com tudo.   – E o que eu levo, então? – Nada, só tenta fazer o encontro ser agradável, elogie o cabelo dela, diga que ela está bonita, mas não exagere que ela pode desconfiar, seja gentil, mas não tanto, e aconteça o que acontecer não passe vergonha! Ela falava com ele como se ele fosse uma espécie de palhaço com calças arroxadas. Nessas horas Sasuke lembrava da maioria das vergonhas que já havia passado, se é que cabia tudo em uma lembrança só. – Já está quase na hora, o senhor tem que ir, pegou a carteira? Parecia a mãe dele falando. – Peguei. – ele estava muito animado quando respondeu. – Ótimo, então podemos ir. Estava na hora de Sasuke assumir a posição de pai e pegar Sarada pela mão. Trancou a porta e levou a pequena até o andar de baixo, onde morava uma senhora que gostava muito dela, alguém com quem Sasuke deixava Sarada quando não tinha tempo de ir deixa-la com Hinata. Depois de deixar a menina lá, desceu até o estacionamento para pegar seu carro, demorou mais um pouquinho para lembrar onde havia estacionado, mas logo já estava pegando o rumo para o prédio onde Sakura morava, ele já tinha decorado o caminho.   (...)   Enquanto isso, Sakura estava terminando de se arrumar, uma maquiagem não muito forte, pois não gostava muito de chamar atenção. Fuu estava com ela, garantindo que ela não tivesse um enfarte e estragasse a maior chance de desencalhar de sua vida. Ou só para poder ficar com a casa pra ela depois que Sakura saísse. – Você ta linda, amiga, dessa vez você arranja um bofe! – de acordo com ela, isso era um elogio. – Por que eu vou sua amiga?  - Sakura perguntou fazendo aquela cara de desentendida que só ela sabia fazer. – Porque eu sou demais e você me ama! – ela era um pouquinho convencida. Só um pouquinho. Sakura voltou ao que estava fazendo, ou seja, a pintar sua cara tentando pagar qualquer coisa que achasse que estava f**o, ela era meio vaidosa quando ia sair com alguém, e especialmente quando esse alguém era um pai solteiro muito bonito e com cara de quem tinha um emprego fixo. Ela ouviu o barulho da campainha e se atordoou, quase desmaiou quando ouviu aquilo. – Ai meu Kami ele chegou! – ela parecia um pato tonto correndo de um lado para o outro pelo quarto. – Calma, parece que vai ter um derrame, se controla mulher! – Fuu gritou com ela, a sacudindo pelos ombros que nem se sacode um saco de babatas. Sakura assentiu com a cabeça fazendo cara de quem estava decidida com alguma coisa, seja lá o que fosse. – Pega a sua bolsa, mantenha a pose e agarra o boy magia! – disse Fuu como se ela fosse um general falando com um soldado – E não me volte aqui sem nenhum progresso, entendeu? Sakura arrumou o cabelo para o lado, ajeitou a bolsa no ombro e marchou até a porta da frente. Como foi mesmo que Sasuke descobriu o numero o apartamento dela? Porteiro fofoqueiro. Ela abriu a porta com um sorriso de orelha a orelha, dando de cara com o gostosão das tapioca. Sasuke. – Boa noite, está linda, podemos ir? – ele falou com aquela voz pastosa de Don Juan. Ela quase derreteu ou teve um o*****o ali mesmo. – Podemos, claro. – vocês não tem ideia do quanto ela tinha ensaiado para responder sem gaguejar, ainda nem acreditava que estava mesmo saindo com ele. Delicadamente ela segurou no braço dele e juntos pegaram o elevador. Foram até o carro, Sakura entrou e ficou no banco do passageiro, ela até olhou para trás para ver se não tinha ninguém lá que fosse estragar o momento dela. Estava tão nervosa que m*l trocou qualquer palavra com ele durante o caminho, ficava o tempo todo olhando pela janela, imaginando em que lugar ele fosse levar ela, esperava ser algum restaurante legal ou quem sabe uma lanchonete, esperava qualquer coisa. Foi aí que eles pararam em um estacionamento de um lugar que ela nunca iria imaginar entrar. E mesmo durante o trajeto até a mesa, ela ainda não acreditava que estava mesmo ali. Tiberius era simplesmente o melhor restaurante da cidade e ela estava juntando dinheiro há muito tempo para poder comer ali alguma vez. Seja lá onde esse cara trabalhasse, ele ganhava muito bem. A cadeira era tão confortável que o bumbum dela ainda nem acreditava, parecia que estava sentada em uma poltrona de tão macia que era. E o cardápio era tão chik que ficava em pé sozinho na mesa e tinha capa de couro. E pra completar, assim que eles abriram o cardápio, já tinha um garçom do lado para atende-los, parecia que ela tinha morrido e ido pra Paraíso. – Já escolheram a pedida? – o garçom perguntou muito educado, era o garçom mais educado e bem penteado que Sakura já tinha visto na vida. – Eu vou querer o número oito. – disse Sakura, se referindo ao prato que era mais caro que o aluguel do mês. – Para mim o de sempre. – disse Sasuke, o de sempre significava que ele vinha muito ali, Sakura quase enfarta. – Fiquem à v*****e, logo o pedido de vocês será entregue, Senhorita, Senhor Uchiha, com vossa licença. – o cara falou todo pompudo e saiu de lá. Cara, o garçom conhecia o Sasuke, isso era bom sinal. Sakura estava bestificada com tanto luxo, parecia um matuto quando viaja para cidade grande e mete a cara no vidro das portas das lojas. Ela ficava admirando tudo, o lugar era mesmo de cair o queixo. – Teve um bom dia? – Sasuke perguntou tentando quebrar aquele silencio chato. – Sim, aproveitei a tarde para dar uma olhada nas atividades de algumas das crianças, e aliás, sua filha está indo muito bem, ela é muito inteligente. – Ela tem se comportado bem? – ele perguntou. É sério que em um encontro romântico eles iriam ficar falando da Sarada? – Sim, ela é uma ótima menina. Sim, eles iam ficar falando da Sarada, era impressionante como ela estava sempre marcando presença em tudo. Os pedidos chegaram e foram servidos, a rosada ficou impressionada com a rapidez deles, tinha certeza que nunca fora atendida tão rapidamente antes. E só o cheiro estava de dar água na boca. – Mas vamos mudar de assunto, me fale de você, da sua vida. – isso aê Sasuke, uma atitude, subiu na minha concepção. – Bem, eu sou professora, moro sozinha, minha família mora em outra cidade, tenho 23 anos e eu praticamente vivo para o meu trabalho. Que vida sem graça Sakura, pessoas idosas são mais animadas, não é atoa que Fuu estava tão animada em fazer esse encontro dar certo. – Nunca pensou em encontrar alguém? Se casar? Nada? – até que ele ainda sabia se virar nas paqueras, muito bem Uchiha. – Você vai me achar uma boba, mas sempre sonhei em me casar toda de branco em uma igreja cheia de convidados, ter um monte de filhos e morar em uma casa bem grande. – ela parecia meio envergonhada enquanto falava, sua realidade era o oposto daquilo e não sabia o que Sasuke iria pensar dela. Mas ele parecia ter gostado ainda mais dela agora. – Você não é uma boba, e isso não precisa ser só um sonho, você pode encontrar um cara que queira o mesmo que você algum dia, você tem cara de quem vai ser uma ótima mãe. – enquanto falava, o moreno segurou a mão da rosada que estava sobre a mesa, ela se arrepiou todinha, e só de olhar para os olhos dele, estava a ponto de derreter. – Você acha mesmo? – Tenho certeza. – pronto, essa ele já ganhou – Que tal se a gente pedisse a conta e saísse para dar uma volta? – Eu adoraria.
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