Quando saíram para dar uma volta, Sakura estava esperando por alguma praça ou por algum cinema quem sabe, mas para onde eles foram, a surpreendeu mais do que ele esperava, ela simplesmente estava... Encantada.
– Eu não acredito que você me trouxe para um parque de diversões, faz tanto tempo que não frequento um lugar assim! – ela comentou com um sorriso de orelha a orelha, estava se sentindo como uma criança de novo no meio de tantos brinquedos e tantas luzes.
Quando se trata de Sasuke Uchiha, a gente pode esperar tudo, e por que então não finalizar a noite em um lugar tão divertido? Eles ainda eram jovens – nem tanto – e sempre é bom se divertir um pouco.
– Em qual brinquedo você quer ir primeiro? – ele perguntou.
Sakura ainda estava abobada, e ao mesmo tempo tentava escolher, eram tantas opções que m*l dava para fazer aquela listinha mental que a gente sempre faz quando chega num lugar daqueles.
– Quero ir na Montanha Russa!
E ele achando que ela iria escolher um brinquedo mais seguro, é Uchiha, maiores emoções estavam mesmo por vir.
Sem esperar por resposta do moreno, ela simplesmente saiu arrastando ele em direção à fila – que não era muito longa, pois estava de noite e a maioria das crianças que frequentavam aquele lugar estavam dormindo –, Sakura parecia uma criança indo para lá. E parando para reparar um pouco, Sasuke percebeu que a maioria das pessoas ali, eram adultas, que aproveitavam a noite para relaxar um pouco.
Enquanto esperavam, ela ficava olhando em redor e se pendurando na grande, e ele lá só se fazendo de inocente enquanto olhava disfarçadamente para o bumbum da mesma. O que foi? Ele ficou muito tempo sozinho, deem uma chance!
Era a vez deles, e logo se acomodaram nas cadeiras, com mais vários casais no trem. Ele achava que quando ela entrasse o brinquedo a euforia iria dar lugar para o medo, mas a rosada ainda estava muito saltitante.
– Adoro essa sensação de adrenalina! – disse ela, e segundos depois o frio na barriga veio, pois o brinquedo havia sido ligado.
Vocês tinham que ver a cara de Sasuke, enquanto Sakura gritava e agitava os braços, ele se agarrava nos ferros de segurança com toda a força que tinha, os dentes trincados quase quebrando. O que ele não fazia por um r**o de saia?
Era cada curva que o coração do nosso Don Juan já havia trocado de lugar com o fígado. Trancou o cu, que não passava um fiapo de cabelo. Pense em um medo grande. Pensou? Sasuke estava com muito mais medo do que isso.
E quando eles desceram do “brinquedo”, que eu não sei como as pessoas têm coragem de chamar aquilo de brinquedo, ele foi direto pro chão, só via os vultos, com certeza não tinha mais idade pra um negócio daqueles. E enquanto via o mundo girar, jurou para si mesmo que nunca mais subiria numa coisa daquelas na vida que lhe restasse.
– Sasuke? – era a primeira vez que ela chamava ele de Sasuke com tanta facilidade, vamos ser sinceros, ela estava rindo – Você está bem?
Isso é pergunta que se faça? É claro que ele não ta bem!
– Respondo quando o mundo parar de rodar. – o moreno não fazia questão de esconder que a coisa tava f**a pro lado dele.
E ela lá, vermelha de tanto rir dele, Sasuke verde é muito engraçado. Ele estava tão verde que parecia um abacate de peruca.
– Vem, levanta. – a rosada até estendeu a mão pra ajudar ele a levantar.
Não foi uma tarefa muito fácil, mas ele conseguiu ficar de pé, aos trancos e barrancos, mas conseguiu. Ela já estava se acalmando, mas ainda sentia v*****e de rir dele. Ela estava amando aquele passeio, Sasuke sabia fazer ela se divertir.
– Ta melhor? – ela perguntou enquanto eles voltavam a andar.
– To pronto pra outra. – maldita hora que ele disse aquilo.
Aos ouvidos de Sakura aquilo soou tipo “estou ótimo, vamos em todos os brinquedos mais perigosos que houver aqui”.
– Ótimo, vem, vamos no quebra ossos! – e ela saiu arrastando ele, não quis ouvir mais nada para confirmar.
Quebra Ossos não era um nome muito atrativo para um brinquedo – eu ainda não aceito chamar isso de brinquedo – e Sasuke não estava gostando muito daquela ideia.
Não, não era nada atrativo. Duzentos metros de altura, três cadeiras, e uma dor de barriga que surgia do além para tornar as coisas ainda piores do que já estavam. E enquanto ele caminhava em direção àquela cadeira, parecia que estava indo para a cadeira elétrica, e se sentar ali foi uma das piores sensações de sua vida.
Ajeita daqui, ajeita dali, e do lado dele havia um garotinho gordinho, que de tão gordo parecia que na verdade ele estava entalado ali. A criança era tão gorda que parceria que o medo estava acumulado na t**a.
Sasuke cuzão.
E a cadeirinha começou a subir, e foi subindo, e o medo começou a aumentar, e foi aumentando, aumentando mais. Vamos ser sinceros uns com os outros, o Sasuke é muito cuzão, vai ser medroso mais longe!
E quando estava lá em cima, a sensação não podia ser outra, mais medo ainda. E estando ali, ele começou a notar uma série de detalhes, que o pezinho não estava mais no chão, as pessoas lá embaixo parecia formiguinhas, e acabou sendo acometido de um único pensamento “eu vou morrer”.
– Está se divertindo? – essa mulher só pode ser retardada, é óbvio que ele está se cagando de medo, como é que alguém acha aquilo divertindo?
Sasuke balançou tentando disfarçar, se abrisse a boca ele com certeza iria gritar, então tentou ser discreto, não queria passar má impressão logo no primeiro encontro.
E com aquele frio na barriga, aqueles mil tons de medo dentro de si, com o moleque gordinho do lado, ele finalmente se fez a pergunta mais importante que já deveria ter feito para si mesmo “o que é que eu tô fazendo aqui?”.
Esse cena toda durou cerca de cinco segundos.
E no segundo depois o “brinquedo” – quem inventou esse troço?” – começou a descer, numa velocidade que fazia os cabelos ficarem totalmente de pé, os dentes trincados e os lábios se sacudindo em todas as direções .
O catarro do gordinho do lado já estava dando a volta nele. E a Sakura lá com os braços pra cima se divertindo mais do que p***o no lixo. Era cada uma em que ele se metia.
O mundo precisava ver como foi que Sasuke Uchiha desceu dali, a pressão com certeza já havia caído pra 02x10, e ele estava mais branco do que a tela que vocês estão olhando agora – só que sem as letrinhas – coitado.
Teve que se apoiar em Sakura pra poder sair dali. E cambaleando os dois tomaram outro rumo, ela estava procurando um banco onde pudessem se sentar, mas parecia que todos já haviam sido roubados ou abduzidos.
– Eu adorei! – comentou ela rindo, também estava meio tanta, mas fazia de tudo para não derrubar Sasuke no chão, de novo.
– Nunca mais subo num brinquedo que tenha “quebra” no nome. – disse ele.
Sakura começou a rir mais ainda, era impressionante como ele era sincero a respeito de que não tinha curtido muito a experiência numa coisa daquelas.
E nessa de ficar rindo, os dois acabaram indo parar no chão. Um mais tonto do que o outro, e mesmo no chão, ainda continuava rindo que nem dois retardados que haviam assaltado uma joalheria (??).
Os olhares se perderam naquele segundo, se encararam, parando para reparar em detalhes que nunca haviam reparado. A boca de Sakura se mexeu, e aquela frase que ele queria ouvir soou.
– Me beija.
– Te beijo.
O universo poderia conspirar o quanto quisesse, mas nenhum dos dois queria deixar aquele momento passar, poderiam nunca mais ter um momento assim. Não posso dizer que foi algo lento e romântico como nos contos clichês dessas comédias românticas, porque vocês sabem que não foi, afinal, estamos falando do Sasuke.
E como se o mundo fosse acabar no segundo seguinte, um avançou no outro, encaixando aquele beijo da forma mais feroz e avassaladora possível (eu não consigo escrever isso sem rir, desculpa gente, eu tô passando m*l de tanto rir aqui) sem nem ligar para as pessoas que passavam em redor deles e os olhava como se fossem dois loucos se atracando no meio de um parque cheio de crianças.
Suas línguas travaram uma grande batalha, poderia ter durado por horas que nenhum dos dois iria perceber, pois ambos sentiam a falta de um toque assim, é, depois de tempo sozinho, tudo o que se precisa de um beijo que arranque todo o ar que se é possível ter nos pulmões. E quando se soltaram, estavam até tontos – tonto o Sasuke sempre foi.
Sakura mexeu os dedos, os braços, a boca, fez que ia falar alguma coisa, mas parecia que tinha engolido as próprias cordas vocais, pois nada saia. Passou uns dez segundos tentando falar e não conseguia, por fim se levantou e ficou pensando no que tinha acabado de fazer.
Sasuke também se levantou, limpou a poeira da roupa, ele também estava pensando no que tinha acabado de fazer, mas não da mesma forma que ela, nunca é da mesma forma que ela, até porque todos nós sabemos que homem pensa com a cabeça de baixo.
– Já está ficando tarde, vamos embora. – foi o que ela disse, realmente não havia mais clima pra ficar brincando de ser criança depois do beijo de adulto que tinham acabado de dar.
– Se é o que você quer, vamos então. – ele respondeu, estava meio triste, quem sabe achasse que as coisas poderiam ser diferentes, ou estivesse achando que ela não tinha gostado.
Um pouco decepcionado, ele foi com ela até o estacionamento, pensando um pouco em como poderia arrumar as coisas, confuso, pois tinha certeza de que foi ela que tinha pedido para que ele a beijasse, e os dois escolheram o ritmo, não havia motivos para ela querer ir embora, nem era tão tarde assim.
Dentro do carro os dois não haviam dito nada, era ela no canto dela e ele no canto dele, ninguém ousava dizer absolutamente nada, as coisas já não estavam lá do jeito que deveriam estar. E quando Sasuke parou em frente a casa dela, os dois desceram, ainda com a mesma cara de cu que haviam subido.
Sakura parecia uma daquelas adolescentes que voltava de seu primeiro encontro com o cara mais popular da escola, ela ficava se encolhendo e desviando o olhar, como se estivesse tentando evitar alguma coisa.
– Então, a gente se vê por aí. – esse era o jeito de Sasuke finalizar a noite, nossa! Ele estava mesmo muito enferrujado.
– A gente se vê por aí. – repetiu ela e entrou para dentro de casa, deixando Sasuke para trás.
O moreno acabou indo embora, mesmo sem entender ao certo se a noite tinha sido boa ou não. E quanto à Sakura? Bem, ela estava mais confusa do que ele. Não que estivesse enferrujada ou que não fosse muito boa com esse tipo de coisa – isso também – mas porque ela suspeitava que Sasuke fosse alguém, que de certa forma estava ligado a ela, no meio de uma história longa e complicada.
E para completar as emoções do dia, Sakura acabou tento mais uma surpresa quando entrou em seu quarto e acendeu a luz, sua amiga Fuu estava jogada em sua cama assistindo TV e comendo um enorme pote de sorvete, que a rosada passou a suspeitar ser o que estava na geladeira antes dela sair.
– O que está fazendo aqui? – foi a primeira coisa que ela perguntou. O que é uma pergunta meio óbvia a ser feita.
– Nada. – a morena d e cabelo verde respondeu, com a boca cheia de sorvete – Eu só vim conferir como seria o desfecho da sua noite.
Sakura deve ter passado uns trinta segundos só olhando para a “suposta” amiga com a maior cara de raiva. Fuu com certeza tinha algum problema mental ou era uma pervertida das maiores.
– Então que dizer que se a gente transasse, você iria se esconder e assistir tudo? – ela se alterou muito enquanto perguntava isso.
– Claro, pornô ao vivo! – Ok, a rosada não estava acreditando que ela tinha mesmo dito aquilo.
– Você é doente! – foi a ultima coisa que ela disse antes de marchar até o guarda roupa, em busca de algo mais confortável para vestir.
Fuu não estava ligando nenhum pouco para o que a amiga tinha dito, afinal, a vida era dela mesmo, e se ela quisesse ficar escondida atrás da mesinha vendo tudo, ela iria ficar, mais cedo ou mais tarde, e não tinha Sakura que pudesse impedir!
– Como foi com o boy magia? – ela estava louquinha para perguntar isso.
– Você não merece ficar sabendo. – a rosada respondeu enquanto entrava dentro de um daqueles pijamas enormes branco com bolinhas azuis.
– Conta, vai! – ela insistiu.
Sakura ficou pensando se realmente era bom contar pra ela, já que era a mesma coisa que colocar no jornal, pois com certeza Fuu sairia espalhando até para os mendigos da rua, mas fazer o que né? Cada um com seu encosto.
– Ta, não aconteceu nada demais, a gente foi num restaurante, muito luxuoso! – esse é um detalhe muito importante – Fomos em um parque, e eu me diverti muito.
Era bom não fornecer muitos detalhes, poderia acabar nas manchetes dos jornais: Extra, Extra! Sakura Haruno tem um encontro!
– E o que mais? – era óbvio que ela iria perguntar, estamos falando da Fuu! Sakura parece que não conhece a amiga que tem.
– E a gente se beijou. – pronto falou!
Fuu fazendo aquela cara que ela também faziam quando tinha uns 14 anos, aliás, ela ainda tinha a mesma mentalidade de que quando tinha 14 anos.
– Finalmente as coisas começaram a esquentar, porque florzinha, você ta precisando dar um Up nessa tua vida, acorda queria, você não é mais tão jovem! – agora ela já estava pegando pesado, não precisava falar assim.
– Fuu, sai da minha casa! – da primeira vez ela falou calma, mas como a amiga não saiu do lugar, ela acabou gritando – Sai!
– Ta bom, ta bom. – disse a morena, já se levantando da cama, Sakura estava bufando de raiva, dava pra ver a raiva formar uma aura vermelha em redor dela – Ah, e quando for t*****r com o boy, vê se não veste esses pijaminhas cafonas!
– Sai daqui!
E sozinha, Sakura pôde perceber que algo muito verdadeiro ela tinha ouvido da amiga, aquele pijama era mesmo muito cafona.