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845 Words
Marcos narrando — Eu não precisava que nenhum de vocês me defendesse. — Você precisa pensar nos moradores do morro, se começasse uma guerra quem sofreria seria eles. — Vocês tiraram a culpa de mim e eu enttei nesse negocio porque eu quis. — Ai você é culpado e todos morrem por sua causa e daquela mulher – Rafaela fala – você acha isso justo? Eu, sua irmã, todas as crianças moradores inocentes pagar por isso? Olha, você que sempre bateu no peito que jamais deixaria pessoas inocentes pagar pelo erro dos outros, agora está tood nervoso porque a gente protegeu todos que moram aqui. Eu olho para Rafaela vendo que realmente ela tinha razão, se não tivesse sido assim, se eu tivesse falado a verdade, não seria apenas que eu pagaria por isso, seria todos que pagariam peplos nossos erros. Eu me sento na mesa e Th me encara e sai da boca, ele está tão nervoso e cheio de problemas na cabeça, tão saturado de tudo quanto eu, até porque eu tinha deixado todas as responsabilidades para cima dele. — Eu não sei o que ela fez e nem porque ela foi morta, eu sei que você se apaixonou por ela – Rafaela fala parada na minha frente – mas você não pdoe se acabar dessa forma, acabar com tudo que vem desde o seu pai, que ele construiu e você continuou construindo, olha para o morro, para as pessoas, todos com medo, todos sempre confiaram e você e agora estão sem saber o que será de tudo. — Eu mandei matar ela – eu falo – ela estava grávida e eu não acreditei nela, ela estava esperando um filho meu. — Eu sinto muito – Rafaela fala – eu imagino a sua dor. — Eu não queria ela morta. — E porque mandou matar ela? — Porque era necessário, o que ela cometeu a regra dentro do meu morro era a morte. – ela me encara. — Eu sinto muito por tudo, eu vi que os seus olhos brilharam para ela diferente e imagino que não esteja passando pelos melhores momentos, mas você não pode abandonar todas essas pessoas que estão confiando em você, esperando uma posição sua pelo seu sumiço, essas pessoas confiam em você Marcos e elas precisam de um líder forte que nem você sempre foi. Eu passo a mão pelo rosto e quando eu ia acender outro baseado, Rafaela não deixa, ela pega uma garrafa de água dentro do frigobar da boca e me entrega e insiste para que eu pegue, eu pego a garrafa e bebo a água tod de uma vez só. — Eu sei disso – eu falo olhando para ela – eu não vou abandonar meu povo. — Eu sei que você não vai, eu respeito a sua dor por Lorena e pelo bebê , eu sinto muito e no que você precisar eu estou aqui. Patricia narrando — Foram 18 cirugias em um mês – o médico fala. — Vocês precisam salvar ela – Alexandre fala — É impossível a gente fazer mais do que a gente pode, ela está em coma induzido, não tem como tirar do coma. — Ela tem chances? — Apenas por um milagre, se a senhora acredita em Deus reze muito. – eu olho para ele Pedro está sentado na cadeira e estava no telefone chamando mais médicos e especialistas. — A sorte dela é qeue ela não teve fraturas na medula espinhal e com isso se ela sobreviver e acordar , ela pode voltar a caminhar - ele fala e eu escuto com atenção - porém, ela teve os dois joelhos prejudicados que foi a cirugia que a gente fez, os dois pés quebrados, ela teve seus braços quebrados em dois lugares, assim como a crávicula, o nariz e a mandíbula faturados, teve uma perfuração no ouvido esquerdo, além da cirugia do couro cabeludo que terá que ser feito, a hemodiálise que vamos começar a fazer, suas gengivas foram rasgadas para ela voltar a mastigar, vai ter que passar por uam reconstrução completa e o sangue coagulado na cabeça que precisa ser feita a cirugia para a retirada. — Isso significa? – Pedro fala se levantando — Se sua filha sobreviver, vai voltar a estaca 0 – ele fala – onde ela vai ter que aprender, a caminhar, vai ter que aprender a comer, a pegar um objeto. A única coisa que eu posso garantir para vocês, é que eu cosnigo manter ela viva em coma para os próximos meses e assim ela não irá morrer completamente para vocês – eu olho para Pedro que tinha os olhos cheios de lagrimas – os traumas foram prejudicais, se ela se manter em coma reduzido e não tiver morte cerebral e nem falência nos órgãos, no mínimo uns 5 anos para ela se recompor. Eu saio andando e vou para sacada que tinha no hospital, eu me agarro na proteção e deixo algumas lagrimas caírem. 29 anos longe da minha filha para quando eu reencontrar ela, ser dessa forma.
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