15

1170 Words
Alexandre narrando 4 meses depois... Eu olho através da janela de vidro a incubadora com aquela criança dentro, era uma menininha e aliás muito bonita, era toda parecida com Lorena, tinha o formato da boca, os olhos e até mesmo o nariz. Quando encontrei Lorena no estado que ela estava, ela estava com 4 meses de gravidez, os médicos conseguiram que o corpo dela aguentasse a criança até completar 8 meses de gestação, já tinha sido feito o exame de dna mas eu duvido que essa criança seja minha, até porque Lorena transava com Deus e o mundo. — O senhor é o pai, você pode entrar para ver a criança – ela fala – e assim posso te detalhar o estado dela. — Claro – eu respondo. Eu coloco toda a roupa para entrar na uti neonatal, eu me aproximo da incubadora e vejo aquela criança tão pequena e indefesa se remexendo, ela era muito pequena para o tamanho da incubadora e de todos os fios e sondas que tinha nela. — Qual é o estado de saúde dela? — Mesmo com a mãe no estado que está, a gente conseguiu que ela pegasse peso , claro que não o suficiente para nascer prematura, mas para a gente conseguir que ela tenha chances de sobreviver, essa criança é um milagre, jamais sobreviveria ao estado que a mãe se encontra. — E quais são as chances dela sobreviver? – eu questiono. — 50% - ela fala – a primeira semana de vida dela será que vai decidir o rumo da vida dessa princesa. Qualquer duvida eu estou a disposição. A enfermeira sai e eu fico ali observando aquela criança, ela era uma menininha, por mais que fosse tão pequena e magrinha ela estava formadinha. — Como ela está? – Patricia se aproxima da incubadora – meu Deus ela é linda – os olhos dela se enche de lagrimas. — Porque você está aqui ainda? – eu pergunto – você tem uma vida no Brasil. — Pelo mesmo motivo que você não pagou para matar a Lorena de vez – ela fala — Se eu fizer isso, eu saio perdendo tudo. — E realmente você olha para essa criança e pensa apenas nisso? – ela me pergunta. — A gente nem sabe se ela é minha filha. Patricia se mantém em silêncio sorrindo para a criança, a enfermeira volta. — Vamso ter que levar ela para fazer exames respiratórios, de sangue, ouvido e tentar fazer do olhinho – ela fala – vocês pode visitar ela daqui três horas. – a enfermeira me entrega – o resultado que o senhor pediu. — Obrigado – eu falo. Voltamos para perto de Pedro que tinha acompanhado a cesárea de Lorena, voltamos para o quarto e ele estava sentado ao lado da filha , eu sempre achei que ele apenas usava ela, mas ele estava muito abalado. — Como ela está? — Estável – Pedro fala — Isso é bom – eu falo — Bom seria se ela acordasse – ele fala – eu tenho culpa nisso. O silencio toma conta do quarto, eu me aproximo da janela e depois abro a porta que dava para sacada, Lorena estava toda entubada , cheia de sondas e de tudo que é fio em volta dela, as vezes o corpo dela dava uns pulos sozinha e até mesmo dava para sentir ela gemendo, os médicos disseram que era normal, que era o corpo dela tentando reagir. Eu ainda não tenho opnião formada sobre tudo isso, eu paro na sacada e abro o envelope que continha o exame de dna. Eu olho o resultado e bato a minha cabeça na parede. — Que merda é essa – eu falo com os papeis na mão. Eu saio da sacada. — Onde você vai? — Acompanhar a minha filha – eu respondo e os dois se encaram. Rafaela narrando — Ei – eu falo entrando no laboratório e encontrando Marcos. – vai se atrasar para o aniversário da sua filha, ele já está acabando – ele me olha — Preciso finalizar a contagem das drogas que vão para o alemão – ele fala — Para Marcos, você só está trabalhando. — Preciso crescer – ele fala — E você conseguiu – eu respondo me aproximando dele – conseguiu o seu lugar. — Eu estou indo – ele fala – vai lá que eu já vou. — Ok – eu respondo sorrindo. Parece que Marcos estava superando, meses se passaram e ele começou a entrar em ativa novamente depois que a facção esteve aqui, ele entendeu que ele precisava fazer girar as coisas aqui dentro e não decepcionou ninguém que confiava nele, ele era um grander líder. Eu pego umas latinhas de cerveja e vou até o laboratório novamente — Você de novo – ele fala brincando — Faz tempo que não estou no seu pé – eu falo – vai bebe – eu entrego a lata e ele me encara e acaba acietando. Bebida vai e vem e a gente começa a rir e conversar sobre tudo, relembrar os velhos tempos até mesmo de quando era mais meninos, Marcos era mais velho , então ele lembrava de muita coisa que eu e a Joana aprontamos juntos. A gente acaba se aproximando e a gente se encara. — Eu sempre fui apaixonada por você Marcos. — Eu sei – ele fala — Pelo menos me dar uma chance de te mostrar que eu posso te fazer feliz – ele me olha – ou apenas essa noite. O silencio toma conta e logo ele me puxa e a gente começa a se beijar, um beijo intenso e eu vou por cima dele. Capitulo 60 Pedro narrando Eu entro no quarto e Patricia não percebe que eu entro, eu vejo ela dando banho de paninho na lorena com todo cuidado e dedicação, eu fico ali observando ela. Eu nunca fiz m*l a minha filha e nem encostei um dedo nela e ver ela assim nesse estado era dolorido de mais porque eu sei que tudo isso era minha culpa. Quando eu encontrei Lorena, ela tinha 3 para 4 anos, eu estava sendo eleito a presidente do país , enquanto o meu pai ainda era o chef da máfia, a minha esposa na época estava doente com câncer no pulmão irreversível mas a gente escondia do mundo, a gente estava fazendo uma visita na fronteira dos Estados Unidos com o México, nevava muito e tinha alguns imigrantes sendo parados, muitas crianças sozinhas e tinha a Lorena. Eu me lembro até hoje a primeira vez que eu a vi. Flash black onn — Essa é a situação do nosso pais – eu escuto o governador do novo México falando. — Que horror – minha esposa Dalila fala. Eu ando para os cantos para ver o tanto de gente que vinha, é quando eu sinto um soluço vindo atrás de umas arvóres, eu olho e só conseguia ver neve. Eu ando mais um pouco e sint
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD