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921 Words
Lorena narrando Alexandre tinha me deixado ficar o tempo que eu quisesse no banho e para mim isso foi renovador, desde que eu acordei tudo está tão bagunçado na minha cabeça. — E Carlos e Marcela? – eu pergunto para ele e ele me encara. — Foram condenado a morte, depois de serem presos. — E já foram executado? – eu questiono — No mesmo dia da sentença. — Ele tentou me matar. — Quando? – Alexandre pergunta — No dia que eu acordei – ele me encara sem entender nada – as coisas estão bagunçadas de mais na minha cabeça. — VocÊ lembra onde você estava antes? – ele pergunta. É claro que eu lembro de tudo, que estava no morro da rocinha, que me relacionei com Marcos e até mesmo disse que eu amava ele, que queriqa mudar para ficar lá e ele me entregou para todas aquelas pessoas. — Estava escondida de você – eu olho para ele – eu iria matar você no dia da sua posse, tentei te matar no dia do jantar do Brasil também. — Eu sei – ele fala me encarando – quem tirou a bebida da minha mão foi o dono da rocinha. — Ele te contou? — Naquela mesma noite. — E você não ficou com raiva de mim? — Fiquei e confesso que iria descontar ela – ele fala me olhando – erramos tanto um com o outro. — E a Maria Julia? — O que tem? — Ela é sua filha mesmo? – ela pergunta — Assim disse o DNA, você já estava gravida quando fugiu, quando te encontramos ela foi um milagre – ele fala – na vida de todos nós. — E você tem sua herdeira – eu olho para ele. — Eu não a vejo como herdeira – ele fala – você pode não acreditar. — Eu não acredito – eu respondo – te falo isso mesmo sabendo que estou vulnerável a você e você pode me matar. — Eu não vou fazer isso. — Pela Maju? – eu pergunto — Eu nunca quis te matar como você tentou diversas vezes – ele fala – o máximo que eu iria fazer era te deixar trancada para o resto da sua vida, te enviar para qualquer clinica psiquiátrica. — Parabéns você não é um assassino. — Deixa essa discussão para lá – ele fala me olhando – precisamos pensar que a nossa filha te quer bem – eu começo a chorar — Eu jamais vou ficar bem, olha para mim – ela fala me encarando – eu estou invalida, eu não consigo me mexer dirieto, comer, nem beber uma água sozinha, esse era o castigo que eu tinha que ter por todas as vidas que eu matei e prejudiquei? A morte era pouco Alexandre, agora eu dependo de todos, tenho que usar fralda porque não consigo ir ao banheiro sozinha. A única coisa que ainda me deixa viva por incrível que pareça, é a Maju – ele limpa as lagrimas que desce do meu rosto – eu quero sair do banho. — Vem – ele fala. Ele me ajuda a sair do banho me coloca na cadeira, ele me seca, me veste e coloca a fralda, ele seca os meus cabelos com o secador e penteia ele também lentamente. Os médicos já me disseram que eu tinha perdido o coro cabeludo e que tiveram que fazer implante, assim como os meus dentes foram implante e as minhas unhas também. Eu jamais vou esquecer aquele dia, aquele dia sempre vai me perseguir. Ele me coloca na cama e abaixa as luzes do quarto, ele se senta na poltrona me encarando e eu encaro ele, o silencio toma conta do quarto e eu queria tanto está na cabeça dele para saber o que ele está pensando. Marcos narrando Eu tinha achado esse colar dentro da boca embaixo de um armário e era o colar da Lorena e acho que era por isso que ela não saia da minha cabeça. — Marcos – Rafaela entra na boca e consigo guardar o colar – você nem sabe. — O que foi? – eu questiono — Aconteceu algo e eu estou tremendo – ela fala. — O que foi? Com as meninas? 0o que aconteceu com elas? – eu pergunto me levantando rápido. — Não – ela fala me encarando – comigo. — O que aconteceu com você? — Estou grávida – ela tira o exame do bolso — Você está o que? — Grávida – ela fala – eu estou tremendo, eu sei as meninas estão com 1 ano e 6 meses e são duas, mas eu estou tremendo. — Você disse grávida? Porque não me falou que foi fazer o exame? — Eu fui na ginecologista e ela me pediu antes de fazer o diu e deu positivo – ela fala – eu sei que a gente conversou que a gente não teria mais filhos mas – eu me aproximo e beijo ela. — Você sabe como me fazer feliz. — A gente não querisa Marcos. — Mas Deus mandou – eu falo para ela – você tem noção de quantas coisas boas estão acontecendo em nossas vidas? – ela abre um sorriso. — Eu não vejo a hora de contar para as meninas. — Elas nem vão entender – eu falo para elas. — E se vem nosso menino – ela fala sorrindo — Será muito bem vindo – ela me abraça forte e eu beijo a testa dela.
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