Quando a menina parou de cantar, eu soube que ela tinha um bom talento, até estava batendo palma, olhando para ela e depois para meu irmão, que babava um ovo enorme dele. Mas no lugar dele eu faria o mesmo se a garota fosse minha.
- Ela foi ótima - Samantha elogiou, sorrindo tão linda.
Certo, aqui as três garrafas de cerveja já haviam subido bonito e eu olhava pra ela com tanta simpatia e vontade de chamar ela pra um beijo, mas desde a conversa eu estou sem jeito.
Mas sabem o que dizem sobre o álcool. Ele tira seu medo ou qualquer coisa.
Pra quem não bebia fazia tempo, bem, três cervejas estavam até que fazendo um efeito ótimo demais.
- Vou buscar pra ela vir pra mesa, já volto - Meu irmão não sabia se ficava no palco ou com a gente, mas ali evitava de ficar sozinho com Samantha.
Ela me encarou.
Eu estava encarando ela.
- O que foi?
- Você é tão linda, sabe disso, não é? - Ela balançou a cabeça.
- Essa é a milésima vez que fala isso no prazo de uma hora.
- Esse é o melhor da noite, eu admirando você. Eu gosto de enaltecer as pessoas que estão comigo.
- Você está sendo - Ela para de falar, então ergue o olhar para um ponto qualquer e a expressão dela muda, para um de assustada, como se estivesse vendo o bicho papão bem na frente dela, eu olho para o mesmo lugar que ela, vendo um cara parado, um que eu já havia visto e até batido de frente.
Então entendo a carinha dela.
Aquilo não me agrada, pelo contrário, me incomoda de uma forma r**m, do tipo ela estar tranquila e do nada já não estar mais.
- Ei - Olhei para ela. - Relaxa, aquele cara não vai fazer nada, tá bem?
- Fale isso pra ele, Rone sabe incomodar - Dou um sorriso, não pelo nervosismo que eu vejo dela, mas pelo meu divertimento. - Pare de rir, isso já me deu trabalho demais.
- O loiro aguado não vai se aproximar de você assim, não é possível que ele seja tão e******o - Quando menos espero o cara para ao lado da mesa. - i****a.
Bem, ele era e******o e i****a sim.
Até demais.
Nem esperou o clima ficar tranquilo pra vir pra cima.
- Estão Sam está em um encontro com outro cara, que decepção - Ele puxa a cadeira e se senta, Samantha se inclina para trás e vejo ela totalmente desconcertada. De uma hora pra outra aquilo passa a ser um incômodo pra mim, passa a ser uma sensação de desconforto. - Fiquei sabendo que você vai entrar nas provas com o pessoal, estou louco pra ver você na classificação.
- Primeiro, quem deu permissão ou autoridade de sentar sua b***a imunda nessa cadeira, diante essa mesa e diante duas pessoas que não gosta nenhum pouco de você? - Me inclinei para frente, segurei meu copo e bebi, com toda calma e paciência do mundo.
- Você não sabe quem eu sou?
- Meu nome é Ari, eu não estou nem aí - Vejo de canto Sam querer dar uma risada e meu irmão chegar com a namorada, suspiro fundo, querendo não deixar ninguém ali se machucar com da outra vez, mas pronto pra defender os três.
Eu era o mais velho e até gostava de sentir isso.
- Você deve ter vindo do circo.
- Você sabe porque era palhaço lá, não lembra? - Ele fecha a cara, o cara ao lado dele balança a cabeça.
- Está com esse cara Samantha? - Ela me encara, vejo o desespero dela e ela nem sabe o que falar, ali vejo que o cara é perturbado, que nutre uma coisa estranha demais em relação a ela.
Até me assusta.
- A vida dela não te diz respeito.
- Olha, seu nome é James, não é? - Meu irmão para perto da mesa, Catarina se aproxima de Samantha. - Eu só vou te dar um aviso, você não vai chegar aqui e pensar que pode tudo, você não pode nada, além disso, acho melhor pensar bem na relação com Samantha, ela sabe como eu gosto dos novos namorados dela ou os que tentam. Ela ainda não percebeu que eu sou o cara perfeito pra ela, posso dar tudo que ela quiser.
Me inclino um pouco para trás, apenas pra encarar ele, até olho rapidamente para meu irmão, que está com os punhos fechados e me encarando, como se falasse pra não entrar na onda, mas era eu.
Era Samantha, a garota agora estava pálida e assustada.
Suspirei fundo, engoli a raiva e tentei ficar mais calmo, mesmo que minha vontade fosse tirar ele daquele lugar, jogá-lo no chão e socar ele até não aguentar mais.
- Olha só - Faço uma pausa, abrindo um sorriso e encarando Samantha. - Samantha está muito bem comigo, então acho melhor você pegar sua b***a e chutar ela daqui, antes que eu mesmo faça isso. Eu soube do seu histórico, mas deixa eu contar pra você, eu sou pior que você possa imaginar, então, antes de vir, bater de frente comigo ou até com meu irmão, pense bem, da última vez foi r**m e sou bonzinho demais pra repetir aquilo - Bebo mais um pouco da cerveja. - Se tiver que repetir, bem, vai ser pior, então peço, encarecidamente, vai embora e esqueça Samantha, eu tenho certeza que ela te acha um escroto obsessivo de m***a, um que ela não quer e nunca vai querer, ela quer outra coisa, mas essa coisa não é você.
Quando finalizo tem um silêncio na mesa, tem uma música ambiente e um som baixo, mas o clima está tenso, ninguém quer saber da música ou do clima.
- Você vai saber quem eu sou - Falando isso ele se levanta, eu fico onde estou.
- Não é interessante pra mim isso - Debocho. Ele caminha pra longe e quando sai pela porta do lugar, sei que ele veio apenas perturbar.
- Você ficou maluco? - Meu irmão me encara, enquanto se senta, Catarina senta ao lado de Sam e puxa o refrigerante pra ela.
- O cara que chegou colocando problema onde não tinha, se ele quer fazer isso, deixa, eu não ligo.
- Ele não é flor que se cheira, James.
- Eu também não, não vou abaixar a cabeça pra ele e pra ninguém, você devia ver a cara de Samantha, isso me deixou agoniado, não, melhor eu defender do que ele pensar que tem lado aqui, você não pode se envolver em briga, eu posso e vou se precisar. Maluco nenhum faz o que ele fez assim, se ele quer mostrar quem é, beleza, eu mostro o que sou, se eu vou ser preso depois e apenas consequência.
Parecia fácil falar, ainda mais eu com histórico r**m, quase indo pra cederia mesmo.
- Aqui não tem papai pra ajudar, pensa nisso antes de pensar em brigar.
- Não briguei por isso e por ser a noite da sua garota - Encaro ela. - Parabéns, você foi muito bem - Encaro meu irmão de volta. - Que tal aproveitar o resto da noite? Próxima por sua conta? - Falo erguendo a garrafa.
- Nem a p*u.
- Mão de vaca!
Falo e ergo o olhar brevemente, Samantha ainda me olha de lado, da um sorriso escondido, como se fosse uma forma de agradecer. Do jeito mais simples e gentil.
Suspiro.
Oh Deus, tira a vontade de ficar com ela, por favor.
Peço, mas sei que não vou ser atendido.
Nesse caso.
Vamos para o segundo caminho, continuar tentando.
AVISO - Mais um capítulo fresquinho pra vocês (finalmenteeee), para ficar por dentro adicione o livro na biblioteca, comente sempre nos capítulos para eu poder saber o que vocês acham do livro e deixe o seu voto maravilhoso ou me sigam para receber novidades e atualizações. Até amanhã com mais um capítulo fantástico. Att, Amanda Oliveira, amo-te. Beijinhos. Hehehehe até