Capítulo 08

2328 Words
Ele apoiou os braços na mesa, tentando se recuperar, enquanto ela já estava deitada na mesa olhando para o teto, estava exausta e empapada de suor. Ele saiu de dentro dela e tirou a camisinha, que estava cheia de esperma.  Nunca tinha gozado tanto... Ele pensou orgulhoso de seu feito! — Uau chefinho... — ela mordeu o lábio. — Eu não consigo sequer levantar daqui. — fazendo um esforço para sentar-se. — Não me subestime. — ele piscou, se achando enquanto jogava a camisinha no lixo. — Não subestimarei. — ela riu indo até ele. — Você é muito bom no sexo. — beijando as costas nuas dele que sorriu. — Eu adorei. — E você também, meu amor. — deu um beijo nela, carinhoso e sereno. — Espero que se repitam outras vezes. — ela disse com um nó na garganta. Estava com certo medo, de que realmente ele não a quisesse mais, agora que já tinham transado. — Muitas outras meu bem. — deu um selinho carinhoso, deixando-a aliviada. — Agora vamos nos vestir, que o trabalho chama. — ele rolou os olhos.  Ela sorriu enquanto vestia a calcinha. Não demorou para que estivessem vestidos, como pessoas normais. — E então chefinho? O que mais quer de mim? — com uma vozinha de menina ingênua. Ele sorriu estonteante, com certeza sua secretária era a melhor da face da terra. Literalmente! ¨¨¨¨ Enquanto isso, Sofya chegava à casa da família Beauchamp, uma imponente construção e um espetáculo arquitetônico. Também não podia ser pra menos, ali morava um dos mais bem sucedidos arquitetos do país... Seu sogro, Ron Beauchamp. Ele tratou de construir aquela casa nos mínimos detalhes, para cumprir aos caprichos de Úrsula, sua sogra. Tocou a campainha e logo a porta é aberta pela empregada. — Bom dia senhora Beauchamp. — a moça disse simpaticamente. — Bom dia. — sorriu de leve e tirou os óculos enquanto adentrava na casa. — Onde está a Úrsula? — Está esperando-a na beira da piscina. — Claro... — foi em direção à piscina enquanto a empregada a seguia. — Dona Úrsula. — a empregada começou. — A sua nora já está aqui. Úrsula se virou e abriu um sorriso debochado para Sofya. — Como vai querida? — disse se levantando do deck  e indo dar dois beijinhos em Sofya. — A que devo a honra da sua visita? — Preciso conversar com você. — Sofya disse com um bico de choro. Úrsula se virou para a empregada. — Pode ir Samira, e me traga um suco de frutas. — a empregada assentiu e saiu. — Sente aqui querida. — apontou um deck  ao lado do seu. — O que está acontecendo? — Ai Úrsula... — ela disse aperreada. — O Josh anda estranho. — Estranho, como assim? — a loira a encarou, desconfiada. — O nosso casamento está cada dia mais distante, ele não me trata mais como antes, não tem mais paciência comigo... Eu não sei o que pensar. — E em que eu posso te ajudar? — disse dando de ombros, Úrsula não dava conta nem de seu próprio casamento, pior do casamento dos outros. — Não tenho nada o que fazer. — Como não? — arregalou os olhos. — Você é mãe dele, deve saber algo, sei lá... — Ai Sofya... — disse com pouca paciência. — Isso é muito normal hoje em dia. A empregada chegou com as bebidas, deixou sobre a mesa e se retirou. — Como assim? — disse com sua lentidão. — O que é normal? — Os homens de hoje em dia, não se contentam apenas com as esposas. Sofya arregalou os olhos e Úrsula deu de ombros, enquanto tomava seu suco. — Eu ainda não entendi. — disse ainda esperando uma explicação por parte da sogra. Úrsula revirou os olhos, era incrível como ela não se acostumava de jeito nenhum com a lentidão de Sofya. — Estou dizendo que meu filho pode estar te traindo, rainha. — disse tentando ser clara o suficiente. — O QUE? — levantou-se como um raio.  Úrsula a encarou. — Isso mesmo. — Mas não é possível! — Sofya berrou estridentemente. — Eu confio no meu taco. — disse simplesmente enquanto sentava-se outra vez. — Seu taco? — riu. — É claro que sim. — cruzou os braços. — O Josh jamais olharia para outra mulher, eu sou linda, fina, meiga, dou amor e carinho a ele e... — parou de falar ao pensar nas últimas palavras.  Ok, ela andava distante no sexo, mas o que tinha a ver? — E nada Sofya... Isso não importa, e também não é motivo para desespero. — Como não é motivo para desespero? — a encarou, incrédula. — Você está dizendo que meu marido pode estar me traindo, e eu não preciso me desesperar? — Isso aí. — encarou a nora com tranquilidade. — Hoje em dia isso é muito normal, mas não se preocupe querida... As amantes nunca passarão de amantes, sempre servirão apenas para o sexo, e só. — mordeu o lábio. — Jamais um homem deixa uma esposa para ficar com uma amante. É uma coisa extremamente rara. Quem continua dormindo e acordando com ele será você, quem continua o acompanhando em lugares sociais é você, quem continua ao lado é você e ponto. — Não, eu não me conformo! — Sofya disse sem acreditar nas palavras da sogra. — Josh não tem outra! — Tem que se conformar sim. — Úrsula disse abrindo um sorriso debochado. — Nós, mulheres da alta sociedade, temos que nos conformar que sempre haverão outras. Homens ricos, bem sucedidos e bonitos como nossos maridos são muito cobiçados e temos que nos sentir honradas em termos o posto de "esposa"... Eu não estou afirmando que meu filho esteja traindo você, mas se caso acontecer, você não precisa ter medo ou se abater com isso. — É eu acho que você falou a coisa certa agora, meu marido não está me traindo, definitivamente! Ele não seria capaz. — disse confiante, ele não teria nenhum motivo para trai-la. — Então eu não sei em que eu posso ajudar você. — Ai Úrsula, eu não acredito que ele esteja me traindo. Mas tem uma mulher i****a que vive dando em cima dele no trabalho e já está me dando nos nervos. — com um bico. Úrsula e encarou completamente perplexa, o que aquela louca queria mesmo? Não acreditava que Joshua a traísse, mas não queria outra mulher perto dele. Que lerdeza. — E que mulher é essa? — É uma i****a que ele contratou pra substituir a secretária dele, ela é uma chata, que vive o chamando de chefinho pra lá e pra cá. — Sofya começou a puxar os cabelos. — E acha que atrairia Joshua, de alguma forma? A acha bonita? — É claro que não, além do mais ela é n***a, e sempre soube que Josh gosta de loiras. — se gabou. — Não ligue pra isso... — Úrsula disse com sua sabedoria de chifruda. — Não é por que ela dá em cima dele que o terá, e se acontecer, não passará de puro sexo. — Mesmo assim, eu não quero nenhuma mulher perto do meu marido! — Sofya retrucou. — Você bem que poderia falar com ele pra demiti-la, não é? — abriu um sorriso. — Você é a mãe, talvez ele te obedeça. — Talvez... — Úrsula suspirou. — Mas eu só vou fazer isso se ela representar algum sério risco pra você, por enquanto não deve passar de um flerte não correspondido.  As duas gargalharam e brindaram.  — Por enquanto, fique tranquila... Eu conheço meu filho. — piscou. — Eu conto com você Úrsula. — Não se preocupe. — Onde está o Ron? — mudou de assunto, não queria continuar falando sobre aquela mulher. — Foi à empresa, conversar com o Joshua sobre uma viagem... — deu de ombros. — Ah viagem de novo não... — disse a loira com um bico e Úrsula riu. Sofya ficou um tempo conversando com a sogra e depois decidiu visitar seus pais. ¨¨¨¨ Na empresa. — Boa tarde. — Ron chegou chamando a atenção de Any. Ela parou de escrever o que escrevia no computador e o encarou abrindo um sorriso simpático. — Olá senhor! — disse ao avistar o homem, era muito parecido com Josh, tinha cabelos grisalhos, olhos claros e era bem bonito. — Em que posso ajudá-lo? Ron encarou aquela moça e ficou bastante animadinho, era muito linda. — Você é nova aqui? — ele perguntou interessado. — Sim, estou substituindo a secretária do Joshua. — Prazer... Ron Beauchamp. Sou o pai dele. — disse estendendo a mão, Any a apertou e ele levou a mão dela a boca. — É um prazer conhecê-la senhorita... — querendo saber o sobrenome. — Soares... — ela o completou. — Any Gabrielly Soares. — Senhorita Any Gabrielly. — ele repetiu gostando do que via. Any engoliu o seco. Aquele homem estava mesmo lhe cantando? Está certo que ela era bastante safada com homens, mas tinha certo limite de idade. Tirando que aquele era o pai de Joshua, podia ser um coroa interessante, mas não deixava de ser pai dele e ela não era tão baixa a esse ponto.  Já não bastava estar envolvida com um homem casado, coisa que nunca sonhou que pudesse fazer um dia. — Er, me acompanhe, por favor... — ela se levantou e foi caminhando até a sala de Josh, sentia o olhar dele queimando em suas pernas e bumbum, já estava ficando sem graça.  Entrou na sala e abriu um sorriso para Joshua.  — Seu pai está aqui, Josh. — Obrigado Any. — ele sorriu. — Pode ir. — ela assentiu. — Com licença... — se retirou. Joshua franziu a sobrancelha ao ver seu pai se curvando para apreciar os movimentos de Any enquanto saia. — Papai. — chamou a atenção do homem. — Que mulher boa. — Ron disse rindo, enquanto sentava-se na cadeira, à frente do filho. Joshua fechou a cara, não era possível. — Pai, ela tem idade de ser sua filha. — ele disse extremamente irritado.  Qual é o problema, será que não tinha nenhum homem que não olhasse sua mulher, sem um olhar de desejo? — E daí? — o encarando.  Joshua rolou os olhos. — Ok... — disse cortando assunto. — Que história é essa de viajar? — coçando a nuca. Os dois ficaram conversando a respeito da viagem e depois de um tempo Ron vai embora. — Trouxe um suco... — Any sorriu ao adentrar a porta. — Meu amor, não precisava se incomodar. — ele sorriu enquanto ela colocava o suco na mesa dele. — Obrigado, eu estava com sede. — Não é nenhum incômodo. — ela sorriu de canto. — Bem, eu também já pedi seu almoço, vão vir entregar daqui a pouco. — ele assentiu enquanto escrevia algo no computador. — Tem certeza que não quer ir almoçar? — Não amor, eu tenho muito trabalho aqui... Mas você pode ir. — Ok, eu volto logo, não chore. — gargalhou.  Ele a chamou com o dedo e ela deu a volta na mesa, indo até ele. — Vou chorar muito... — a fazendo sentar em seu colo, depois lhe dando um beijo delicado, sem pressa. — Agora vai, você precisa comer bastante. — ele disse malicioso. Ela riu enquanto se levantava. —Ok, papai. — disse piscando e indo até a porta. — Tchauzinho... — saindo em seguida. Ele apenas ficou observando-a, estava encantado com ela, nunca tinha sentido isso por mulher nenhuma, nunca sentiu seu coração bater tão forte como estava batendo por ela, nunca sentira tanto prazer no sexo antes, era tudo muito novo pra ele entender.  A cada momento que passava ele estava mais certo de que estava apaixonado por ela. Mas e Sofya? Suspirou coçando a nuca e tomando outro gole do seu suco, preferiu não pensar nisso por enquanto. ¨¨¨¨ Any chegou ao restaurante e encontrou Sina já lhe esperando, as duas tinham marcado de almoçar juntas. — E aí vaca? — Any riu ao sentar-se a mesa, colocando sua bolsa na cadeira vazia ao lado. — Tá aí faz tempo? — Que nada, cheguei agorinha. — piscou. — Vamos pedir?  Any assentiu e as duas chamaram o garçom. Depois que fizeram os pedidos as duas começaram a conversar.  — Que cara é essa hein? — perguntou e Any sorriu. — Cara de que? — mordeu o lábio, reprimindo um sorriso. — Sei lá, você está com uma cara de "oi, fui comida e estou feliz, obrigado!". — riu. — Desembucha logo que eu te conheço! — Você não vale nada Sina. — gargalhou. — Pois é... Fui comida, e como fui. — OMG! — a loira pôs a mão na boca, batendo palminhas em seguida. — Conta, sua vagaba! — Ai amiga... — disse mexendo no paliteiro. — Foi demais. — mordeu o lábio lembrando. — Ele teve uma crise de ciúmes com um amigo nosso, o Noah e... —Noah? — ergueu a sobrancelha e Any assentiu. — Isso, e ele é um gato, depois dou um jeito de te apresentar. — olhou maliciosa e Sina sorriu encantada. — Enfim, ele ficou com ciúmes do Noah e me mandou subir... — Ui, e você muito submissa, obedeceu. — disse debochada. — Nossa que tesão... — safada e Any lhe deu um pedala. — Au! — reclamou. — Obedeci e vou obedecer a todo o momento... — disse com um sorrisinho. — Eu vou dar tudo o que ele quiser! — Uau. — Sina arregalou os olhos. — Se bem que você tem razão, pra fisgar um homem temos que ir ao ponto fraco deles. Ainda mais sabendo que tem concorrência. — Eu acho que aquela desgraça da mulher dele é tão burra que não deve nem saber t*****r. 
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