Capitulo 54

2245 Words
Ele suspirou. — Por que não me disse sobre os gêmeos antes meu amor? — Poderia parar de me chamar de meu amor? — ela ergueu a sobrancelha. — Não tem mais por que você me chamar assim. Não disse por que eu vim descobrir quarta-feira, e também não queria olhar para a sua cara. — ela mordeu o lábio. — Eu entendo que esteja chateada Any. — ele mordeu o lábio levantando. — Mas vamos ter dois filhos, você tem que entender que eles são prioridade, temos que esquecer nossas diferenças. — Eu não queria estar aqui Josh, deixei bem claro pra você que não queria nada seu. — engoliu o seco. — Mas agora viu que jamais dará conta de dois sozinha? — ele deduziu, se servindo de uísque. — Pode mandar trazer um milk-shake  de morango pra mim? — ela disse antes de responder, mordeu o cordão e ele sorriu. — Claro... Quer só o milk-shake ? — ela assentiu. — Só um minutinho. — pegou o telefone e ligou para a moça da lanchonete. Any olhou tudo ao redor, sentia muita falta de trabalhara ali, não era saudade do trabalho exatamente, mas sim saudades de vê-lo todos os dias. Ele era lindo. O observava falar no telefone e seu coração batia forte, esperava de coração que seus dois pirralhinhos puxassem toda a beleza do papai. — Prontinho. — ele desligou, fazendo-a sair de seus devaneios. — Logo vai chegar. — Any assentiu. — Pois então, ainda não me respondeu. — Como eu dizia... Não é que eu não consiga dar conta dos dois, é claro que eu consigo. — olhando as mãos. — Consegue não. — ele a interrompeu. — E você sabe que não precisa nem se preocupar com isso Any. Quem te engravidou foi um homem, não foi um moleque, eu vou arcar com tudo. — Não é essa a questão, meu emprego novo não é lá essas coisas, mas fazendo hora extra eu... — ele a interrompeu. — Como é que é? — disse incrédulo. — Você não pode estar falando sério. — O que? Você pirou? — ela perguntou, confusa. — Está trabalhando? — ele perguntou e ela assentiu, ainda sem entender. — Posso saber aonde? — No mercado lá em Piedade. — ela coçou o olho. — Eu e a Sina estamos trabalhando lá de caixa. Joshua riu incrédulo. — Dá licença? — Cecília perguntou colocando a cara na porta. — O que Cecília? — aos risos.  Any já estava começando a se irritar com aquelas risadinhas dele. — A moça acabou de trazer o milk-shake  da senhorita.  Joshua assentiu e ela entrou com a bandeja.  — Aqui está querida. — Obrigada. — ela sorriu.  Cecília piscou e saiu.  — Posso saber qual é a graça? — Any indagou insatisfeita. — Como você pode estar trabalhando? Eu deixei bem claro pra você que eu não queria você se esforçando, quantas vezes eu te disse Any? — Pois eu não sou igual a coelha, eu posso muito bem me virar Josh, eu estou grávida, não morta! — Pois eu não quero você trabalhando! — ele disse firme. — Quero que saia desse emprego o quanto antes, eu quero que você repouse, que gere os meus filhos sem perturbação, é difícil isso? — Pois você não manda em mim! — disse ousada. — Não mando em você? — ele rolou. — Any não é questão de mandar, gravidez dupla não é brincadeira, eu não vou deixar você ficar brincando com a vida dos meus filhos. Isso é arriscado. — Que exagero Josh. — ela rolou os olhos tomando seu milk-shake. — Quer dizer que agora eu não posso fazer mais droga nenhuma, que já estou arriscando a vida dos pirralhos? Você é um pé no saco. — Eu estou falando muito sério, Any... — ele disse. — Você pode ser rebelde o tanto que for, mas vai fazer o que eu digo. Uma gargalhada alta ecoou no local, a cacheada só podia ter ouvido errado. — Vou o que Joshua? — sem parar de rir. — Fazer o que eu digo. — repetiu. — Você já tomou quantas garrafas de uísque hoje? Essa é a vigésima não é? — apontou. — Você só pode estar bêbado pra dizer uma merda dessas, ninguém manda em mim sacou? — disse apontando pra si mesma. — A única coisa que eu quero de você é dinheiro pra comprar as coisas dos meus bebês, isso porque papai me obrigou. Senão eu não apareceria aqui nunca mais. — enfatizou. — Agora não é por que eu vim aqui erguer a bandeirinha branca e conversar com você civilizadamente que vou permitir que você me controle! Isso jamais! Ele suspirou. Any era uma pessoa tremendamente complicada de lidar. — Tudo bem, Any... — ele suspirou observando-a tomar o milk-shake. — Eu só quero que você descanse meu amor... Se acontecer alguma coisa com você ou com os nossos bebês eu morro, entende? — disse se aproximando dela. — Morre de felicidade não é? Pois ficara livre de mim pra sempre. — olhando o canudo. — Você sabe que não. — ele sentou na cadeira ao lado dela. — Você e os gêmeos são tudo o que eu tenho. — ele pegou a mãozinha pequena de Any. — Ah e a coelha com coelhinho júnior? — rolou os olhos.  Joshua rolou os olhos. — Não quero falar sobre isso. — ele fechou os olhos. Sofya do lado de fora ficou p**a de raiva. Como assim se acontecer alguma coisa com a pirralha e os pirralhinhos ele morre? E por que diabos ele estava falando como se ela não existisse?  Any e os bebês isso, Any e os bebês aquilo... Que lindo, isso não estava nada bom. A coisa realmente estava ficando preta para o seu lado! — Você que sabe... — a cacheada suspirou, dando de ombros. — Posso tocar? — ele pediu, apontando a barriga pontuda de Any. Ela rolou os olhos. — Tá... Toca. — disse pegando a mão dele e levando até sua barriga. Ele sorriu ao sentir aquela barriguinha em suas mãos, estava morrendo de vontade de tocar desde que a viu entrando. — Eles cresceram rápido... — ele disse baixinho, ela concordou com a cabeça, ainda com a mão em cima da dele. — Já se mexem? — Ainda não... Não vejo a hora de senti-los mexer. — disse com os olhinhos brilhando. — Mas a doutora disse que eles estão bem e que é questão de tempo pra começarem a chutar. — Esse é o sonho da minha vida. — encarou-a ainda com a mão na barriga dela. — Sentir um filho meu crescendo na barriga da mulher que eu amo... — sussurrou. — No caso aqui são dois. — sorriu. — Você não me ama Josh... — ela negou com a cabeça, fechando os olhos com força. — Para com isso... — Eu te amo sim... — disse choroso. — Amo você Any. — Se me amasse não estaria me fazendo sofrer tanto. — disse ríspida. — Não faço por m*l. — beijou a mão dela. — Eu só quero que todo esse pesadelo acabe logo, é só isso que eu quero. — Quanto a isso eu não posso fazer nada... — ela disse. — Me dá um beijo amor... — ele pediu desesperado. — Eu preciso beijar você.  Ela não conseguiu falar mais nada e sentiu os lábios dele esmagando os seus em um beijo delicioso. Fechou os olhos para sentir melhor e ouviu a porta se abrir em um estrondo. — SUA v***a! — Sofya entrou completamente vermelha. Os dois se separaram e Any se levantou, arrependida de ter beijado ele, mas não pelo fato de Sofya estar irritada, mas sim por que ela não queria beijá-lo, não queria parecer entregue a ele. — Não tem nada pra me dizer a respeito disso Joshua?  Ele rolou os olhos e se levantou também. — Seu maridinho me agarrou e me beijou, chupa essa chifruda. — Any pegou o milk-shake  voltando a tomá-lo. — COMO É QUE É? — disse indo pra cima de Any, mas Joshua a segurou. — Para Sofya! — ele disse aperreado. — Any, você também hein? — Ela me chamou de v***a! — irritada. — E é chifruda mesmo! — Se eu perder meu bebê por culpa dessa cachorra eu vou descontar tudo em você Joshua, você trouxe esse demônio para as nossas vidas. — Chega Sofya! Eu não admito que você fale assim dela. — grunhiu. Any gargalhou alto. — Seu bebê? — Any a analisou. — Acorda, você sabe muito bem que não tem bebê nenhum aí. — É CLARO QUE TEM! — a loira gritou. — Acha que eu sou como você, que engravida de um qualquer e vem querer jogar a responsabilidade para o meu marido? — Você é muito pior do que eu... — Any a olhou, irônica. — Pelo menos eu estou prenha de verdade e ele sabe muito bem que é dele, pois comigo ele trepava com muita vontade. Não era como você, que ele fazia por obrigação! — cuspiu.  Sofya voou na cara dela lhe dando um tapa na cara. — SOFYA! — Joshua gritou aperreado.  Any arregalou os olhos, sentindo o rosto queimar. — SUA DESGRAÇADA! — a cacheada gritou. — EU VOU TE MATAR! — irada de raiva, indo pra cima da loira. — CHEGA! — Joshua gritou. — Any, por favor! — Mas que merda está acontecendo aqui? — Noah apareceu na porta. — Ainda bem, me ajuda aqui cara! — Joshua pediu tentando segurar Any, que estava descontrolada. — Any! — Noah foi até ela, lhe abraçando por trás e afastando-a de perto de Beauchamp e Sofya. — Se acalme, pelo amor de Deus! — ele berrou. — ME LARGA! — disse se debatendo, mas Noah tinha muito mais força que ela.  A garota começou a chorar, estava chorando de raiva, queria matar Sofya lenta e dolorosamente! Noah a abraçou com pena. — Que p***a você fez com ela Josh? — Noah perguntou, perplexo ao ver o estado de Any. — Mas... — Joshua se preocupou ao vê-la chorando tão intensamente, droga será que estava acontecendo algo com os bebês? — Any, meu amor... — ele foi até ela e pegou sua mão. — O que foi, dói alguma coisa? — Sai de perto de mim... — Any disse soluçando e se agarrando mais em Noah. Sofya rolou os olhos, que pirralha exagerada. — O que foi Gaby? — o loiro perguntou. Joshua rolou os olhos, odiava quando Noah a chamava assim.  — O que houve hein? Por que você está chorando? — virou o rosto de Any, para que ela o encarasse e ele forçou a vista. — Que p***a é essa no seu rosto? — indagou vendo a marca na bochecha molhada. — O que foi isso? Any olhou Sofya de r**o de olho e apontou. — Ela me bateu. — com lágrimas. — Quer que eu morra... Sofya arregalou os olhos, ela estava falando como se fosse a vítima. — O QUE? — Noah encarou Joshua, que afrouxou a gravata. — Você deixou a Sofya bater nela porque seu louco? — Não teve como impedir cara... — olhando Sofya de canto de olho, e negando com a cabeça. — Foi muito rápido! — Não teve como impedir? — riu. — Você é mesmo muito irresponsável, sabia que a Any está grávida? — apontou a cacheada, que ainda estava em seu lado, chorosa. — Eu também estou grávida! — Sofya disse indignada. — Mentira, você não está grávida nada! — Any disse secando as lágrimas. — Você não tem nem barriga! — disse acariciando o ventre. — E você tem inveja de mim, por que tenho dois bebês na barriga e você só deve ter bosta nisso aí! Noah riu. — Está vendo Joshua? — Sofya indagou. O loiro não ligou, estava mais preocupado com Any, que estava passando nervoso ali a troco de nada. — Any, senta. — Joshua pediu.  Noah ajudou a cacheada a sentar e Josh pegou o telefone ligando para Cecília.  — Cecília, traga, por favor, um copo de água. Sim, correndo. — desligou. — Joshua! — Sofya o encarou, estática, ele não estava fazendo nada para defendê-la. — Sofya, já chega! — ele grunhiu a olhando seriamente. — Você está vendo o que causou? — apontando Any. — O que custava você ficar esperando lá fora até que eu terminasse de conversar com a Any? — Não a defenda... — ela cruzou os braços. Cecília chegou com a água de Any e se preocupou com o estado da menina. — O que houve? — Passou nervoso. — Noah disse. — Oh meu Deus... — pôs a mão na boca. — Se acalme querida, respire fundo. Mas isso é um perigo para o bebê. — encarou Joshua e acariciou a barriga de Any. — Eu sei... — ele acariciou a nuca observando Any, com preocupação. — Eu acho melhor levá-la ao hospital. Eu não sei, eu não estou confiando. — Ótima ideia... — Noah assentiu, concordando. — Podemos levar a Sofya também, assim, nós vemos se está tudo bem com as duas. — jogando uma verde. — NÃO! — Sofya berrou. — Não porque Sofya? — Joshua disse com um sorrisinho cínico. — Não quer ir até o hospital ver como está o nosso filho?
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