Capitulo 55

2347 Words
Noah, Cecília e Any também a encararam esperando a resposta. — Pare de me olhar assim Josh! — rolou os olhos. — Eu me sinto muito bem, não tem motivo pra ir a hospital nenhum. — Por que ela não quer que descubram a farsa. — Any sorriu de lado. — Genial. — deu um risinho. — Pois eu ainda acho que seria melhor ir ver se realmente está tudo bem. — Noah sorriu para a loira, que o encarou com um olhar de morte. Noah pouco se importou. — Eu também acho que seria mais seguro senhora Beauchamp. — Cecília opinou. — Não preciso de médico nenhum! — bufou. — Não sou como essa pirralha que "passa nervoso" com qualquer coisa, tenho certeza que ela está mentindo, não está nervosa coisa nenhuma, só está querendo a atenção do meu marido. — Do pai dos meus bebês. — Any a olhou com ironia, corrigindo. — Seu maridinho não me interessa nenhum pouco. Agora eu só o vejo como pai dos meus pirralhos. Joshua rolou os olhos, se Any não estivesse nervosa e se aquelas pessoas não estivessem ali ele tiraria a prova se não a interessava mais. Coisa que ele duvidava. — Minha cabeça está doendo... — Any fechou os olhos, acariciando as têmporas. — Eu preciso descansar. — Any, nós ainda não terminamos a nossa conversa. — ele mordeu o lábio. — E nem quero terminar. — ela fez um bico, levantando. — Ver a cara da sua mulherzinha me irritou e me deixou com vontade de vomitar, quase pari os meus bebês antes da hora por culpa dessa mulher! — indagou. Sofya teve vontade de enforcá-la, maldita pirralha. — Vamos Noah, me ajuda a ir até o Ronaldinho... Eu estou morrendo de cansaço. — Mas nem pensar, eu vou levar você em casa. — Josh disse. — Não quero que se aproxime de mim. — irritada. Joshua bufou. — Vai cheirar a b***a dessa loira mentirosa... — olhou Sofya com fástio. — Any, por favor, para com isso... — ele pediu. — Você não está em condições de dirigir. — Bom, posso leva-la se ela quiser. — Noah disse. Beauchamp lhe sorriu falsamente. Noah podia se tocar e parar de se meter onde não era chamado. — Pode ser, Noazinho, mas ter certeza que não vai incomodar? — Claro que não, imagina, depois eu levo o seu carro. — levantando. — Mas não quer ir para o hospital?  A cacheada negou, com um sorriso.  — Então vamos. — Bem então sendo assim... — Any sorriu. — Eu estou indo. Depois eu ligo pra você para acertarmos o valor da pensão dos bebês.  Joshua assentiu, vencido.  — Tchau Cecília, adorei conhecer você. — sorriu para a mulher. — Também gostei de conhecê-la. — Tchau coelha... — disse falsa a Sofya, aquela maldita ainda iria lhe pagar caro por ter lhe dado um tapa. Ah se ia! — Preciso de chocolate... — ela resmungou, saindo porta afora. Noah e Cecília a seguiram e Joshua encarou tristemente a porta. — Feliz Sofya? — ele perguntou a loira, quando já estavam sozinhos. — Não estou entendendo. — ela olhou as unhas. — Você estragou a única chance que eu tinha de conversar civilizadamente com ela, agora daqui que ela queira falar comigo outra vez pode demorar meses! — choroso. — E como você tem coragem de falar que quer viver de conversinha com ela na minha face? — disse chorosa. — Prefere a ela não é? — Não é questão de preferir... — ele bufou, sem paciência. — Any está grávida, além de você bater nela, você a deixou nervosa! Você está louca ou o que? — Ela me provocou! — Você poderia ser mais adulta Sofya, Any ainda não é madura o suficiente e você ainda quer bater boca com ela? Você agindo assim só demostra que é tão infantil quanto ela. — Está me chamando de infantil? — ela berrou. —Sim, eu estou, por que é isso que você é! — disse firme. — Se tivesse acontecido alguma coisa com os meus filhos eu não tenho noção do que eu faria com você. — Está me ameaçando? — ela pôs a mão no peito, com sentimentalismo.  Joshua suspirou.  — E o pior, por conta dessa menina mau educada. — negou com a cabeça. — Como se ela fosse santinha, faltou me matar outro dia no shopping. — Não é uma ameaça Sofya. — ele rolou os olhos. — É uma advertência. Não se meta com a Any, que ela não vai se meter com você, eu tenho certeza absoluta. Você só passa por essas coisas por que você procura, você vai provocá-la e ela ataca mesmo. Continue assim, pra você ver o que vai acontecer... — sentou em sua cadeira.  Sofya cruzou os braços.  — Agora vá pra casa, que eu quero trabalhar em paz. — Mas e sobre aquele assunto? — ela mordeu o lábio. — Esqueça isso! Você vai viajar na próxima semana e se não quiser que eu cancele essa viajem de uma vez por todas, encerre esse assunto. Caso contrário vai comprar seu precioso enxoval aqui no Brasil mesmo. — deu de ombros. Enxoval pra que mesmo? Só se for para Rupert. Ele pensou consigo mesmo. Sua certeza de que Sofya estava mentindo pra ele estava cada vez maior. — Você não dá a mínima para o nosso filho, não é? — magoada. — Agora pra você a única coisa que importa são esses gêmeos. — Vai pra casa. — ele se limitou a falar apenas isso. — Hoje eu chegarei em casa tarde, provavelmente você já esteja dormindo. Acorde cedo amanhã, a consulta está marcada para as nove. — Josh. — ela gemeu. Ele fechou os olhos, demonstrando sua impaciência. Sofya bufou, saindo da sala dele. Joshua esfregou o rosto e teve vontade de gritar. Merda! Sua cabeça estava a ponto de explodir, Sofya com essa falsa gravidez tentando fazê-lo pirar, sim era isso que ela queria, deixá-lo louco, mas de raiva!  Do outro lado Any, com os bebês, tentando deixá-lo com a consciência mais pesada do que já estava. Ele iria enlouquecer com essas duas mulheres! Decidiu se afogar no trabalho, para esquecer toda aquela bagunça em que sua vida havia se tornado. ¨¨¨¨ A noite Josh foi com Noah a uma casa noturna. Estava precisando relaxar e nada melhor do que fazer isso, transando com uma p**a bem gostosa. E foi isso que ele fez, contratou duas prostitutas e passou boa parte da noite transando e se divertindo. Talvez assim esquecesse Any algumas horas. Chegou em casa as cinco da manhã, estava tudo escuro, subiu as escadas e foi para seu quarto, estava exausto! — Onde você estava? — Sofya disse com irritação da porta do seu quarto, observando-o tentar abrir a porta do quarto da frente, que era onde ele dormia. — Vai pra merda. — ele disse.  Sofya rolou os olhos ao ver que ele estava bêbado. Mas em seguida sorriu, com certeza amanhã ele estaria de porre e não iria nem se lembrar da consulta. Joshua entrou em seu quarto e em seguida, bateu a porta na cara dela. — Ódio! — entrou pra dentro de seu quarto, e voltou a dormir.  Pela manhã, acordou com alguém lhe cutucando.  — Hm... — resmungou. — Acorda Sofya! — ouviu a voz de Joshua e arregalou os olhos. — Vamos, a consulta é daqui a pouco. Ela abriu os olhos, completamente em pânico, aquele louco não estava caindo de bêbado, algumas horas atrás? — Você não estava bêbado como um gambá agorinha? — ela perguntou perplexa. — Estava? — ele perguntou. — Não estava tão bêbado assim... Que exagero. — rolou os olhos. — Como acha que eu cheguei em casa? Bebi apenas algumas cervejas, não seria louco de ficar de porre em um dia como esse, não é? Quero muito conhecer meu filhinho. — fez um biquinho irônico, saindo do quarto. — Esteja pronta em dez minutos. — disse do corredor. Sofya já estava se tremendo. Oh meu Deus, e agora? Entrou no banheiro com o celular na mão, precisava falar com Úrsula. Não demorou e ouviu a voz sonolenta da sogra. — Alô! — Úrsula balbuciou com os olhos fechados, quem era o louco que estava ligando para seu celular à uma hora daquelas? — Úrsula! — Sofya gemeu.  Úrsula fechou os olhos, que merda.  — Josh está me esperando para a tal da consulta sogrinha, oh meu Deus... O que eu faço?! Ele está super desconfiado! — Sofya, conta pra ele logo. — Úrsula rolou os olhos. — Ele já vai descobrir mesmo. — deu de ombros, agarrando-se ao seu edredom. — Não! — gemeu. — Ele vai me abandonar! — Ele vai descobrir de qualquer jeito, não seja ridícula! — Não, por favor, eu preciso escapar. — Olha Sofya, eu estou falando pra você contar logo a verdade! Se não quer fazer o que eu digo o problema é todo seu. — bocejou. — Agora são oito da manhã, hoje é sábado e eu quero dormir até meio dia, então com sua licença. — desligou. — Úrsula! — berrou, olhando o aparelho. — DROGA! — tentando ligar outra vez, mas agora o celular estava desligado. — Merda, e agora? — andando de um lado para outro dentro do banheiro. —Sofya... — ouviu a voz de Josh. — Antônia já colocou o seu café, você ainda demora aí? — bufou. — Ai bebê, sabe o que é? — ela disse sentando no vaso. — Estou morrendo de dor de barriga, omg... — chorosa. — Dor de barriga? — Josh negou com a cabeça do lado de fora. Sofya não tinha jeito, o que custava ela lhe dizer de uma vez que aquela gravidez era uma farsa? Será que ela queria mesmo passar por isso? — Não se preocupe, qualquer coisa eu ligo dizendo que vamos chegar um pouco atrasados. — ele disse olhando o relógio eram oito e dez. — Josh, nós não podemos deixar essa consulta pra quando eu chegar de viagem? — reclamou desesperada. — Tente ficar pronta no horário certo! — ele ignorou o que ela disse. — Mas Josh... —Espero você lá embaixo. — saiu do quarto. Sofya pôs a mão no rosto. Não iria contar nada a ele! Se caso acontecesse algo, diria que os equipamentos do médico estavam com problema e pronto, Josh iria acreditar, estava acreditando nela todo esse tempo. E na semana seguinte, fingiria um aborto e como estaria em Nova York, não teria como Joshua saber que fora forjado. Era esse seu plano desde o começo e tinha que dar certo. Precisava dar certo! Desceu as escadas, já arrumada e Joshua estava jogando vídeo game na sala ao lado de Rupert. Tomou seu café, tranquila. — Vamos Sofya? — aparecendo na sala de refeições, onde ela tomava café. — Sim, eu já estou terminando. — disse seca. — Onde passou a noite? — Eu sai com o pessoal... — deu de ombros, roubando uma torrada. — Você não tem nada pra me falar Sofya? — ele ergueu a sobrancelha. Será que ela não falaria mesmo? — Não, eu não tenho nada pra falar. — disse tomando o último gole do seu achocolatado e levantando. — Beleza... — ele suspirou. — Então vamos, não é? Sofya pegou sua bolsa e saíram. Dentro de mais ou menos quinze minutos chegaram ao consultório. Sofya estava muito nervosa, estava começando a suar. Entrou na sala de espera e tinha apenas uma mulher. Estava de mais ou menos sete meses pelo tamanho da barriga. Sofya suspirou, sentando ao lado dela e Joshua ficou em pé, olhando o relógio. — Josh? — ela disse e ele a encarou. — Eu não estou me sentindo bem, podemos ir pra casa? — disse se abanando. — Não, já que nós estamos em um consultório médico, o doutor receita alguma coisa pra você não é? — deu um sorrisinho amarelo. Sofya apertou as mãos e faltou se mijar quando o doutor apareceu na porta, dizendo que eles podiam entrar. — Eu adoraria, mas eu estou com vontade de ir ao banheiro. — ela sorriu falsamente, observando o homem japonês que lhe sorria amigável. — Tem um banheiro aqui dentro. — ele disse. — Podem entrar. — Entra Sofya. — Joshua disse sério.  Sofya o encarou com o olhar perdido, suspirou e entrou. Usou o banheiro, usou não, entrou no banheiro e ficou andando pra lá e pra cá até sair outra vez. Dando de cara com Josh e o médico. — Você está com cinco meses de gravidez? — ele perguntou. — É... é né? — disse coçando a nuca. — Você está bem senhorita? — o doutor perguntou, com preocupação. — Está mais amarela que essa bolsa. — apontou a bolsa dela, que estava na cadeira. — Estou sim... — suspirou. — Podemos começar logo? O médico assentiu estranhando, Josh já estava impaciente com a cara de p*u da esposa. Sofya respondeu algumas perguntas do doutor, Joshua apenas observava, de braços cruzados. — Bem, vamos bater um ultrassom, sim? — o doutor disse levantando. Sofya mordeu o lábio. — Olha, não podemos fazer esse ultrassom outro dia? — ela suspirou. — Eu estou um pouco enjoada e... — Sofya, já chega! — Josh bufou. Sofya suspirou e trocou a roupa, decorando suas falas, para quando Joshua perguntasse sobre o bebê. Voltou até lá e deitou-se na maca com um sorriso imenso no rosto. Joshua respirou fundo observando.  O doutor ligou o aparelho e colocou o gel na barriga da loira. Começou a pressionar o aparelhinho. — É muito pequena essa barriga pra cinco meses, já deveria estar bem visível. — ele disse procurando o bebê. — Também acho... — Joshua cruzou os braços.  Sofya engoliu o seco. O médico deslizou o aparelho por todo o abdômen de Sofya. — Mas também não é pra menos... — o médico fez uma careta. — Não tem feto aqui. Joshua encarou Sofya.
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