Capitulo 35

2207 Words
— Ai Josh. — sentou-se no sofá, emburrada. — Você fica muito linda quando está com ciúmes de mim, sabia? — ele sentou ao lado dela, botando o paletó no canto. — Não estou com ciúmes. — ela bufou. — Odeio ver essas mulheres se jogando pra cima de você, e pensa que eu não vi você saindo da reunião todo cheio de sorrisos com aquela arquiteta gorducha? Ele gargalhou alto. — Any aquela é a dona Mary, não viaja. — ele disse ainda rindo e beijando o ombro dela. A cacheada suspirou. — É que eu já tenho que te dividir com a Sofya e... — ele a interrompeu. — Você não me divide com a Sofya, eu não tenho mais intimidades com ela e há muito tempo não somos mais um casal. Eu sou só seu. — ele a fez encará-lo. — Tem certeza? — É claro que eu tenho. — ele sorriu. — O que acha de amanhã irmos à Disney ? — Disney ? — ela arregalou os olhos e ele assentiu. — É sério? — abriu um sorriso. — Claro que é sério meu amor, tem um parque da Disney  aqui em Paris. — deu um selinho nela. — E então? — Claro que eu quero. — ela disse toda alegre. — Mas nós não íamos a Notre Dame  e no Arco do Triunfo? — Podemos ir na segunda. — ele piscou. — Ou se você quiser, podemos ir lá amanhã e deixar a Disney  pra segunda. — Não! — ela disse prontamente. — Eu quero ir para a Disney ! — batendo palminhas. — Beleza. — Ai, eu vou tomar banho! — ela se levantou. — Quanto mais rápido eu tomar banho, mais rápido eu durmo, e quanto mais rápido eu dormir, mais rápido eu acordo, e quanto mais rápido eu acordo, mais rápido vamos para a Disney ! Ele a encarou, sorrindo. — E eu não vou ganhar nada hoje? — ele perguntou, com uma carinha safada. Any sorriu e sentou no colo dele. Lhe deu um selinho demorado, ele aprofundou o beijo fazendo-a suspirar, o loiro foi descendo o beijo para o pescoço dela. — Amor... — ela disse confusa, enquanto ele lhe beijava o pescoço. — Não está sendo legal ficar um tempo sem sexo? Ele parou de beija-la e a encarou. — Não. — disse voltando a beijar-lhe o pescoço. — Mas está sendo tão romântico, estamos nos curtindo, eu estou curtindo você e você está curtindo a mim, como pessoas e não como pedaços de carne. — pôs o cabelo atrás da orelha e a ele a encarou. — Bem, pensando por esse lado... — ele deu um selinho nela. — Eu estou adorando. — ela sorriu. — Te amo. — ela disse, com os olhinhos brilhando. — Eu também te amo. — sorriu. — Mas vamos t*****r na segunda, não é? — disse abrindo um sorrisinho nervoso. — Sim seu bocó. — ela lhe deu um tapa de leve. — Mas é só por que eu não aguento mais, preciso de você dentro de mim a acho que não vou conseguir aguentar até terça. — ela riu. — Então quer dizer que se não sentisse vontade, não me satisfaria? Any gargalhou. — Isso aí. — zoou. — Mas o difícil é eu não ter vontade. Eu gosto de sexo e não é pouco menino. — Então somos dois... — ele a encarou. — Menina. — a imitou. Os dois riram e se beijaram mais um pouco. — Amanhã a noite vai me levar pra jantar na Torre Eiffel, não é? — ela fez um biquinho. Ele assentiu beijando o biquinho dela e logo engataram outro beijo. Any riu separando.  — Agora é serio, deixa-me tomar banho. — Me deixa tomar banho com você? — disse a segurando com força e fazendo cocegas, ela danou-se a rir. — Deixa? Se não deixar, eu não te solto. — Está bem... — rindo. — Vamos. — ele a pegou no colo e os dois entraram no banheiro. Despiram-se e tomaram banho, em meio a beijinhos, amassos e mão boba. Os dois não passaram dos limites, apesar da tentação enorme, os dois conseguiram se controlar.  Apesar da vontade de t*****r desgraçada, Josh se sentia feliz, pois amanhã seria o último dia da tal greve e pelo que ele conhecia Any, ela lhe tiraria todo o atraso. Ele tinha certeza absoluta disso. ¨¨¨¨ — Oh meu Deus! — Any pôs a mão no rosto enquanto estavam passando na frente do parque para irem até o estacionamento. — Como é lindo! — com os olhinhos brilhando. — Sim... — ele sorriu animado ao ver a forma alegre que ela falava. — Estaciona logo, m*l posso esperar pra entrar! — ela dizia afobada. Josh sorriu e estacionou o carro com um pouco de dificuldade, por ser domingo o parque estava cheio. Logo os dois entraram. — Ai meu Deus! — ela sorriu. — É DEMAIS! — disse o puxando para um beijo rápido. — Vamos brincar amor! — Opa... — ele mordeu o lábio, malicioso. — Brincar de que? — Não seu tarado! — lhe deu um pedala, rindo. — Vamos a um dos brinquedos! — Ok, em qual quer ir primeiro? — ele disse caminhando, e a abraçando pela cintura. — Naquele! — a cacheada apontou.  Era um brinquedo que ia a uma altura gigantesca, depois despencava em alta velocidade. — Tudo bem. — ele riu. — Só não vai se borrar de medo. — ela o encarou, perplexa, enquanto iam até o brinquedo. — Eu já fui em um desses no Beto Carreiro, está bem? — ela mordeu o lábio.  Ele assentiu enquanto colocava o fastpass  no caixa automático. — Não sabia que você já tinha ido a Santa Catarina. — disse pegando os dois tickets. — Pois é, eu tenho uma parentada por lá. — ela sorriu. — Mas o de lá é bem menor... — mordeu o lábio, excitada. — Esse aqui é gigante. — Verdade, é altíssimo. — ele olhou o ticket. — Vamos esperar daqui a dez minutos é a nossa vez. — disse a abraçando por trás. — Ai amor, vai cair agora... — ela mordeu o lábio olhando pra cima.  O brinquedo despencou e o povo que estava nele gritou com animação.  — Que f**a! — Não tem medo de cair? — ele perguntou, sussurrando no ouvido dela. — Óbvio que não. — ela sorriu. — Vamos amor, já é a nossa vez! — disse empolgada arrastando Josh. Os dois ficaram dando beijinhos enquanto iam entrando, chegou a vez deles e Josh colocou os tickets  na máquina e os dois entraram no brinquedo, ficaram lado a lado. — Está com medo amorzinho? — ele sorriu, vendo-a abraçar a proteção. — Não estou com medo, mas também não quero despencar lá de cima. — riu. Depois de alguns minutos o brinquedo começou a subir. — Subindo, subindo... — ela assoviou.  Uma garota começou a chorar ao seu lado.  — O que foi minha filha? — ela perguntou erguendo a sobrancelha. — Ah esqueci que não estou no Brasil. — bateu na testa. — Está falando com quem Any? — Josh perguntou. — Essa gringa está chorando aqui do meu lado. — a cacheada rolou os olhos e Joshua riu. — Sou havaiana, mas falo português... — ela fungou com um sotaque carregado. — E por que está chorando? — Any perguntou confusa. — Tenho medo de altura. — tapando o rosto com as mãos. — Ai minha nossa... — Any negou com a cabeça. — E o que está fazendo aqui se tem medo de altura? — disse observando que estava altíssimo. — Não sei. — voltando a chorar. — Eu quero descer daqui. — olhando ao redor. — EU NÃO QUERO MORRER, ME AJUDEM! — berrou, dessa vez em inglês mesmo. — Que p***a é essa? — Any gemeu, entendendo o inglês afobado da moça. — Você não vai morrer minha filha. — rolou os olhos e sorriu para Josh, deixando a chorona de lado. — Olha amor, que vista linda! — ela disse observando a bela vista que tinha da capital francesa, era sem duvidas o lugar mais lindo que ela já esteve um dia, jamais iria esquecer isso. — Vamos despencar amor... — ele riu. — Sim! — dizia sentindo a adrenalina em suas veias.  O brinquedo despencou com toda a velocidade.  — UHUUL! — sentia o vento na sua cara e ria a toa. Era demais! — HELP-ME, OH MY GOD, HELP-ME PLEASE! — a gringa gritava, em desespero. Em poucos minutos o brinquedo chegava ao chão. — Que máximo! — ela sorriu, enquanto um funcionário a ajudavam a destravar o assento. — Estou toda descabelada. — se levantou arrumando os cachos. — Nossa, que loucura... — ele levantou também. — Essa mulher é meio doida. — disse apontando discretamente a gringa, que corria aos prantos para abraçar um homem, que parecia ser seu pai. De repente ela deu um beijo na boca do homem. — É, realmente ela é louca! — os dois riram enquanto caminhavam. — Olha o Pateta! — ela apontou com os olhinhos brilhando. — Vamos tirar foto com o Pateta, meu amor! — Você vai, eu não vou pagar esse mico. — Tá bom, mas vamos lá que eu vou tirar muitas fotos com ele. — o arrastando — Vamos meu amor. — ele riu. Os dois caminharam até o pateta, que os recebeu com alegria. Falava português e Any ficou enchendo seu saco durante cinco longos minutos enquanto tirava fotos com o mesmo.  Josh odiava tirar fotos com esses desenhos toscos, mas parecia que Any estava adorando. — Não acredito que o Pateta fala português! — ela dizia excitada, enquanto caminhava tomando um milk-shake. — Meu amor, ele fala todas as línguas possíveis. — disse apertando a mão dela contra a sua, juntando-a consigo. Vários homens ficavam olhando Any, com um olhar malicioso. A cacheada usava uma saia jeans, com uma blusa preta, colada. Enfim, a roupa deixava os s***s e as pernas e bumbum avantajados da garota em evidencia.  Ele não estava gostando nada dos olhares e Any parecia não se dar conta, pois estava entretida demais com as atrações do parque, mas ele já tinha se dado conta há muito tempo e estava com ciúmes. — Sério? — ela arregalou os olhos. — Então pra ser um Pateta tem que ter um currículo e tanto. — ela assoviou, tomando outro gole do seu milk-shake. — Amor vamos no carrossel? — ela pediu mordendo o lábio. — Carrossel Any? — ela assentiu. — Isso é coisa pra crianças meu amor. — O que tem? — olhando o carrossel, com um sorrisinho. — Vamos amor, só enquanto eu termino o milk-shake. — Certo. — ele disse vencido. Os dois compraram o passe e entraram no carrossel. — Olha só que legal... — disse apoiando a cabeça no ombro dele, enquanto tomava o milk-shake. — Viu como não é tão m*l? —Só você mesmo pra me obrigar a andar nesse troço. — disse sorrindo e lhe dando um beijinho. — Te amo. — ela murmurou. —Também, meu amor. — lhe deu outro beijo. Saíram do carrossel e ficaram passeando pelo parque, tiraram fotos com várias figuras: Pluto, Rei leão, Minnie, Donald, Cinderela, Fera... Any estava louca atrás do Mickey, segundo ela não sairia do parque até achá-lo e tirar uma foto.  Andaram em diversos brinquedos, compraram orelhinhas do Mickey, estavam se divertindo muito, como duas crianças. — Olha ali Any. — Josh apontou. — A namorada do Donald, como é o nome dela? — perguntou confuso. — Margarida. — riu. — Ela está chamando a gente para a montanha-russa. — Quer ir? — ele perguntou. — O que acha? — ela ergueu a sobrancelha. — Vamos. — disse a arrastando pela mão. — Amor, ela está nos chamando... Não é estranho? — disse no ouvido dele, com voz dramática. — Vai que seja uma armadilha de satanás? — se segurando pra não rir. — Como assim armadinha de satanás? — ele a encarou, desconfiado. — Sei lá, você sabe que a Disney tem pacto com o tinhoso. — fez um biquinho e apontou pra baixo, discretamente.  Joshua fez uma careta engraçada. — E você acredita nisso? — Oh sim... — ela riu.  Josh olhou para os lados, morria de medo dessas coisas. Any sem aguentar mais começou a rir. — Qual é a graça? — ele arregalou os olhos. — É brincadeira meu amor. — rindo e dando vários selinhos nele. — Não acredito em nada disso. — piscou. — Mas será que é verdade? — ele encarou o cartaz da Disney. — Claro que não meu amor. — rolou os olhos. — Vamos lá com a Margarida. — o pegou pelo braço e o arrastou até lá. Any tirou fotos com ela e depois compraram o ticket  para andar na montanha-russa, ficaram por ali namorando enquanto esperavam sua vez. Assim que entraram na montanha russa, os dois sentaram-se com a ajuda dos funcionários, que organizavam as travas de segurança. O brinquedo começou a andar.
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