Capitulo 16

2506 Words
— Não vem com esse papo furado de meu amor... Eu não quero saber! — ela disse cerando os olhos. — Eu só quero que assine isso, para eu poder voltar para o meu trabalho! — apontando os papéis. — Tudo tem uma explicação, por favor, me deixa explicar. — Não quero saber! Que se dane! — entregando uma caneta a ele e se virando pra sair. — Quando terminar de assinar eu volto para buscar os papéis... — se virou outra vez e ele a olhou esperançoso. — Ah, ia me esquecendo de dizer... O Epaminondas ligou fula da vida. Ele mesmo telefonou, significa que o senhor está ferrado. — se virou e saiu da sala. — Droga! — ele disse assinando as merdas dos documentos com uma raiva tremenda.  Depois que terminou foi até ela outra vez.  — Aqui. — pondo eles em cima da mesa. — Não precisava ter trago, era só ter me chamado. — Dá pra parar de agir como uma secretária normal? Você é minha mulher c*****o! — ele disse impaciente. — Pois não sou não! — ela levantou. — Sua mulherzinha se chama Sofya. Pode parar de me confundir com esse aborto ambulante? — batendo na mesa três vezes. — Tá amarrado. E eu vou agir como secretária por que é o que eu sou! Uma secretária! — enfatizou. — Você se deita comigo, então é minha mulher! — ele rebateu umedecendo os lábios. — Então eu não sou mais sua mulher, por que eu não vou deitar com senhor nunca mais! — ela enfatizou e ele arregalou os olhos. — Isso é uma piada não é? — ele disse desesperado. — Any, aquilo tudo tem uma explicação meu amor, você sabe que eu tenho um compromisso com a Sofya e... — Por favor, senhor... — ela disse fechando os olhos. — Eu tenho muito trabalho e o senhor também. Podemos por favor, nos voltar para o trabalho? Ele suspirou, precisaria muito mais do que palavras para convencê-la. — Ok Any. — ela o agradeceu com a cabeça, voltando a digitar o que estava digitando.  Ele cerrou os punhos vendo que ela não estava lhe dando à mínima e resolveu voltar pra sua sala. — Cara de p*u. — Any sussurrou, enquanto esfregava a ponta do nariz de leve. As horas foram passando e nada de Any dar uma trégua para conversas, ia à sala dele, entregava documentos, passava telefonemas, mas não dava uma oportunidade sequer. E o que mais estava o deixando louco, era a frieza que ela o estava tratando. Não tinha feito nada tão absurdo a ponto de ela querer jogar tudo na lata do lixo, ele a amava muito e não iria desistir dela. Any estava se arrumando para ir almoçar quando o elevador se abriu e de dentro saiu um rapaz com um lindo buquê de flores e uma caixa de bombons em formato de coração. — Senhorita Any Gabrielly? — ele perguntou e ela assentiu olhando as flores com desconfiança. — Pode assinar aqui, por favor? — estendeu a prancheta. — Claro. — ela assentiu enquanto assinava. — Obrigada. — disse assim que ele lhe entregou os bombons e o buquê. — Tenha um bom resto de manhã e uma ótima tarde. — ele sorriu timidamente. — Igualmente, acho que vou ficar te devendo a gorjeta. — mordeu o lábio, sem graça. — Não tem problema, também já deram minha gorjeta. — ele deu de ombros. — Tchau. — Tchau. — ela o viu entrar no elevador todo desajeitado, parecia muito novo coitado, riu sozinha e voltou o olhar para as flores. — Que lindas. — sorriu e procurou o cartão, assim que o encontrou abriu. "Meu amor, por favor, me dá uma chance de te explicar tudo gatinha. Tudo tem uma explicação. Você sabe que eu te amo e preciso de tempo pra colocar minha vida em ordem e poder começar tudo de novo com você, só nós dois meu amor, mas eu preciso que você tenha paciência comigo Any. Você é a mulher que eu amo! Por favor, vamos conversar. Joshua." Ela olhou para o lado e viu ele a encarando com uma carinha triste. — Gostou das flores? — ele disse mordendo o lábio. Ela não disse nada, apenas terminou de arrumar a bolsa e se levantou, ele a olhou confuso e ela foi até o lixo, jogando as flores na lixeira. — Odiei, mas vou ficar com os bombons por que o gato da minha mãe adora nozes. — ela disse entrando no elevador. — Até mais tarde, mas não desperdice, mande as flores pra sua esposa, ela vai amar de paixão, coelhinho. — piscou e o elevador se fechou. — Que merda! — ele disse ainda sem acreditar, ela tinha mesmo jogado as flores todas no lixo? Não era possível. Assim que Any saiu da empresa começou a gargalhar, estava adorando saber que ele estava desesperado para fazer as pazes com ela, mas ela não iria se derreter por um buquêzinho de flores e uns bombons, ele teria que fazer melhor. E teria que aguentar muito também. ¨¨¨¨ — Noah, vamos almoçar cara? — Josh disse assim que o amigo chegou na sala dele. Não queria que Noah notasse as flores jogadas no lixo. — Vamos, vim te chamar justamente pra isso parceiro. — ele riu, enquanto Josh o empurrava para o elevador. — O que foi cara? — estranhando. — É fome. — ele disse apertando para descer. — Apenas. — sorriu aliviado ao ver o elevador se fechando. — Então vamos comer que meu estomago tá quase chegando às costas. — Noah reclamou. Os dois foram até um restaurante ali perto, bastante requintado e fino. Noah conversava, mas Joshua só estava ligado em Any, o que ele faria para tê-la outra vez em seus braços? Estava completamente desesperado. ¨¨¨¨ Sofya chega ao escritório de Joshua para chamá-lo pra almoçar, mas vê que não tinha ninguém. — Ah Rupert, chegamos atrasados, o Baby Blue já foi almoçar. — disse rolando os olhos. — Enfim estragamos a surpresa, vamos embora. Ela ia entrar no elevador, quando viu aquelas flores lindas jogadas no lixo. Deu um sorriso confuso e se aproximou. — Que desperdício, olha que lindas essas flores. — disse estendendo a mão para pegar. — Eca, eu não vou pegar essas flores do lixo, que nojo. — se virou para sair, mas sua curiosidade foi maior. — Ai, só o cartãozinho para ver quem foi a sortuda. Ela puxou o cartãozinho na ponta da unha e o sacudiu na tentativa de tirar os germes, depois o abriu e começou a ler o cartão. — Que lindo, não acredito que aquela vulgar tenha um namorado tão romântico. — ela disse para Rupert. — Que declaração linda. — estava achando super romântico e fofo até que leu o nome de Joshua no final. — O QUE? — berrou. — Joshua? Meu coelhinho? Ela sentiu uma pontada no coração, não estava acreditando naquilo. Olhou para os lados pra ver se realmente não tinha ninguém, mas estava tudo vazio. Olhou para o cartão e para as flores ainda sem acreditar e saiu dali. Entrou em um dos banheiros da empresa e começou a chorar histericamente, dando pinotes de indignação. — Não pode ser... — se apoiando na pia do banheiro. — Meu coelhinho cheiroso, com aquela mulherzinha vulgar? — soluçando. — Por que não me traiu com a Christina Aguilera? Ou com a Gisele Bündchen? — disse se abanando. — Oh meu Deus, Rupert, o seu pai é muito burro não é? Trocar a mamãe por aquela feiosa, cabelo de bombril... Está certo que ela é toda peituda e gostosona, mas eu sou mais bonita! Ela dizia se debulhando em lágrimas. Começou a andar de um lado para outro, tentando entender o porque Josh trairia uma mulher perfeita como ela? — Senhora Beauchamp! — ela ouviu uma voz conhecida. Olhou para o lado e viu Clarice. — Oh meu Deus o que a senhora tem? — se aproximou da loira preocupada. — Ai dona Clarice... — ela colocou Rupert no chão e foi abraçar a velhota. — Minha vida é uma droga. Eu acho que meu marido está me traindo com a secretária! Clarice a encarou e sentiu pena daquela pobre moça, que não merecia ser enganada. Era uma pessoa boa e tinha muito carinho por ela. — Ande, não chore senhora Beauchamp... — ela disse batendo nas costas de Sofya. — A senhora não precisa disso, homens não valem nada e sempre se deixam levar pelo primeiro par de p****s que eles veem na frente. — Você acha que eles dois tem um caso? — ela arregalou os olhos. — Ou acha que eu estou delirando? Clarice engoliu o seco e arrumou o echarpe que usava, foi até a porta e olhou nos dois lados, depois fechou a mesma. Sofya a encarava com confusão. — Eu acho que a senhora merece saber de certas coisas senhora Beauchamp. — O que você sabe Clarice? — ela voltou a chorar. — Diz pra mim, por favor... — Os dois são sim, amantes. Sofya começou a se abanar e sentir uma tontura. — Oh meu Deus, eu vou desmaiar... — disse aos berros. — Se acalme senhora Beauchamp... — ela começou a sacudir Sofya, na tentativa de fazer a loira melhorar. — Desmaiar não vai mudar nada. — Como você sabe que eles dois tem um caso? — disse após se acalmar. — Responde de uma vez por todas Clarice! — Eles mantem relações sexuais... — disse bem baixo. — Na sala do Joshua. — Oh não... — ela lamentou. — Não pode ser! — Essa menina não vale nada senhora Beauchamp, eu posso jurar de pés juntos que ele não a ama. — a senhora garantiu. — E como você sabe? — secando as beiras dos olhos. — Porque, quando ele veio me pedir para apagar a foto... É porque eu tirei uma foto das intimidades deles. — Sofya arregalou os olhos. — Mas não se assuste, por favor. Na minha humilde opinião essa relação não passa de puro sexo. Ele não a ama. Prova essa que no dia que ele me chamou na sala dele, estava preocupado que a senhora não soubesse nada, me implorou a foto de joelhos. — mentiu. — Chorou e fez o maior drama, para que eu entregasse a foto para ele apagar. Tudo para que a senhora não sofresse. — Oh meu Deus, isso é sério? — ela sorriu iluminada. — E a Any Gabrielly estava vendo? Estava vendo o meu marido demostrando que me amava? — Oh sim... Como não? — Clarice pôs a mão no peito. — Estava morrendo de inveja senhora, inclusive eu a xinguei de todos os nomes que eu lembrei, ele sequer a defendeu, deixou que eu a xingasse. — as duas gargalharam.  Sofya estava se sentindo tão aliviada. — Você tem certeza disso Clarice? — Sofya dizia sorrindo. — É claro que sim, eu estava lá, inclusive ela quis me bater e ele não deixou!  Sofya pôs a mão na boca e segurou um gritinho de espanto. — Céus, essa mulher é doente! E ela te machucou? — Não, como eu disse o seu marido me defendeu. — ela suspirou. — Mas não chore por isso querida. Seu marido jamais deixaria a senhora pra ficar com essa menina, é praticamente uma criança, não tem mais que vinte anos. — Ela só tem vinte anos? — Clarice assentiu. — Eu jurava que ela era mais velha. — disse orgulhosa. — É bastante atirada. — E como! — Clarice disse indignada. — Vem trabalhar com um vestido minúsculo, com o corpo todo a mostra, é uma vagabundinha da pior espécie! — ela se lembrava de Any com raiva. — Inclusive deve se deitar com todos os rapazes da empresa! Sempre a vejo de conversinha com o Noah e com outros homens. — Eu quero que ela deixe o Joshua em paz! — Sofya berrou. — Não quero essa devoradora de homens acasalando com meu coelho! — Bom, a senhora não precisa se preocupar com isso, seu marido... Como eu posso dizer no termo vulgar, apena "come" ela de vez em quando. — riu. — Homens são assim, nunca se satisfazem apenas com uma mulher. Mas a senhora é a única que importa pra ele, isso não tem nem que duvidar. — Minha sogra me disse que temos que aceitar... — ela voltou a chorar. — Mas eu não gosto nada de saber que essa garota acasala com o meu coelhinho. — tapou o rosto com as mãos. — Não fique assim senhora Beauchamp, é só uma questão de tempo, quando Cecília voltar da licença, tudo vai acabar! Essa mulher vai embora e sua vida voltara a ser o que era antes. — E por que ele mandou flores pra ela se ele não a ama? — ela olhou Clarice em busca de respostas. — Se Josh me mandou flores três vezes na vida, foi muito! E nunca com um cartãozinho como esse. — jogou o cartão na pia e Clarice o pegou. — Que flores senhora? — lendo o cartão, com os olhos arregalados. Sofya não podia acreditar que ele amava Any, apesar daquele cartão dizer em alto e bom som. Tinha que fazer algo para tirar aquilo da cabeça da loira. — Eu achei um buquê a coisa mais linda do mundo na lixeira dela, e no buquê tinha esse cartão! — apontou o cartão. — Simples, ela colocou justamente para que a senhora visse quando chegasse. — disse dando de ombros, tentando parecer convincente. — Impossível, ninguém sabia que eu viria! Nem Joshua sabia. Como ela iria colocar isso lá? Ainda mais na lixeira que fica embaixo da mesa, só se reparar bem pra notar. — disse soluçando. Clarice engoliu o seco tentando procurar outra desculpa. — Bom, então ele pode até ter mandado mesmo. — Sofya a encarou e chorou mais. — Não, me deixe terminar! Pode ter mandado pra deixar ela mais confiante e dar o que ele quiser a todo o momento. E o que ele quer dela? — Acasalar? — parou de chorar e a encarou com os olhos vermelhos. — Isso. — piscou. — Não se preocupe senhora Beauchamp, mulheres da sua classe não ficam se importando com essas coisas, afinal é isso mesmo que essa v***a quer, que a senhora descubra e sofra! Quer que a senhora deixe o caminho livre pra ela dar o bote! E a senhora vai deixar? — Eu... — soluçou. — Eu acho que não, né? — Não, e a senhora tem que ser firme! Mostrar quem manda! — disse com astúcia. — Ela é só uma menininha que m*l saiu das fraldas, não é páreo para a senhora. E a única coisa que o senhor Beauchamp quer dela é sexo fácil e vulgar! Por que isso ela é, vulgar e atirada!
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