— Logo aparecerá... — olhando o aquário e enxugando as lágrimas. Merda, por que não podia conceber um bebê naturalmente?
— Vou mostrar o seu ultrassom pra todo mundo que está duvidando. — analisou a expressão dela, que agora estava ficando branca. — Algum problema? — pôs as mãos no bolso, desconfiado.
— Não, nenhum. — ela disse nervosa. — Não sei se vou poder ir à consulta no sábado.
— E por quê? — cruzou os braços.
— Ah é que... — gaguejou. — Vou sair com a Úrsula... É isso.
— Que bobagem, você pode sair com minha mãe outro dia. — deu de ombros. — Você vai comigo no sábado querendo ou não querendo.
— Por favor, Josh... O que eu tenho pra fazer com a Úrsula é super importante. — chocou as mãos.
— Sofya você tem algo sério que queira me dizer? — ele sentou em sua cadeira, analisando-a minunciosamente.
— Não, por que está perguntando? — disse andando pra lá e pra cá.
— Não me conformo com esse seu nervosismo repentino quando falamos do bebê. — ele pegou uma caneta e ficou brincado. — Parece que não quer aceitar algo, eu posso saber o porquê você fica desse jeito?
— Isso é coisa da sua cabeça, eu fico nervosa por que... — murmurou. — Não sei, eu acho que qualquer mulher fica nervosa com o primeiro bebê. — disse já ficando agoniada com aquele assunto. — Chega de falar sobre isso, não foi pra falar sobre mim que chamei você aqui. — voltou a olhá-lo. — Eu quero saber o que você vai fazer com esses três pirralhos!
— Que eu saiba era apenas dois. — ele arregalou os olhos.
— São dois, três que eu digo é contando com a mãe.
— Any não é uma pirralha. — disse sério.
— É sim, praticamente uma criança. Não sei como a família dela não denunciou você por p*******a. — disse com cara de poucos amigos.
— Que exagero. — ele negou com a cabeça.
— Me responda logo! O que vai fazer? Vai ficar com ela? Vai me abandonar? — voltando a chorar.
— Chega Sofya! — rolou os olhos. — Para de chorar, eu não disse que ficaria com você? — ela assentiu. — Então? — ele rolou os olhos.
— Mas você não me ama coelhinho!
— Aí você já está querendo demais. — ele deu meio sorriso e se levantou. — Vamos voltar que é falta de educação deixar convidados esperando. — saiu deixando a loira sozinha.
— AAAA MALDITA PIRRALHA! — pegou um bibelô e tacou na porta, onde Joshua tinha saído há pouco. — Vou fazer uma macumba para esses pirralhos morrerem! — chorosa. — Não... — negou com a cabeça. — Melhor seria eles se tele transportarem pra minha barriga. — olhando sua barriga sequinha. — Nunca pensei que ter uma barriga magra e linda fosse tão desvantajoso.
Rupert passou pela porta.
— Bebê da mamãe! — chamou ele. — Você veio me consolar? — parou de falar ao ver algo na boca dele. — Que é isso, pichuquinho? — pegando da boca dele e vendo que era o osso nojento que Sina tinha trago. — Eca! — jogou o osso no chão. — Que nojo Rupert! — observando ele voltar a morder o osso. — Até você? — disse voltando a chorar. — Merda seu pulguento, feio, olhudo, estou de m*l! — rolou os olhos e saiu dali deixando Rupert sozinho com seu osso.
Quando Sofya voltou não tinha quase ninguém, apenas alguns amigos e os pais de Joshua. A loira ficou de cara por tanta gente ter ido embora sem se despedir e Úrsula disse que sua mãe estava de cabeça cheia com o acontecido e preferiu ir embora.
Sofya suspirou, seus pais e amigos estavam envergonhados dela, tudo por culpa de Any e Sina!
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No dia seguinte. Joshua estava andando de um lado para outro esperando Any aparecer, que droga! Já eram dez da manhã e nada dela chegar, será que Sina tinha mentido? Não podia ser.
A porta se abriu e por ela se passou Sofya. Mas que diabos Sofya estava fazendo ali?
— O que está fazendo aqui? — ele perguntou atônito.
— Como o que estou fazendo aqui? — ela rolou os olhos. — Meu marido trabalha aqui, sabia? — foi até ele e lhe deu um selinho, ele ainda estava atônito. — Mande a Cecília trazer um café pra mim. — ela sentou-se, largando a bolsa na outra cadeira. — Vim conversar sobre a minha viajem com a Úrsula.
— Não podia esperar até a noite?
— Não, eu vim dizer que eu quero ir amanhã mesmo Josh. — disse direta.
— Não mesmo, amanhã é a nossa consulta. — ele explicou, não entendia o porquê Sofya não queria ir a consulta, mas ele não iria permitir que ela faltasse, ela iria nem que seja a força.
— EU NÃO QUERO IR! — berrou. — Eu quero ir pra Nova York Josh! — dando pinotes, parecendo uma criancinha de cinco anos.
— Chega! Pois você vai a essa consulta nem que seja a força. — ele disse firme. — E para de gritar que aqui é um ambiente de trabalho. — afrouxando a gravata.
Era incrível como em poucos minutos na companhia de Sofya já era suficiente pra ele ficar extremamente estressado.
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Enquanto isso, Any entrou na empresa com seu nariz empinado. Odiava aquele lugar, principalmente algumas pessoas que a tiravam do sério, como Clarice e sua trupe de velhas m*l-comidas.
Colocou um vestidinho que destacava bem sua barriguinha, para que todos vissem que ela estava grávida de Josh, sim, todos já tinham conhecimento do que se passou entre eles e sacariam de cara que ele era o pai. Cumprimentou a moça da recepção que sempre fora um anjo com ela.
— Oi Érica. — a cacheada sorriu.
— Any! — a moça a encarou com um sorriso. — Nossa, quanto tempo! — olhou para a barriga da cacheada, espantada. — Você está grávida?
— Sim, de gêmeos. — acariciou a barriga. — Quatro meses.
— Oh meu Deus. — pôs a mão na boca. — Meus parabéns!
— Obrigada! — ela piscou. — Agora eu preciso subir, depois a gente conversa. — se despediu da moça e subiu no elevador.
— Parece que o Beauchamp se ferrou... — ela cochichou aos risos com a amiga. — Bem feito!
— Verdade, e essa aí pelo jeito vai levar uma pensão daquelas, está feita para o resto da vida! — riu. — Ah se eu fosse bonitona, trataria de fazer um filho com um ricaço também. — as duas riram negando com a cabeça.
Clarice entrou no elevador e deu de cara com Any, que lhe sorriu com falsidade.
— O que faz aqui? — disse a mulher, intrigada, em seguida visualizou a barriga redonda e pontuda de Any. — Valha-me Deus! — fez o sinal da cruz.
— Oi vovó. — a cacheada zombou. — Quanto tempo não? Sentiu saudades?
— Mas você não tem um pingo de vergonha na cara mesmo. — disse enojada. — Já não basta ser abandonada na frente de todos, ainda tem a cara de p*u de voltar aqui.
— Eu fui abandonada? — gargalhou. — Quando?
Clarice a olhou vermelha de raiva.
— Não me diga que veio tentar enganar o Joshua, dizendo que esse bebê é dele? — cruzou os braços com zombaria.
— Não te interessa o que eu vim fazer, sua velha fofoqueira. — deu pouco caso. — E não é "esse" bebê, o correto seria "esses" bebês, já que são gêmeos! — disse orgulhosa acariciando a barriga.
— Pobres inocentes. — disse penosa. — Não mereciam uma mãe tão vagabunda.
— Vagabunda é a senhora sua mãe! — berrou e o elevador se abriu. — Sua velha asquerosa, vai fazer uma plástica nessa sua cara pra ver se algum homem se oferece pra te comer. Babaca!
Saiu do elevador deixando Clarice perplexa. Menininha da boca suja.
— Quero falar com o Joshua! — cruzou os braços na frente da secretária, que ainda a encarava, perplexa com a forma que ela falou com Clarice. — Dá pra fazer alguma coisa? Eu não tenho o dia todo. — rolou os olhos, com certeza era muito mais ágil que aquela mulher.
— Qual o seu nome senhorita?
— Any Gabrielly.
— Oh meu Deus, é você! O Joshua está te esperando desde cedo!
Any a encarou, confusa.
— Como assim? Eu não disse a ele que eu viria. — cruzou os braços.
— Mas ele está esperando. — levantou os ombros. — Pode entrar. — sorriu.
Any foi até a porta.
— Espera! — chamou e Any se virou. — Eu adorei o que você disse pra Clarice. — com um sorrisinho. — Essa bruxa bem que merece ouvir umas verdades.
Any sorriu.
— Não gosto dela. — disse. — Cecília, não é? — a mulher assentiu. — Foi eu que te substitui.
— Eu sei. — Cecília piscou. — Vai lá, e cuidado que ele tá com a grudenta da Sofya.
Any deu um sorrisinho, que maravilha. Bateu na porta e ouviu um "pode entrar" de dentro.
Entrou e viu Joshua de costas, mordeu o lábio, não sabia quer ver ele outra vez a deixaria tão nervosa.
— Josh? — fechou a porta.
Joshua se virou e arregalou os olhos ao vê-la, Sofya ficou amarela.
— O que essa qualquer está fazendo aqui? — Sofya apontou, vermelha.
Any a ignorou.
— Podemos conversar? — ela encarou Josh, que estava a encarando como se estivesse hipnotizado.
Any estava linda, usava um vestidinho branco e tinha uma trança embutida nos cabelos, sem contar com a barriga que lhe deixava mais linda ainda... Seus filhos. Ele pensou com um sorriso.
— COELHO! — Sofya berrou. — Para de olhar pra ela!
— Olá senhora Beauchamp. — Any sorriu falsamente. — Pensei que estivesse grávida. — deu um risinho abafado.
— E eu estou! — enraivada.
— E onde está o seu filho? — olhando a barriga de Sofya. — Não tem barriga nenhuma. — acariciando sua linda barriguinha. — Olha a minha, já está um pouquinho pesada.
— Não quero saber desses bastardos, eu quero que saia daqui! — apontando a porta.
— Sofya! — Josh a repreendeu com raiva. Ouvir Sofya ofendendo seus filhos o deixava possesso.
— Não chama meus bebês de bastardos, sua chifruda! — Any disse com um falso bico de choro.
Sofya arregalou os olhos.
— Josh! — Sofya berrou atônita. — Não está vendo ela me xingar?
— Sofya pode nos dar licença? — ele disse ignorando o drama da esposa. — Any e eu temos assuntos importantes pra tratar.
— O QUE? — ela disse perplexa. — Mas nem pensar.
— Bom, por mim ela pode ficar. — Any disse sorridente, não perderia a chance de exibir sua gravidez dupla para aquela mentirosa.
— Tem certeza? — ele a encarou, estranhando. — Eu acho melhor a Sofya sair e... — Any o interrompeu.
— Sem problemas Josh. — suspirou, pegando a bolsa de Sofya que estava na cadeira e jogando no chão, sem nem ligar.
— Ei, minha Prada! — olhando a bolsa no chão. — Você é uma grossa! — apanhou a bolsa.
Any sorria abertamente.
— E outra coisa, mesmo que você não quisesse que eu ficasse, eu ficaria, tudo isso ME PERTENCE e você não é nada aqui, pra decidir se eu fico ou não.
Any ficou extremamente irritada com aquela mulherzinha.
— Pois agora que quero que saia! — a cacheada disse, com seu narizinho empinado.
— O que? — Sofya indagou.
— Isso mesmo...
— Joshua! — Sofya encarou o marido, que olhava Any sem nem piscar. — Coelho, seu i*****l! — dando tapas nele.
— Ai! — se defendendo dos tapas dela. — Para de me bater Sofya!
— Não está vendo que sua amante v***a está me maltratando? — disse chorosa. — Eu não vou sair e pronto, eu quero só ver... — sentou-se e cruzou os braços.
— Se ela não sair eu vou embora Josh. — Any disse, acariciando a barriga. — E você nunca mais vai ouvir falar dos seus filhos.
Ele arregalou os olhos.
— Sofya, sai... — ele pediu olhando a loira, que permanecia sentada.
— Mas isso é ridículo Josh!
— Sai, por favor, Sofya. — disse impaciente. — Any e eu temos assuntos importantes pra conversar, não torne as coisas mais difíceis. — bufou acariciando o rosto.
— Você vai ver só, fedelha! — Sofya grunhiu enquanto se levantava.
— Até mais coelha! — riu. — Olha só, até rimou. — piscou.
Sofya ficou vermelha de raiva ao ouvi-la lhe chamar de coelha.
Saiu da sala, mas não deixaria os dois completamente sozinhos, ficaria ouvindo a conversa atrás da porta, sabia que era falta de educação, mas pouco se importava.
Viu a secretária de Joshua a olhando torto e rolou os olhos, não dando muita bola para a mulher.
— Ainda bem que você veio. — ele disse sorrindo abertamente. — Não tem noção de como fiquei feliz quando Sina me contou sobre os gêmeos... No começo eu fiquei nervoso, até desmaiei, mas depois eu fiquei muito feliz em saber e também fiquei aliviado quando ela disse que você viria me ver, isso só demostra que se importa e... — ela o interrompeu.
— Tá. — Any rolou os olhos. — Chega desse papinho. Eu só vim aqui por que meu pai me obrigou.