Capitulo 50

2355 Words
— Eu não quero. — Não é questão de querer Any, nós realmente vamos precisar, ou melhor, os bebês vão precisar. — Não sei Sina... — olhou pela janela. — Eu posso arrumar outro emprego e... — Sina a interrompeu. — Mas nem sonhando. — indagou. — Eu já não estou achando certo nem esse seu trabalho no mercado, quanto mais outro emprego. Any, gravidez dupla é arriscada, você não pode ficar trabalhando, pode fazer m*l para os bebês. — E o que você sugere? Que eu fique dependendo do Joshua todo o tempo? Eu não quero nada desse i****a! — Você tem seus motivos para não querer, mas você vai compreender seus limitem em certa altura da gravidez e eu te libero pra decidir. Só que a questão do dinheiro do Beauchamp é indispensável, vamos precisar muito Any. São quatro mil por mês e agora com o outro bebê, vai aumentar, serão oito mil, você tem noção? Temos que trabalhar meses e meses para conseguir essa quantia. — Não sei Sina, eu não queria e... — Você quer o melhor para os seus filhos? — Sina a interrompeu e Any a encarou. — É claro que eu quero. — mordeu o lábio. — Então Any? — Sina suspirou. — É para o bem deles. — Eu vou pensar nisso... — ela disse.  Sina assentiu, o celular da loira começou a tocar. — Só um instantinho vagaba... — buscou o celular e atendeu sorrindo. — Oi t***o. — piscou para Any, que já sabia que era Noah do outro lado.  A cacheada ligou o carro.  — Sim... — pausa. — O que? — Sina começou a rir. — É piada né? p**a merda. — pausa. — E ela sabe que você está me convidando? — pausa. — Que se f**a mesmo... É claro que eu vou, não perderia esse circo por nada. — gargalhou. — Beleza... Tchau amor. — desligou. — Nem acredita Any... — rindo baldes. — O que v***a? — disse prestando atenção no trânsito. — O Noah acabou de me fazer um convite. — se recuperando. — Você nem acredita pra onde. — Não me diga que é para fazer um filme pornô? — arregalou os olhos, começando a rir. — Que v***a, nem me convidou... — Quem dera, foi pra um tormento, o aniversário do Rupert.  Any fez um bico de confusão. — Eu conheço esse? — indagou. — É o CACHORRO da coelha! — gargalhando.  Any arregalou os olhos. — Aniversário do cachorro? — disse perplexa. Sina assentiu. — Bem que eu conhecia esse nome de algum lugar. — Sim, disse que ela está organizando um super jantar pra amanhã mesmo, um JANTAR, se liga na alienação da mulher. — Eu hein... — disse rindo. — E é obvio que você vai zoar muito com a cara dessa anormal. — piscou. — O que você acha hein? — Sina disse. — Noah falou que será um jantar na casa deles... Eu vou infernizar essa otária o jantar inteiro. — Eu imagino. — Any riu. — Queria ser uma mosquinha pra ver essa retardice, queria ver a cara do o****o do Josh... — Às vezes me dá pena dele cara. — rindo. — Não tenha, ele merece isso e muito mais... Ele gosta de passar vergonha, se não gostasse teria largado ela. — parando no sinal. — f**a-se os dois. — Já parou pra pensar na cara dela quando souber dos seus gêmeos amiga? — Claro, uma cara de invejosa, uma cara de recalcada. Ela pode até estar grávida, mas de gêmeos eu duvido... Um cara não conseguiria fazer gêmeos em duas mulheres de uma vez, ou conseguia? — Se conseguir ele merece um troféu, é sério cara... Trabalhar bem, ele trabalha. — Para de gracinha Sina! — Any grunhiu. — Vamos comer ao menos um cachorro quente, ainda temos quinze minutos e eu estou tremendo de fome. — Claro, meu estomago está quase saindo pelo meu cu.  Any riu e as duas pararam na barraquinha de cachorro quente perto do supermercado. ¨¨¨¨ Enquanto isso, Joshua chegou em casa decidido a conversar com Sofya a respeito de Any. — Sofya? — ele chamou assim que entrou na casa. — Na piscina senhor. — uma das empregadas informou aparecendo. — Obrigado.  Foi até a piscina e encontrou Sofya almoçando tranquilamente, enquanto olhava uma revista.  — Sô. — ele suspirou. — Coelhinho! — ela sorriu feliz ao vê-lo em casa em pleno horário de almoço. — Veio almoçar com a gente? — Sim. Preciso falar algo sério com você. — ele sentou ao lado dela e a loira lhe deu um selinho. — Antes, nem acredita o que aconteceu hoje! — ela disse toda feliz. — O que? — Seu filho se mexeu. — mentiu, já sabia que ele poderia desconfiar e aquilo não poderia acontecer. — Sério? — sorriu de leve. — Sim, claro... — ela sorriu amarelo. — E será que ele chuta agora? — ele perguntou esperançoso. — Me deixa ver. — tocou na barriga de Sofya, e suspirou, aquela barriga não tinha indicio nenhum de bebê, era incrível como era magra e nem dura era. — Acho que ele não vai chutar não. — tirou a mão dele de sua barriga. — Sabe eu já terminei de organizar tudo para o aniversário do Rupert amanhã, já está tudo pronto! — ela comemorou. Ele rolou os olhos disfarçadamente. — Acha mesmo que é necessário fazer um jantar para o cachorro? — ele perguntou com um sorrisinho amarelo. — É CLARO! — ela berrou.  Ele suspirou com a mão no ouvido. — Tudo bem, não precisa berrar. — Não tem problema, mas o que você queria me falar mesmo? — a loira sorriu estonteante. — Ér... É um assunto um pouco chato sabe? — ele disse. Sofya o encarou, desconfiada. — O que está acontecendo Joshua? — ela perguntou. — Me promete que não vai dar chilique e vai ficar calma? — ele pediu um pouco nervoso, estava com medo da reação de Sofya. — É tão sério assim? — disse tomando um gole de suco. — Muito sério, e pra você será algo desagradável. — ele coçou a nuca olhando para os lados. — Acontece que... — O que? — disse nervosa. — O que você fez Josh? — A Any está grávida e eu sou o pai. — ele disse de uma vez, com os olhos fechados esperando o histerismo de Sofya. Mas ao contrário disso o que ouviu foi uma gargalhada alta. Abriu os olhos e viu a loira rindo. — Qual é a graça? — confuso. — Ah, adorei a piada... — disse risonha.  Ele continuava a olhando sério.  — Fala sério Joshua Beauchamp. — desfazendo o sorriso.  Joshua assentiu. — Sim... Ela está com quatro meses. — O QUE? — ela arregalou os olhos, com perplexidade. — COMO ASSIM ESSA p**a DE ESQUINA ARRUMOU UM FILHO? — Não fala assim dela! — ele disse estressando-se. — Como não quer que eu fale? — nervosa.  Oh céus, e agora? É óbvio que essa vaca tinha engravidado de propósito.  — Essa maldita está fazendo de tudo pra acabar com a minha vida. — Chega Sofya! — ele grunhiu. — Any está grávida e você vai ter que aceitar isso. — E você sabe que não é seu, não é? — ela disse dando um sorrisinho óbvio.  Joshua a encarou exausto.  — É claro que essa pirralha arrumou barriga de qualquer um ali por aquele subúrbio onde ela mora. — disse enojada. — Você acha mesmo que é o pai desse bastardo? — Chega Sofya! — ele levantou-se. — Não vou permitir de fale m*l do meu filho! — Seu filho? — Sofya riu. — Baby Blue, ela só está fazendo isso para arrancar dinheiro de você. — disse chorosa. — Você está maltratando a mãe do seu filho por culpa dessa pirralha? É isso mesmo? — Any não quer o meu dinheiro. — ele rolou os olhos. — E o bebê é meu filho sim, então terá os mesmos direitos do nosso filho. — Não compare meu filho com esse bastardo. — disse indiferente. — Eu já disse pra você parar com isso. — disse pacientemente. — Não me faça perder a paciência com você Sofya. — É sempre assim... — a loira começou a chorar. — Você sempre acaba ficando contra mim. — disse aos berros. — Para de chorar. — ele suspirou. — A propósito, a próxima consulta do bebê eu vou junto. — ele anunciou. Sofya arregalou os olhos.  — Eu mesmo fiz questão de marcar para dentro de três dias. — O que? — ela disse visivelmente nervosa. — Como assim Josh? Você nunca foi, pra que isso agora? E por que você marcou sem me consultar? — amarela. — Eu não fui por que você sempre marcava consultas em cima das minhas reuniões inadiáveis, dessa vez eu vou de um jeito ou de outro, eu mesmo marquei para não ter esse problema. — sorriu. — Aliás, já está com cinco meses e eu quero estar na hora de descobrir o sexo. — olhando no relógio. Sofya se desesperou, a maldita viagem que ela faria com Úrsula para simular um "aborto" longe de Josh seria na próxima semana, não era possível! E pra piorar a pirralha aparecia prenha. Oh meu Deus, precisava dar um jeito nisso, precisava conversar com Úrsula. — Você está bem? — ele perguntou ao ver que ela estava amarela. Ele começou a ficar encucado com a forma de Sofya agir sempre que falavam sobre a gravidez. Parecia que ficava mais nervosa que o normal, será mesmo que ela teria coragem de mentir sobre isso?  Não era possível, ele conhecia Sofya desde sempre e nunca ela tinha lhe mentido em nada, por que mentiria em algo tão sério assim. Não, não mesmo. — Estou sim. — ela passou a mão no rosto. — Eu estou um pouquinho indisposta, se importa se eu for me deitar um pouco? — Claro que não. — ele a encarou, desconfiado.  Sofya lhe deu um selinho e saiu. Ele passou a mão no rosto, se sentindo mais aliviado, até que Sofya tinha reagido bem à notícia. A loira entrou no seu quarto e trancou a porta, depois começou a andar de um lado para outro enquanto discava o número da sogra. Não demorou e a empregada atendeu. — A Úrsula, por favor. — dizia tremendo. A empregada foi chamar e logo escutou a voz da sogra. — Sogrinha. — sussurrou. — Eu preciso que me ajude, minha vida virou um inferno em menos de quinze minutos! — começando a chorar. — Você nem acredita... — Sofya, se acalme querida... Respire. — a mulher pediu. — Agora me diga. — Sabe a maldita amante do Josh? — Sofya disse aos prantos. — O que tem ela? Pelo que eu sei já é carta fora do baralho não? — disse olhando as unhas. — Está prenha! — Sofya disse histérica. — O canalha do Josh fez um filho nessa pirralha! — soluçando. — Oh meu Deus... — Úrsula pôs a mão na boca incrédula. Será que Josh não sabia que existia algo chamado camisinha? — Mas o que o Josh disse? — Ficou todo irritado, ele está crente que esse bebezinho é filho dele... Ela é uma mentirosa, essa encapetada! — Olha quem fala de mentirosa, hein Sofya? — Úrsula assoviou. — Mas é diferente! — ela suspirou. — Estou fazendo isso para salvar meu casamento. E o pior de tudo Úrsula... — Ainda tem mais? — espantada. — Sim, Josh marcou uma consulta para dentro de três dias! E ele quer ir comigo ver o bebê.  Úrsula pôs a mão no rosto. — Droga Sofya. — ela rolou os olhos. — Enrole ele mais um pouco, a nossa viagem é na semana que vem... — Não dá. — ela mordeu o lábio. — Ele quer por que quer ir e eu estou em pânico. Ele vai me abandonar Úrsula... Ele vai ficar com ela. — aos soluços. — Chega Sofya! — Úrsula grunhiu. — Você vai dar um jeito de essa consulta não acontecer. Ouviu? — Mas como? — Não sei! — fechou os olhos. — Se vira, e quer saber? Já me meti demais nesse assunto, em toda essa confusão que você inventou. — Mas Úrsula... — arregalou os olhos. — Eu não sei o que fazer! — Eu também não, essa mentira que você inventou é muito complicada Sofya... Eu vou precisar desligar tenho yoga  em cinco minutos. Adeus! — desligou. Sofya caiu no choro. E agora? O que ela faria? ¨¨¨¨ À noite, Any chegou do trabalho exausta, encontrou Silvio vendo jornal na sala. — Oi papai... — deixando a bolsa no sofá. — Oi querida. — Silvio disse. — Como foi? — Bom, não é tão calmo quanto no meu outro trabalho, mas dá pra aguentar. — sentou-se com os olhos fechados, seus pés deveriam estar inchados. — Mamãe, onde está? — Na cozinha, terminando de fazer o jantar. — ele suspirou. — Pai... — ela murmurou. — Eu tenho uma coisa pra contar. — Conte minha filha. — ele a encarou. — Eu vou tomar banho e depois eu digo pra você e para a mamãe... É algo muito sério. — Mais surpresas? — ironizou. Any sorriu um pouco sem graça e se levantou, subindo as escadas e indo até o seu quarto. Tirou a roupa e ficou nua na frente do espelho admirando sua barriga. — Oi. — ela passou a mão de leve. — Ai, isso é tão estranho... — mordeu o lábio sorrindo.  Espalmou a mão pela barriga e sorriu ainda mais. Queria muito sentir os dois se mexendo, será que demoraria? Não via a hora.  — Eu não sei o que dizer bebês... Vocês vão me encher o saco, eu não sei trocar fraldinhas cagadas. — fez careta. — Não sei cuidar de bebês. — suspirou. — Mas a mamãe já ama muito vocês dois ok? Muito. — sorriu um pouco emocionada.
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