Capitulo 49

2385 Words
Joshua voltou a respirar normalmente e sentou-se. — Você é mesmo muito irresponsável! — Ron grunhiu. — Por que diabos foi t*****r com a secretária? — Está irritado por que ela preferiu a mim? — Josh debochou irônico. — Me respeite! — ele quase berra. — Então quer dizer que era por você que ela estava apaixonada. — disse pra si mesmo, mas Joshua ouviu e riu com certo deboche. — Sim, era eu... Ou melhor, sou eu, por que Any ainda me ama e vai ter um filho meu, e eu também a amo. — E a Sofya? — Josh rolou os olhos. — Já sabe disso? — Não... — suspirou, voltando a beber seu uísque. — Bom, ela sabe que Any e eu tivemos um caso, mas a gravidez ainda não e nem pode saber. Se ela souber vai ficar dando chilique e pode fazer m*l para o meu filho. — disse voltando a acariciar o maxilar, estava latejando devido ao murro que levou. Ron negou com a cabeça. — Como vai fazer com a Any? — Ron perguntou. — Vou assumir o bebê, vou dar tudo o que ela precisar, pagar uma boa pensão. Tudo o que estiver ao meu alcance pai. — Por que não se separa da Sofya para ficar com ela? — indagou. —Não posso. — esfregou os cabelos. — Se dependesse de mim já teria me separado há muito tempo. — Espero que a Any nunca mais olhe para a sua cara. — ele disse, com cara de poucos amigos. — Qual parte do "vamos ter um filho" o senhor não entendeu? — ele perguntou irritado. — Any e eu vamos estar ligados pra sempre e eu sempre vou fazer parte da vida dela. — Não significa que ela vai te amar pra sempre. — zombou, pegando seu paletó. — E outra, se não contar para a Sofya, eu mesmo contarei. — piscou vestindo o paletó. Joshua o olhou com espanto.  — Está avisado, vou dar um prazo pra você de três dias. Até mais, irresponsável. — piscou e saiu. Joshua olhou seu pai saindo com um espanto, mas sabia que Ron teria coragem de contar, principalmente quando se sentia derrotado em algum quesito. Sabia que ele estava irritado e frustrado e quando estava daquele jeito fazia de tudo pra provocar. Teria que dar um jeito nisso. —Droga! — deu um murro na mesa fazendo alguns papéis voarem. O pior é que nem podia falar com Any, pois não sabia o raio do número do celular. ¨¨¨¨ — Silvio, graças a Deus! — Priscila disse aliviada ao vê-lo atravessar a porta. Silvio sentou-se no sofá e passou a mão no rosto sentindo-se uma merda de pai. — Querido... O que aconteceu hein? — sentou ao lado dele. — O p****e vai assumir o que fez. — ele mordeu o lábio. — Que bom. — sorriu de canto.  Silvio respirou fundo.  — Pelo menos isso não é? — Onde está Any? — Está dormindo, ela estava muito nervosa e eu achei melhor que fosse se deitar um pouco. — Melhor assim. — ele bufou. — Any não tem limites! Eu sabia que ela era travessa, mas a ponto de engravidar de um homem casado eu nunca imaginei, e o pior ainda, a esposa... A outra mulher lá, também está gravida. — Oh meu Deus... — Priscila fez uma careta. — Esse aí não brinca em serviço. — E agora? — suspirou, entristecido. — O que vamos fazer? — Vamos apoiá-la. — apoiou a mão no ombro dele. — Nossa menina está sofrendo muito Silvio, por favor, não dê as costas a ela agora. — Jamais teria coragem de virar as costas a ela. — ele engoliu o seco. — Mas estou muito decepcionado com Any e isso eu não posso evitar. — Eu sei, mas ela está se sentindo uma pessoa horrível, não piore, por favor, a gravidez deixa a mulher muito frágil. Ela precisa de carinho. Ele assentiu e Sabina apareceu. — Oi... — ela pôs suas pastas em cima do sofá. — Que caras são essas? — tirando a bolsa. — Sua irmã... — Silvio murmurou. — O que tem ela? — abraçou a mãe de lado. — Any está esperando um bebê. — Silvio disse. Sabina ficou branca. — Mas... Um bebê? — sem esconder seu espanto. — Any? — eles assentiram. — Desde quando? Oh meu Deus! — Descobrimos hoje, e o pior, o bebê é de um homem casado! — Joshua... — sussurrou para si mesma, mas os pais ouviram. — Sabina... — Silvio a encarou. — Você não sabia de nada não é? — Na verdade sim papai. — ela sentou-se. — Eu já sabia, pouco antes de Any ir para a França. Perdão. — E por que não nos disse nada a respeito? — Priscila perguntou. — Por que eu não queria me meter nesse assunto, Any e eu estávamos começando a nós darmos bem e eu não queria estragar tudo, esperava que ela fosse contar. — Isso não importa mais. — Silvio deu de ombros. — O pior já aconteceu, pegou uma barriga desse rapaz. — negando com a cabeça. — Eu vou trabalhar! — levantando. — Querido, você não comeu nada. — ela disse preocupada. — Com tudo isso eu não estou com ânimo pra comer, meu apetite evaporou. — ele deu um beijinho em Priscila e outro em Sabina. — Até mais e fique de olho na Any, qualquer coisa você me liga.  Priscila assentiu. — Eu estou passada. — Sabina disse vendo o pai saindo. — Está de quantos meses? — Quatro, pelas minhas contas vai ganhar neném em setembro. — A Any é mesmo uma louca. — deu um sorriso de leve. — Temos que ajudá-la, apesar de tudo esse bebê vai trazer alegria pra cá não é? — chocou as mãos. — Pensamento positivo, vamos olhar o lado bom das coisas. — Claro. — Priscila concordou. — Agora eu preciso comer, estou com fome. Priscila sorriu e foi servir o almoço da filha mais velha. ¨¨¨¨ Dois dias se passaram e a situação na casa de Any estava se acalmando, Silvio não estava mais tão frio, mas também não estava cem por cento satisfeito.  Any tinha conseguido o emprego no supermercado como caixa, não era um super emprego, mas lhe ajudaria a comprar as coisinhas para o bebê sem depender dos pais, não queria dar mais nenhuma chateação a eles.  Sina também estava trabalhando com ela, as duas conseguiram na mesma seleção e estava sendo divertido pra elas. Joshua estava se preparando psicologicamente para contar sobre a gravidez de Any para Sofya, sabia que ela iria surtar, mas precisava contar antes que Ron o fizesse e se isso acontecesse seria muito pior. Any estava terminando de passar as compras de um casal de idosos quando Sina se aproximou. — Any, vamos! — ela sussurrou. — Já está em cima da hora da sua consulta. — Só vou terminar aqui e a gente vai, já falou com o Murilo? — Sina assentiu. — Ótimo... São oitenta e nove e cinquenta. — sorriu para o casal. O idoso estendeu o cartão e ela pegou a maquina a ajustando para o pagamento, ele terminou de pagar e as duas fecharam o caixa e saíram. Não demorou e logo estacionaram o fusquinha na frente do consultório. — Vamos lá perua? — Sina estendeu o braço no banco de trás e pegou sua bolsa. — Vamos... — riu abrindo a porta. As duas adentraram e sentaram-se na salinha de espera. — Oi... — a recepcionista sorriu. — Olá. — Any respondeu. — Vai demorar muito? É que nós só temos uma hora e meia. — Você é a paciente de uma e meia? — elas assentiram. — Estão em horário de almoço? — deduziu e as duas assentiram outra vez. — Não se preocupem, no máximo quinze minutos. — piscou.  As duas deram de ombros. — Olha Sina... — apontou discreta. — O sapato dela é igual o da Maiara, aquele que eu queria pedir emprestado pra não devolver nunca mais.  As duas gargalharam alto, e a recepcionista as olhou repreensiva.  — Foi m*l. — Cala a boca v***a, nós estamos em um hospital. — Sina repreendeu risonha. — Isso não é um hospital, é um consultório. — Any disse com cara de obvio. — Podem me acompanhar? — a recepcionista disse desligando o telefone. — A doutora já está esperando. — Até que enfim, eu preciso mijar... — Any sussurrou. — Ai Any outra vez? — Sina rolou os olhos. — Você está parecendo um chafariz p***a. Dessa vez até a recepcionista riu. — Não tenho culpa. — ela reclamou. — O banheiro fica ali. — ela apontou. Any assentiu indo em direção ao banheiro. — Vocês são...? — perguntou meio sem jeito. Sina a incentivou a prosseguir. — Lésbicas? A loira espocou em uma gargalhada. — Lésbicas? — ela perguntou. — Any e eu? — a recepcionista assentiu. — Não mesmo, ela é minha melhor amiga. — Ah bom, me desculpem. É que sempre que vêm duas mulheres, sabe não é? E mais normal virem os maridos. — Minha amiga não tem marido, ela engravidou de um filho da p**a. Mas isso não importa, não é? — sorriu amarela. — É claro que não... — viram Any sair do banheiro. — Prontinho. — a cacheada sorriu aliviada. — Vamos. A recepcionista as acompanhou até a sala da doutora, que começou a consulta fazendo as típicas perguntas chatas, pediu para Any trocar de roupa, pesou, mediu a pressão, mediu o tamanho da barriga. — A barriga não está em um tamanho muito normal pra dezesseis semanas. — ela disse anotando algo na prancheta. — Tem algo errado? — Any perguntou preocupada. — Não sei... — mordeu o lábio. — Vamos ver... Vem aqui, vamos b*******a ultra. Any encarou Sina com um sorriso preocupado e a loira piscou como se dissesse que estava tudo bem. Deitou-se na maca levantando a roupa, a doutora passou um gel e logo começou o ultrassom. A doutora sorriu. — Mas olha só isso... — ela riu. — Menina eu sabia. — dando um zoom. — Você está grávida de gêmeos viu? — Como é que é? — disse sorrindo nervosa. — Sim... — a doutora assentiu. — Aqui estão, você pode ver claramente. Any olhou para o monitor e viu um bebê e o que parecia ser a cabecinha de outro. — Aqui é um... — a doutora disse e em seguida levou o aparelho para outro lado, onde na tela apareceu o outro bebê. — E aqui está o outro. Any levou a mão a boca, completamente em choque. — Quer saber o sexo? — Já dá de ver? — mordeu o lábio, ainda sem reação. — Sim, claro. — ela sorriu. — Então eu quero. — ela sorriu de leve, olhando pelo monitor. — São dois meninos, são gêmeos univitelinos, ou seja, serão idênticos. — Minha nossa senhora. — Any encarou Sina e a loira estava rindo de leve. — Você ri não é? — dando cotoco pra ela. — Droga, eu estou fodida. — grunhiu. — Relaxa Any. — Sina aconselhou. — Quer ouvir os coraçõezinhos dos bebês? — a doutora perguntou, sem tirar os olhos do monitor. — É claro. — mordeu o lábio, respirando fundo. — Muito bem. — a doutora configurou o equipamento e logo dava de ouvir o barulhinho alto e rápido. Any sorriu olhando o monitor. Não fazia ideia do que faria pra conseguir cuidar dos dois bebês, mas não iria abandoná-los, afinal de contas os dois não tinham culpa de nada, os únicos culpados eram ela e Joshua, ela por ser estupida e caído na conversa dele, e ele por ser um o****o, mentiroso.  Passou a mão no rosto pensando em como contaria a Silvio a respeito do segundo bebê, seu pai surtaria. A cacheada começou a suar, um pouco nervosa. — Os bebês estão ótimos de saúde. — a doutora concluiu satisfeita. — Estão no peso ideal, tamanho ideal e você não precisa se preocupar. — desligando o equipamento. — Que ótimo... — deu um sorrisinho amarelo, a doutora limpou sua barriga. — Vou te passar algumas vitaminas, que você vai ter que tomar até o final da gravidez, certo? — Any assentiu. — Pode se trocar querida. Any se trocou e a doutora lhe passou as vitaminas e lhe tirou algumas dúvidas. Em seguida deu por encerrada a consulta. — Fala alguma coisa. — Sina disse enquanto saiam do consultório. — Não sei nem o que dizer. — Any coçou o pescoço. — Apenas que eu estou em pânico. — sorriu nervosa, acariciando a barriga. — Oh meu Deus, eu vou ter gêmeos. — Só tenho algo a declarar... — Sina falou e Any a encarou, curiosa. — O Beauchamp tem uma p**a pontaria, cara. — gargalhou. Any rolou os olhos.  — Você tem que engolir o que disse, aquele assunto de ele ser tão lento que nem pra te engravidar servia... O cara fez um serviço e tanto. — sem parar de rir. — Ao invés de ficar fazendo piadinhas sem graça alguma, poderia pensar em algo pra me ajudar não? — Any se aproximou de Ronaldinho e abriu a porta. — Primeiramente você tem que contar a ele sobre os gêmeos, por que ele ainda não sabe. — Any riu. — Não mesmo, eu não vou falar pra ele de jeito nenhum, se ele ficar sabendo não será pela minha boca. — rolou os olhos. — Já disse que não quero papo nenhum com ele. — Any ele tem que saber. — suspirou. — Nós não podemos cuidar dos dois. — a loira lamentou. — O que ganhamos no mercado é uma miséria amiga. Um bebê até que dá, mas dois... — ela mordeu o lábio, preocupada. — Você tem razão. — ela suspirou. — E o que você sugere? Que eu dê um deles pra alguém? — perguntou temerosa. — Mas é claro que não sua louca. — Sina a olhou, escandalizada. — Eles são seus viu?  Any sorriu de leve.  — Só que você precisa aceitar o dinheiro do pai deles. 
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