Capitulo 42

2691 Words
— Droga! — ele disse, colocando a mão no rosto e sentindo as lágrimas lhe nublarem a vista. — Merda Any! — chutou o ar. — Por que você tem que ser tão complicada?! — escorou-se a parede, com o coração apertado. Leia ouvindo: Jorge & Matheus — Seu Astral ♫ Foi escorregando e sentou-se no chão, Any era a mulher de sua vida, ela não podia mandar tudo o que construíram juntos para o inferno, ele a queria apesar de tudo o que estava acontecendo, e ela também o queria, ele sabia, tinha certeza. FLASH-BACK/ON — Fico sozinho pensando em você... — ela cantava distraída. — Vejo imagens retratos de nós, olho pro espelho sinto o meu coração... Ouço baixinho o som da sua voz, dizendo pra mim que é sobrenatural esse amor fora do normal... — ele a abraçou por trás fazendo-a se assustar. [...] — Dizendo pra mim que sou o seu astral... E esse amor que está em mim é tão real... — sorriu. — Eu viajei no seu olhar, no teu sorriso nos teus segredos, eu descobri o que é amar, pelo toque dos seus beijos... — olhando nos olhos dele com os olhinhos brilhando, ele sorriu.  Os dois começaram a dançar, de leve. FLASH-BACK/OFF Ele fechou os olhos, lembrando-se apenas da voz dela cantando pra ele no dia que lhe levou ao apartamento pela primeira vez. Ele nunca esqueceria, por mais que ela tenha negado, ele sabia que ele estava se declarando pra ele. Não era somente ela que tinha aprendido a amar naquela relação extraconjugal ele também, e como aprendeu, ela o ensinou direitinho a se apaixonar loucamente.  Viu o porta retrato quebrado e engatinhou até ele, pegou o mesmo e viu que era uma foto dos dois, provavelmente ela tinha quebrado. Pegou a foto do meio dos destroços do porta-retrato e observou-a, era uma foto dos dois, sorriu de leve e deu um beijo.  Ela estava linda naquela foto, os dois estavam muito felizes naquele dia, e se Any não voltasse pra ele duvidaria que voltasse a ficar daquela forma outra vez. Duvidaria mesmo. ¨¨¨¨ Any chorava abraçada ao travesseiro, chorava dolorosamente, botando pra fora toda a dor que estava sentindo, se sentia humilhada, se sentia uma mulher sem valor algum, tudo isso graças a Josh.  Ele a tinha enganado sem dó, tinha a usado de todas as formas, ela estava tão cega de amor que não se dera conta e ele ainda tinha coragem de perguntar se ela não se importava em esperar mais um pouco?  ele que engolisse aquela mulher! Nunca iria perdoá-lo por ter preferido Sofya. Desejava do fundo de seu coração que os dois fossem muito infelizes juntos. Não iria ser hipócrita pra dizer que queria a felicidade dele, mesmo que fosse com outra, não! Ela não queria, por ela que os dois, ou melhor, os três se fodessem. Odiava bebezinhos cagões e agora mais ainda! Isso é, se aquela rapariga realmente estivesse grávida, o que ela duvidava muito!  Ali iria botar pra fora toda a sua dor, pois já tinha determinado pra si mesma que aquela era a última vez que chorava por ele, amanhã voltaria a ser a Any de sempre, a Any que não sabia o que era amor, pois aquela era a pior droga do mundo. Depois de muito chorar, acabou adormecendo ali. ¨¨¨¨ Josh continuava vendo a foto deles, levantou-se determinado a ir atrás da cacheada, iria conversar com ela mesmo que fosse a força. Despertou-se de seus devaneios ao ouvir seu celular tocando. Enxugou as lagrimas e tirou o aparelho do paletó pra ver quem era.  Era Sofya. Bufou e respirou fundo antes de atender. — Oi Sofya. — disse coçando a nuca. — Onde você está coelhinho? — disse com dengo. — Não está com essa v***a, não é? Joshua deu um sorrisinho morto, até de inventar desculpas esfarrapadas para ficar com Any ele sentia saudades. — Não. — disse tristemente. — O que houve? — suspirou. — Você está bem? — Óbvio que não Baby Blue... — disse chorosa. — Você não está aqui comigo, eu estou me sentindo um pouco tonta... Vem pra casa logo. — Sofya eu não posso ir pra casa agora. — andando de um lado para outro, tinha que ir atrás de Any. — O que? — disse arregalando os olhos. — Está me ignorando? Você quer que eu perca o nosso bebê não é? — disse com leve irritação.  Ele rolou os olhos com o drama da esposa.  — É isso que você quer Joshua? — Não Sofya. — disse rolando os olhos. — Então desgruda dessa vagabunda agora, e vem pra casa agora! — ela berrou estridente. — Eu não estou com a Any e pare de gritar, eu não sou surdo p***a! — disse irritado. — Por que está gritando comigo? — ela pôs a mão no peito, ofendida. — Por que você começou! — acusou-a. — Oh meu Deus... — murmurou chorosa. — Eu estou ficando tonta. — disse a loira, alarmada. Joshua arregalou os olhos.  — Eu... Eu acho que vou desmaiar. — mentiu. — Sofya, senta aí... — ele disse, engolindo o seco, se Sofya perdesse a criança ele estava perdido. — Eu já estou chegando, fica tranquila. — com os nervos a flor da pele.  Sofya sorriu do outro lado da linha. — Ok, não demora. — ela disse e ele desligou. Joshua saiu do apartamento às pressas, teria que deixar pra ir atrás de Any outro dia. Seu filho no momento era prioridade. Ao chegar em casa ele encontra Sofya vendo TV, tranquilamente. — Sofya! — ele a encarou, ainda com a respiração ofegante. — Como você está? Está doendo algo? — alarmado. — Como assim Baby Blue? — o encarou enchendo a boca de pipoca. — Vem senta aqui comigo, vemos assistir o filme. — o chamando com a mão. — Sofya você estava passando m*l agorinha. — ele disse perplexo. — Ah é verdade. — deu um sorrisinho. — Mas já estou me sentindo melhor meu amor. — piscou. — Vem senta aqui comigo.  Ele se aproximou e sentou ao lado dela. — Tem certeza que não é melhor irmos ao hospital ver isso direito? — ele disse preocupado. Sofya se engasgou com a pipoca, hospital? Nem pensar, tinha que ficar longe de hospitais. — Respira Sofya! — disse batendo nas costas dela, que se abanava, voltando a respirar. — O que houve? Por que você se engasgou? — confuso. — Não sei. Pipoca tem o poder de me engasgar. — disse acariciando o pescoço. — Mas não precisa me levar para hospital nenhum, estou muito bem. — deu um sorrisinho amarelo. Joshua a encarou desconfiado e em seguida passou a mão no maxilar, assentindo. — Tem certeza? — ela assentiu. — Tudo bem. — suspirou levantando. — Então é melhor eu voltar pra empresa e... — Sofya o interrompeu. — Não! — ela berrou chorosa. — Fica comigo. — ela disse se levantando prontamente e o agarrando. — Mas... — ele tentou falar e ela o interrompeu. — Ai meu amor, eu estou me sentindo tão sozinha... — fez um biquinho. — Por favor. Joshua suspirou e assentiu sem escolha. — Vem, vamos assistir ao filme, ainda está no início! — ela disse toda alegre, enquanto ele sentava ao seu lado outra vez e arrancava a gravata. Sofya sorriu toda feliz. — Amor, você e aquela vulgar ainda... — ele a interrompeu. — Sofya, por favor... — disse com os olhos fechados. — Não fala assim da Any. — cansado. — Está defendendo essa mulher mesmo depois de tudo o que ela fez pra nos separar coelho? — disse perplexa. — Any e eu... — suspirou. — Acabamos. Sofya o encarou e abriu um sorriso satisfeito, adoraria ver a cara de Any Gabrielly agora! Deveria estar morrendo de chorar depois que levou um fora de Josh. — Isso é ótimo... Já estava mais do que na hora de você dar um fora nessa garota. — Na verdade foi ela que me deu um fora... — disse arqueando a cabeça pra trás exausto, o sorriso de Sofya sumiu. — O que? — Pois é... — ele soltou o ar. — Mas não era isso que você queria? Que ela me deixasse?  Sofya engoliu o seco, droga!  — Pois me deixou. — ele disse sem ânimo, enquanto levantava. — Vou tomar um banho, depois eu desço. Saiu e deixou Sofya perplexa, quer dizer que se dependesse daquele cachorro ainda estaria transando com aquela p*****a? Que droga! Maldita cabelo de fuá. Mas enfim aquilo não lhe importava nenhum pouco, Josh era só dela agora. ¨¨¨¨ No dia seguinte, o celular de Any tocou fazendo-a despertar; olhou pra ver quem era e sorriu ao ver que era Sina. — Oi loira de farmácia. — riu de leve.  Sina tinha o poder de lhe fazer sorrir, não era a toa que era uma das pessoas que mais amava nessa vida. — p*****a, vamos almoçar hoje. — a loira convidou olhando as unhas. — Claro, vem aqui pra casa, eu estou sozinha. — Any disse, suspirando. — Ué? — Sina estranhou. — Não está no trabalho não vagabunda?  Any riu. — Não, eu pedi minhas contas. — Any disse sem animo. — Longa história, vem pra cá que eu te conto tudo. — Beleza, eu estou chegando, me aguarda aí p*****a. — desligou. Any se contorceu na cama e se olhou no espelho, estava horrível, passara a noite toda chorando por culpa de Joshua e só conseguira dormir por que tinha tomado um calmante do brabo.  Estava enjoada, sentindo-se mole e tinha vontade de ficar na cama durante o resto do dia, mas não faria isso. Não iria ficar chorando e se lamentando por quem não a merecia, era isso, Joshua não a merecia! — Any, eu estou entrando! — Sina disse alguns minutos depois, invadindo o quarto da amiga. — Entra poia! — ela disse sorrindo. — Estou morrendo de preguiça de levantar. — sentando-se. —Que história é essa de você não estar mais trabalhando mulher de Deus? — Sina deitou ao lado dela na cama. — Não ia sair só daqui a uma semana, duas sei lá? — Duas semanas. — Any corrigiu, apoiando a cabeça na mão. — Briguei com o Josh e nós terminamos. — deu um sorriso triste, enquanto olhava as unhas. Sina a encarou, espantada. — O que? Mas o que aconteceu? — disse pondo a mão na boca. — Por quê? — A coelha infeliz inventou que estava grávida dele e o i****a acreditou. — fez um biquinho. — WHAT ? — Sina berrou se abanando. — Valha-me Deus! — fez o sinal da cruz. — Bem que eu te disse. — pôs a mão no peito e Any assentiu. — Mas então, o que ele falou? — com sua curiosidade a mil. — Teve a cara de p*u de me perguntar se eu não me importaria em esperar mais um pouco... — disse imitando o loiro. Sina a olhou indignada. — Mas que cão sarnento! — disse socando o travesseiro. — Esse falso do c*****o não tinha dito que iria se divorciar dessa praga de mulher um dia desses? — Pois é... — Any deu de ombros, olhando a pulseira. — Ele disse que não podia abandoná-la por que ela era muito frágil e podia matar o "filho" dele. — fez aspas com o dedo achando graça da retardice de Sofya. — Mas essa mulher é mais esperta do que parece. — Esperta o c*****o, essa mulher não está grávida p***a nenhuma! Ela é muito é burra de inventar uma gravidez, de onde essa acéfala vai tirar um neném? — Mas como você sabe que é mentira? — Sina mordeu o lábio. — Sofya e eu vivíamos discutindo, eu sempre fiz muita questão de infernizar a vida dela, você sabe, os telefonemas que nós dávamos pra ela no AP, rindo da cara dela... E sempre queríamos ser uma melhor que a outra. Acha que se ela estivesse grávida não faria questão de esfregar na minha cara que estava esperando um filho dele? — Verdade, faz sentido... — Sina assentiu analisando. — Mas e se ela engravidou agora por esses dias? — Não, Josh disse claramente que ela estava grávida de três meses. — Sina arregalou os olhos. — E acho que foi a única coisa verdadeira que ele disse durante a nossa conversa. — TRÊS MESES? — Sina disse espantada. Any assentiu. — Cara está muito óbvio que isso é invenção... — começando a rir. — O Josh até que é lento hein? — Pois é... Eu disse pra ele que era mentira, mas ele não acreditou. — ela engoliu o seco. — Disse que conhecia a mulher dele... Ouviu? Mulher dele. — sorriu sem vontade. — Mas e você, o que fez? — O mandei escolher e adivinha? — ergueu a sobrancelha. — Escolheu a Sofya. — deu um sorriso sem humor. — Ai amiga. — disse piedosa. — Não acredito que esse cachorro teve audácia de escolher essa coelha e ainda dizer isso na sua cara. — negando com a cabeça. — Bem ele não disse, mas se calou diante da pergunta, e quem cala consente. — Pior que é verdade. — Sina lamentou. — Poxa eu não sei o que dizer, esse cara não vale nada, é um o****o, ele e aquela mulher se merecem! — Eu sei disso... — mordeu o lábio, olhando as unhas. — Eu também sei que você está doidinha pra chorar amore. — a olhou com doçura. — Eu não vou chorar... — disse estalando os dedos, negando com a cabeça, o nó na garganta estava aumentando. — Ele não merece... — encarou Sina, sentindo uma lágrima rolar. — Eu não quero chorar por ele Sina... — caindo no choro. — Eu não quero. — Não amore... — disse abrindo os braços e Any a abraçou. — Esse desgraçado vai pagar muito caro pelo que está fazendo com você... Pode ter certeza porrinha, o que vai volta. — Quando ele descobrir... — soluçou. — A mentira da coelha eu vou mandar ele para o inferno outra vez... — soluçou outra vez... — Quero que ele se f**a todo, eu quero que ele seja muito infeliz com essa coelha maldita! — Sim... — batendo nas costas dela. — Ele vai se f***r todo, vai sim. — garantiu, enquanto acalmava a amiga. Não podia imaginar que Joshua fosse tão c***l, abandonar Any desse jeito, aquela altura? Ele era um o****o! Mas isso não iria ficar assim. Depois de um tempo Any ainda soluçava de leve acalmando o choro. Sina acariciava seus cabelos. — Está melhor? — Sina sussurrou. Ela apenas assentiu se agarrando mais ao seu ursinho de pelúcia. — Vai ficar tudo bem tá? — Sina garantiu. — Ele vai se arrepender por isso, dê tempo ao tempo. — Você tem razão... — Any levantou enxugando os resquícios de lágrimas. — Eu ainda não sei por que eu estou chorando por esse infeliz, e quer saber? — encarou Sina. — Eu vou tomar um banho, vou mandar tudo pra merda e a noite eu vou me acabar no pagode!  Sina deu um gritinho. — Essa é minha garota! — batendo palminhas. — Vai lá eu te espero aqui.  A cacheada pegou sua toalha e entrou no banheiro.  — O que acha de almoçarmos fora hein? — Pode ser... — Any respondeu lá de dentro. — Estou cheia do dinheiro, com a minha demissão consegui arrancar uma boa grana de lá. — Uii, vamos então aproveitar. — Sina disse animada. Alguns minutos depois, Any já estava arrumada. — Enquanto não chega a hora do almoço o que nós vamos fazer? — Any perguntou sentando na cama. — Podemos ficar na internet. — Sina sugeriu. — Cadê seu note? — Espera aí... — disse abrindo o guarda-roupa e pegando uma bolsa. — Aqui. — entregando a Sina. As duas ligaram o notebook e se conectaram a internet.
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