Micael A lua ainda era pálida quando terminei os últimos ajustes nos UTVs adaptados: blindagem leve, motor reforçado, faróis infravermelhos e bancos anatômicos amarrados por cintas de nylon. Aqueles veículos eram nossa patrulha fantasma — rápidos como o vento, silenciosos como a morte à espreita. Berrei uma última instrução para Araújo, que rangia os dentes numa armadura improvisada. Atrás de mim, os demais homens se aprumavam, cada um vestido de preto total, prontos para invadir o coração do Morro sem deixar rastro. — Lembrem-se — disse, a voz grave ecoando no pátio —, ninguém acende a luz ou dispara sem minha ordem. Operação “Sombra Silenciosa” começou. Alvo: “F.”. Entendido? — Entendido, senhor — repetiu Araújo, estufando o peito como se fosse um jovem cadete em desfile. Reconheci

