Dois meses depois…
Nada mudou nesse último mês, ameaças atrás de ameaças, tanto de rival quanto dos vermes e eu já tô ficando puto com isso, amanhã tem um roubo para fazer, e te falar, não vai ser nada fácil, pode ser que eu morra ou volto para a cadeia de novo.
Sobre dívidas o FdP do Roberto tá me devendo até a alma, mas ele terá que pagar, tlgd que ele será vovô, mas aí é a questão; a mina não tinha problemas de cabeça? A mina nem na rua sai, é o que ando perguntando para os vapores esses últimos dias, essa história tá muito m*l contada.
Tô aqui na boca fazendo as contabilidades até que alguém bate na porta.
— Entra — falei grosso.
— Desculpa te incomodar, mais é que preciso falar com você, é um assunto muito sério — falou uma idosa de mais ou menos 60 anos de cabelos grisalhos.
— Tranquilo, senta aí e me fala. — tentei ser o mais educado possível, mas as palavras acabaram soando seco.
— Eu me chamo Ana, sou vizinha do Roberto e da filha dele. — falou suspirando. — sei que ele conta para todo mundo que a filha dele tem problemas, mas não é verdade. Ela é normal assim como a gente, só que ele a culpa pela mulher ter morrido, é assim desde dos 10 anos da menina, ele faz a vida dela um inferno. — falou tremendo e nmrl hoje eu já não sei lidar com isso, me mantive firme escutando o que ela tinha para falar. — ele a estupra sempre, todos os dias escutamos os gritos dela pedindo para ele não fazer isso, e nesses meios foi quando ela engravidou na primeira vez, ele a obrigou a continuar a gravidez tudo certinho, mais quando ele se drogou no último mês da gravidez ele bateu nela, tanto que a fez perder o bebê, e bom, como todo mundo já sabe, ela está grávida de novo. Ajuda ela, ela é uma menina doce que precisa de ajuda, não merece sofrer na mão daquele canalha. — me pediu quase chorando.
Nmrl, nem sei se isso é verdade, pow, até a pouco tempo ninguém sabia nada disso, como ela chega já falando essas paradas aí, sendo que ninguém sabe?
— Qual foi tia, como tu tá sabendo dessas paradas aí? Sendo que mando os vapores sempre ficar de olho nesse Comédia e nada foi descoberto. — perguntei um pouco grosseiro.
— Sei que é estranho eu saber disso, sendo que ninguém sabe, mais sempre que o Roberto não está em casa vou na casa deles como quem não quer nada, e em um desses dias a menina me deu essa carta contando tudo que acontece na casa dela. — falou mexendo na bolsa tirando um rolo de papel. — como sei que você iria achar estranho, resolvi trazer as cartas, não tenho porque mentir eu já tive filha e coloquei ela no lugar dessa pobre menina, ela precisa de ajuda e só você vai poder salvar ela. — falou cabisbaixa.
— Tranquilo, vou dar uma olhada nessas paradas aqui, e depois resolvo esse bagulho. — falei, e ela concordou se levantando.
— Muito obrigado, você não vai se arrepender. — falou e saiu da minha sala.
Assim que ela saiu da minha sala comecei a ler a carta, e nmrl era de cortar o coração tlgd? Essa história amoleceu meu coração todo, até lágrimas caíram, peguei meu radinho chamando um vapor, logo em seguida bateram na porta e mandei entrar.
— Mandou chamar patrão? — perguntou e eu revirei os olhos.
— Se você tá aqui é porque chamei né, FdP — falei grosso, esses FdP tem cada pergunta b***a, tenho saco para isso não.
— Foi m*l, chefe. — falou coçando a nuca.
— Quero que você descubra se o Roberto está em casa e se tiver manda me chamar que tenho contas a acertar com ele. — falei seco e sério e vi ele engolir em seco.
— Sim, senhor patrão. — falou e saiu da minha sala.
Respirei fundo, acendi um cigarro de maconha e fiquei ali fumando, logo depois comecei a cheirar, mostrarei para esse FdP que aqui não tem vez para estuprador não.
Sou errado para Caraí, mas nunca fui estuprador tlgd, e um desses no meu morro não se cria comigo. O cara em vez de proteger a mina que é filha dele, faz o contrário.