Fábio Narrando A igreja não estava lotada, mas havia um bom número de fiéis espalhados pelos bancos, muitos rostos que estavam na missa da manhã, gente simples do morro que mesmo com toda correria da vida fazia questão de reservar aquele momento para Deus. A missa da noite sempre tinha um clima mais sereno. E eu, como sempre, entrei no altar com o coração entregue. A cruz foi erguida, o canto inicial começou e eu iniciei a celebração com a alma em paz. O louvor tomou o espaço e as vozes se uniram. Mas o que me pegou de surpresa foi vê-la, Jaqueline. Sentada no segundo banco, de olhar firme, diferente, acompanhando tudo em silêncio. Tão linda e atraente quanto o próprio pecado, a sua pele clara contrastava o vermelho da sua blusa. Linda, seus olhos azuis curiosos, observando tudo ao red

