Jaqueline Narrando Cheguei em casa quase onze da manhã. Caraca, o baile gerou demais! Só quem vive sabe. Eu tava moída, mas com o coração leve de quem aproveitou a madrugada inteira. Não bebi muito não, só duas long neck no camarote. Também, né? Dirigindo, tem que manter a responsa. Não sou doida de vacilar nessas horas. Quando cheguei no morro, o sol já tava queimando a cara da gente. Deixei Kauane em casa primeiro, ela desceu do carro rindo à toa, ainda gritando: — Mermããão, que noite foi essa. Depois a gente se fala, tô morta. Dei risada, buzinei e segui pra minha. Entrei em casa no modo furtiva, achando que ia passar batida, Que nada. Minha mãe já veio me encontrar na sala, armada no sermão. — Essa é a hora de moça tá voltando pra casa, Jaqueline? Revirei os olhos e subi diret

