Rael. Subi as vielas com o corpo pedindo descanso, mas a mente ainda rodando em alta velocidade. O cheiro de pólvora parecia ter grudado na minha pele, um lembrete constante de que a paz aqui é um intervalo curto entre dois tiroteios. Meus pés me guiaram mecanicamente para o barraco da Maitê. Eu precisava ver com meus próprios olhos que ela estava segura. Bati na porta — três batidas secas, esse havia se tornado o nosso codigo. Ouvi o som de móveis sendo arrastados e a chave girando com pressa. Quando a porta se abriu, Maitê estava lá. Os olhos castanhos, que antes brilhavam de desejo, agora estavam nublados de uma preocupação que me deu um aperto no peito. Ela me varreu de cima a baixo, procurando por sangue ou ferimentos, e só relaxou quando viu que eu estava inteiro. Brenda estava

