Passaram-se algumas semanas. Beatriz estava na sala, assistindo televisão, quando seu celular tocou. No visor, aparecia o número da mãe dela. Um frio percorreu sua espinha. — Mãe, o que houve? — ela perguntou, a voz já carregada de medo. — Filha… por favor… me socorre… estou muito machucada… — a voz da mãe soava fraca, quase sufocada, cada palavra pesada com dor. O coração de Beatriz disparou. Sem pensar, pegou a chave do carro: — Eu vou, mãe! Eu vou agora! — disse, quase gritando, os dedos trêmulos enquanto ligava o carro. Ela tentou ligar para Bruno, mas não conseguiu. Em desespero, deixou uma mensagem: "Amor, ele machucou minha mãe… estou indo ver como ela está." O carro avançava pela estrada como se cada segundo fosse eterno. A cada semáforo, a ansiedade dela crescia. Quando ch

