Capítulo 4

1090 Words
- Poderia por gentileza, dizer os nomes das senhoritas? - Pergunta um segurança, segurando um tablet na mão. - Ashley Ramirez, e sua acompanhante Scarlett Wilson. – Ashley diz os nossos nomes, e prontamente o segurança começa a procurar os nossos nomes no seu tablet. - A senhorita Ramirez, está como representante da empresa Ballard? – O segurança pergunta. - Sim. – Ashley responde, e mesmo ela tentando disfarçar mas eu noto que ela fez careta ao ouvir o nome da empresa que ela trabalha. - Pontem entrar. – O segurança fala assim que marca no tablet. – Tenham uma boa festa. - Obrigado. – Ashley agradece, e começa a me puxar para dentro do salão privado. - Obrigado. – Consigo agradecer ao segurança rapidamente, antes dele sair do meu campo de visão. - Eu tenho certeza de que o babaca do Ballard, fez questão de colocar que eu sou uma funcionária da empresa dele, e que estou aqui o representando. – Ashley resmunga quando chegamos em um canto, e ela solta o meu braço. – Mesmo longe daqui esse homem faz questão de sair por cima. - Ballard, um grande babaca. – Falo concordando com ela, porque é isso que melhores amigas fazem, se ela está com raiva do chefe dela, eu também estou. – Mas não deixa ele estraga a sua noite, você está aqui e ele não. Então eu aconselho você a levantar a cabeça, respirar fundo e tenta se divertir, até porque quantas vezes teremos a oportunidade de passar o ano novo em um hotel como este? - Essa pode ser a nossa primeira e última vez aqui. – Ashley me responde, para logo em seguida ela respirar fundo e estufa o seu peito. – Você está certa, vamos nos divertir. Aquele careca barrigudo, não vai estragar mais uma noite minha. - É assim que se fala. – Fecho a minha mão direita e faço um gesto de forca, bem discretamente. – Vamos nos divertir. - A gente vai se divertir. – Ashley aproveita que o garçom parou ao nosso lado, e pegou duas taças de champanhe, e entregou uma para mim, e quando o garçom se afastou, ela levanta a sua taça. – A nossa noite! - A nossa noite! – Eu levanto a minha taça e brindo com ela, para logo em seguida levar o líquido borbulhante aos meus lábios, e beber um pouco. - Mas a nossa diversão vai ter que demorar um pouco. – Ela diz lentamente, após abaixar a sua taça. - Por que demorar? – Eu a pergunto, enquanto a olho com desconfiança. - Mesmo que eu queira surtar e jogar tudo para o alto, eu ainda preciso deste trabalho. – Ela me dá um sorriso de desculpa. – Eu tenho que falar com algumas pessoas, para descobrir o que elas estão achando do hotel até agora. Mas eu te prometo que serei rápida, você nem vai sentir a minha falta. - Você não precisa ir muito longe para saber o que estão achando do hotel, olha eu aqui. – Eu uso a minha mão que segura a bolsa, e aponto para mim mesma. – Quem melhor que uma aluna de Design de Interiores, para te falar tudo sobre o hotel? - Eu sei que você pode me ajudar e eu iria amar a sua ajuda, mas eu preciso de outro tipo de opiniões. – Ela parece lutar, para encontrar as palavras certas. - Do tipo, pessoas ricas? – Eu a pergunto. - Não, o tipo de pessoa falsas, que fala qualquer coisa para se sair bem. – Ela responde prontamente. – E você não é esse tipo de pessoa, você é sincera, e como sua melhor amiga eu digo, você é sincera demais. - Eu cresci em uma família onde o lema é, "conte a verdade, não importa o quanto doa". – Eu dou de ombro. – Então ser sincera, está no meu sangue. - Eu sei, e como eu sei. – Ela abre um sorriso pequeno, e parece que ela está se lembrando das confusões em que nos metemos, por causa da minha boca esperta e sem controle. – Eu vou lá falar com algumas pessoas, mas eu juro que serei rápida, quando você piscar, eu voltei. - Tudo bem, vai lá. – Mesmo triste por ficar sozinha no meio deste povo esnobe, eu tenho que apoiar a Ashley, até porque ela precisa deste trabalho. - Eu já volto. – Ela fala já se afastando de mim, porém andando de costas. – Por favor, tente não ofender ninguém. - Vou fazer o melhor que eu puder. – Prometo. Assim que ela está longe, eu passo os meus olhos por todo o salão, e é inevitável não bufar. E assim que saio do meu canto e começo a andar pelo salão, na intenção de explorar o lugar ainda mais, eu cheguei à conclusão de que tudo aqui é tão...brega. - Alguém já te disse, que os seus olhos costumam dizer tudo o que a sua boca não diz? – Uma voz masculina grave, fala atrás de mim. - Na verdade...- Falo começando a me virar, mas quando vejo o homem na minha frente, eu esqueço por um segundo o que estou falando. – Sim. - Então agora que ouvir da sua boca, o que tanto de desagrada aqui? – Ele me pergunta, ao colocar os seus pés mais firmes no chão, e levar as suas mãos na direção dos bolsos da calça social. - Aqui não é desagradável, e até um ambiente bom. – Dou de ombro enquanto olhos para o grande salão. – Só que toda essa decoração é brega. - Brega? – O homem a minha frente me pergunta, enquanto ergue uma das suas sobrancelhas. - É, toda essa decoração me lembra festa de casamento. – Eu faço um gesto com o meu dedo indicador, como se pedisse para ele olhar ao redor. – Uma festa de casamento saturado, ninguém mais hoje em dia usa vermelho, dourado e branco. Isso aqui é um hotel a beira mar, cadê a criatividade? Foi levado messes para construir tudo isso, para no final fazerem uma decoração meia boca. - Qual é o seu nome? – O homem bonito me pergunta. - Que falta de educação a minha, eu estou te falando tantas coisas mas não me apresentei. – Estendo a minha mão em sua direção. – Sou Scarlett Wilson. - Prazer, eu sou Dante Keen, dono do hotel. - O homem pega a minha mão, e a aperta enquanto sorri.
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