Capítulo 5

1118 Words
O que foi mesmo que a Ashley me pediu, antes de sair do meu lado? Há é mesmo, ela me pediu para não ofender ninguém, então devo ficar feliz por ter seguido o que ela me pediu, certo? Até porque eu não ofendi ninguém. Quem eu quero enganar, acabei de dizer na cara de um homem, que o seu mais novo patrimônio é uma merda. "Se ele me perguntar como eu entrei aqui, eu direi que vim sozinha, e farei isso somente para não ligar o meu nome com a da minha amiga, eu direi que entrei de penetra." – Penso comigo mesma, enquanto tento desmanchar a cara de choque, que se encontra estampado no meu rosto. Nem preciso de um espelho, para saber que os meus olhos estão quase saltando para fora, e o sorriso educado que eu tinha em meus lábios, lentamente se desfez. "Tudo bem, um bom elogio pode resolver tudo." - É um prazer conhecê-lo senhor Keen, devo dizer que o senhor é tão jovem. – Com tantos elogios que poderia sair da minha boca, tinha que sair um tão clichê, brega e cafona, já até posso imaginar o meu QI de 148 caindo. - Agradeço pelo elogio. – Quando o homem a minha frente fala com a sua voz grave, por instinto eu fecho a minha mão, mas ao fazer isso, percebo que ainda estou segurando a sua com a minha, e rapidamente a solto enquanto sinto as minhas bochechas ficarem quentes. - Scarlett Wilson, eu acho que nunca ouvi falar sobre a senhorita. "Isso foi uma forma educada, de dizer que eu não me encontro entre as pessoas da alta sociedade?" - Eu não faço parte da sociedade nariz em pé, então com toda certeza, você nunca ouviu falar de mim. – Após essas palavras saírem da minha boca, eu sou obrigada a admitir que eu preciso de ajuda profissional, para poder colocar um filtro entre o que eu penso e o que falo. – Quer dizer, eu não tenho tempo para ficar interagindo ou saindo com muitas pessoas, então raramente irei rever alguém que eu já conheci. - É o trabalho que pega todo o seu tempo? – Ele me pergunta, e tenho certeza que toda a sua educação, o impede de ser grosso comigo. - Trabalho e a faculdade. – Finalmente consigo dizer alguma coisa certa. - E você faz faculdade do que? – Ele me pergunta, e eu tenho um pequeno pressentimento de que ele quer saber de verdade e não está me perguntando isso, somente por educação. - Designer de Interiores. – O respondo, e sorriu mostrando que me encontro feliz com a profissão que eu escolhi seguir, mesmo que esse tipo de designer não se encontrando na lista dos mais bem pagos. - Então isso explica muito bem, os seus olhos avaliativos e julgadores. – Dante comenta, enquanto abre um lindo sorriso de lado na minha direção. – Você já está trabalhando na sua área? - Na verdade não, é bem difícil conseguir um trabalho nesta área enquanto está estudando, mas também fica bem difícil conseguir um trabalho depois de se formar, já que não vai ter tido experiência nem uma. – O respondo, para logo em seguida beber o resto do meu champanhe, e solta um suspiro. – Desculpa, eu tenho costume de falar de mais, e eu tenho quase certeza de que você não quer passar a sua véspera de Ano Novo, ouvindo uma desconhecida reclamar. - Por incrível que pareça, eu estou gostando de ouvir você falar, e olha que nesses últimos meses, tudo o que eu mais queria, era um total silencio ao meu redor. – Ele abaixou o seu tom de voz, para que somente eu pudesse ouvi-lo. Era como se ele estivesse me contando um segredo. – A equipe que eu contratei me disse que essas eram as cores do momento, para uma rica decoração. Acho que fui ingênuo em acreditar neles. - No quesito rico, eles estão certos, pois sempre que olhamos para o dourado, sempre nos lembramos dos ouros, mas eles exageram um pouco na cor. – Eu olhei ao redor, e não consegui conter o suspiro. – Esse hotel é tão grande, tem um bom espaço e a vista para a praia, torna esse lugar tão perfeito. Mas é uma pena que não souberam aproveitar. - Se o trabalho de cuidar do designe do hotel estivesse nas suas mãos, o que você teria feito? – Ele me pergunta tirando as suas mãos dos bolsos, e cruzando os seus braços na frente do seu corpo, e fazendo a típica cara de homem de negócios. - Eu trabalharia com as cores azul céu, azul marinho, porcelana e colocaria alguns detalhes em dourado. – O respondo enquanto começo a imaginar o que eu faria por aqui. – Os tons azuis, seria para representar o mar, a porcelana seria para representar a areia clarinha da praia e o dourado, seria para representar a riqueza e luxo do lugar. E ao invés de usar os lustres dourados que deixa o ambiente pesado, eu usaria um da cor azul céu, mas ele teria que ser transparente, e o seu formato teria que lembra vários castiçais, assim traria delicadeza para o ambiente. - Parece que ficaria incrível. – Ele comenta, e quando volto a olhá-lo, vejo que os seus olhos se encontram focados no meu rosto, e um charmoso sorriso brinca em seus lábios. – Será que alguém aqui teve essas mesmas observações, que você teve? - Não, as pessoas aqui parecem estar somente preocupadas em desfilar por aí, mostrando as suas roupas de grifes e suas joias absurdamente grandes, ou conversar com alguém que aparenta estar em uma posição social mais elevada do que a dela. – Dou de ombro, e vejo que mais uma vez eu juguei as pessoas da alta sociedade em voz alta. – No final das contas, o seu hotel não é o que realmente está chamando a atenção aqui. Sorte a sua. - Mas e se alguém tiver notado? – Ele insiste em bater nesta mesma tecla. - Certo, se alguém tiver notado e vir falar com você, basta diz que é ano novo, e que escolheu as melhores cores para essa ocasião. – Suspiro. – O dourado é para as pessoas aqui se terem mais riquezas no ano que vem, o vermelho é para atrair o verdadeiro amor e o branco, e para eles terem paz. Até mesmo os ricos, precisa de sorte no amor e ter um pouco de paz. - Eu posso te fazer uma pergunta? – Para autorizar que ele prossiga, eu aceno com a cabeça. – Por que você tem preconceito, com pessoas ricas?
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