CAPÍTULO 32 — GREGÓRIO NARRANDO Eu não gostava de reuniões longas. Quando precisava resolver alguma coisa, preferia informação direta, decisão rápida e cada homem sabendo exatamente o que deveria fazer. Naquela manhã, porém, eu estava no escritório com Kaio e João havia tempo demais, porque o problema envolvendo Cecília tinha deixado de ser uma simples questão familiar. O pai dela estava no Rio, já tinha tentado negociar comigo, já tinha colocado gente para acompanhar os passos dela e agora começava a usar os contatos que tinha para me pressionar. Eu não gostava disso. Não porque tivesse medo das ameaças, mas porque aquele homem estava tentando transformar uma decisão que pertencia à própria filha em uma disputa de poder. E eu não aceitava que ninguém entrasse na minha casa para levar alg

