Capítulo Um - Priscilla

1048 Words

Quando o médico disse que eu já estava com 50% da visão recuperada dei pulos de alegria todos comemoraram junto comigo inclusive o Adriano que por pouco não nos beijamos.

Estávamos tão empolgados com a notícia que ficamos frente a frente, mas eu me afastei.

Acho que todo esse tempo, juntos estar nos fazendo confundir as coisas, acho que preciso ter uma conversa séria com ele e vou aproveitar agora já que o mesmo vai dormir de novo aqui em casa e o quarto de hóspedes virou praticamente a sua casa.

Estou morando sozinha desde o acidente, eu me recusei a voltar para casa e ter que aguentar o desprezo da dona Sílvia isso serviu para que eu o papai nos aproximasse mais, acho que a nossa relação pai e filha nunca deu certo por causa daquela bruxa que eu um dia chamei de mãe.

Decido parar de enrolar e vou até o quarto de hóspede na porta e espero ele abrir.

Quando o mesmo abre a porta quase esqueço de como respira. O mesmo estava enrolada na toalha tinha acabado de sair do banho. As gotas de água escorrendo pelas suas tatuagens o deixando extremamente sexy se é que ele poderia ficar, mas sexy do que já é.

— Deveria ter me chamando Priscilla eu sei que já está quase voltando a enxergar, mas não é bom subir as escadas sozinhas.

Como sempre se preocupando comigo.

— Eu tomei cuidado é precisamos conversar.

— Pode entrar eu vou me trocar no banheiro.

Entro e espero o mesmo se arrumar confesso que estou muito nervosa talvez o melhor fosse manter o Adriano afastado por um tempo até eu descobrir o que está acontecendo com essa avalanche de sentimentos que estar ocorrendo dentro de mim.

— Pronto desculpas a demora é que eu não podia conversar com você só de toalha né?

— Claro. Adriano eu acho que você estar confundindo as coisas entre a gente?

— Como assim Priscilla onde você estará querendo chegar?

Percebo que ele elevou um pouco o tom de voz. Droga! Como vou conversar com ele assim se mau falei e ele já estar nervoso.

— Que nós dois estamos confusos em relação aos nossos sentimentos.

— Nós dois eu acho que não estamos confundindo nada Priscilla.

— É claro que estamos quase nos beijamos Adriano.

— Onde isso é confundir sentimentos Priscilla?

Fico muda ele estar querendo me intimidar, mas eu não vou deixar.

— Claro que é Adriano não posso negar que você tem sido muito importante desde que eu sofri o acidente você e meu irmão e a Manuela me deram um apoio e ainda estão me dando que nada no mundo me fará esquecer, porém Adriano você sempre amou a Manuela quem me garante que você não queira estar do meu lado para provoca-lá.

— Como você pode insinuar que eu quero te usar Priscilla, acha mesmo que se eu quisesse fazer isso não já teria feito afinal você estar frágil seria fácil, outra eu não ia cuidar esse tempo todo de você se eu não sentisse algo muito forte por você Priscilla.

O Adriano grita e eu me assusto, porém ele acabou de me da, um toque de realidade.

— Eu não queria te ofender Adriano, mas é que eu tenho medo.

— Medo de que Priscilla? De ser amada, de se permitir ser amada.

Penso um pouco e talvez ele tenha razão, o único amor que conheci foi o do meu irmão digamos que minha primeira experiência com o meu ex namorado não tenha sido boa por está razão eu esteja duvidando tanto desse amor dele por mim.

— Eu tenho medo Adriano ninguém nunca me amou de verdade tenta me entender.

— Eu entendo Priscilla, mas não dá, mas para continuarmos agindo como se eu e você não sentíssemos nada um pelo outro assim estaremos agindo como criança.

— Você tem razão, mas o que vamos fazer Adriano? O pergunto já com as lágrimas descendo pelo meu rosto.

Espero alguns segundos e quando dou por mim já estou prensada na parede com as minhas duas mãos presas pelas do Adriano. Sinto minha respiração ofegante.

Antes que eu tenha tempo para reagir sinto sua boca sobre a minha, sedenta. Nos beijamos como se a nossa vida dependesse desse beijo.

Paramos por falta de fôlego e continuamos nos encarando os nossos olhos parecem ter um ímã, eles não conseguem desviar um do outro nem por um segundo se quer. Simplesmente criamos uma bolha entre nós onde só escute eu e ele.

— Será que esse nosso beijo te responde alguma coisa Priscilla? Ele me pergunta quebrando o silêncio que tinha se instalado entre nós.

— Sim. Respondo sorrindo. Ele me quer disso eu não tenho dúvidas. O nosso beijo falou por si, nem é preciso, mas de palavras para explicar.

— Isso quer dizer que você vai nos dar a chance de viver o nosso amor?

— Estar bem Adriano nos vamos tentar, mas com uma condição.

— Todas que você quiser minha princesa de Rubi.

— Já que vamos embarcar num relacionamento você tera que me prometer que vai tentar conviver em paz com o meu irmão.

— Ah! não Priscilla você sabe que o seu irmão não me suporta.

— Pois você e ele terão que começar a se suportar porque se você não me prometer que vai tentar nem vamos iniciar nada ouviu.

— Sabia que é feio ameaçar senhorita Priscilla? O mesmo me perguntar rindo e eu já sei que ele vai aprontar.

Ele me pega nos braços e começa a me rodar sorrio com a sensação maravilhosa de estar nos braços de quem eu amo.

— Eu te amo princesa de rubi e por você eu sou capaz de suportar tudo inclusive o metido do seu irmão.

— Agora sim, podemos anunciar pros quatros cantos que estamos juntos. Digo sorrindo o quanto o mesmo me segura em seus braços me beijando, mas uma vez.

Ficamos a tarde toda assim nesse clima de romance, confesso que estou morrendo de medo da reação do Nathan quando souber que resolvi assumir um namoro com o Adriano com certeza ele vai surtar, porém eu estou disposta a tudo para viver esse amor inclusive enfrentar o meu próprio irmão.

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