Capítulo 14 — A Proposta de Arlete Lobo narrando Nunca acreditei em arrependimento. Na maioria das vezes, as pessoas só se arrependem quando as consequências chegam. Arlete era uma delas. Assim que o soldado avisou que ela havia voltado ao morro, desci para o escritório da boate. Ela já me esperava. Sozinha. Sentada na mesma cadeira onde, dias atrás, implorava por mais prazo. Dessa vez não havia maquiagem impecável nem sorriso falso. Seu rosto denunciava noites m*l dormidas. Assim que entrei, ela se levantou imediatamente. — Obrigada por me receber. Fechei a porta atrás de mim. — O que você quer? Ela segurava uma pasta preta contra o peito. Aproximou-se da mesa e a colocou diante de mim. — Vim trazer os documentos da Luísa. Não respondi. Abri a pasta. Lá estavam o RG, C

