15

1019 Words

Capítulo 15 — Saudade Luísa narrando Nunca imaginei que sentir saudade pudesse doer fisicamente. Era como carregar um peso invisível sobre o peito. Por mais que eu tentasse respirar fundo… O ar nunca parecia suficiente. Passei o dia inteiro trancada no quarto. Não queria conversar. Não queria descer. Nem mesmo consegui tocar no café da manhã que Dona Célia havia preparado com tanto carinho. Meu corpo estava ali. Mas minha alma… Ainda tinha ficado na porta da mansão, vendo o carro do meu pai desaparecer pela última vez. Sentei na cama e olhei para a pequena mala que havia trazido comigo. Na verdade, não era uma mala. Era tudo o que restava da minha vida. Levantei devagar. Abri o zíper. Havia poucas roupas. Um livro. Meu nécessaire. E, no fundo, um pequeno porta-retrato

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