Capítulo 32 — Sorriso Lobo narrando Nunca gostei de festas. Enquanto a comunidade via música… Eu via responsabilidade. Quanto mais gente reunida, maior o risco. Mais olhos atentos. Mais homens espalhados pelos acessos. Mais rádios ligados. Enquanto as crianças brincavam e os moradores dançavam, eu conferia cada detalhe. — Entrada de baixo? Perguntei sem desviar os olhos da praça. Vinicius respondeu imediatamente. — Dois homens. — Escadaria principal? — Três. — Caixa d’água? — Mateus deixou um atirador lá em cima. Assenti. Era assim que eu trabalhava. Ninguém percebia. Mas cada festa, cada evento, cada comemoração… Tinha um esquema inteiro de segurança funcionando por trás. Porque bastava um erro. Um segundo. E tudo acabava. Depois de conferir tudo, encostei na cam

