A guerra tinha começado. E eu, por fim, estava livre para lutar por mim. O salão já era um campo de batalha. Gritos, tiros, mesas viradas, sangue no chão, cristais estilhaçados misturados ao perfume das flores esmagadas. Lorenzo comandava o avanço dos Valentini com precisão de general: Dante e Luca protegiam cada centímetro ao redor de mim e Salvatore, como guardiões de um segredo precioso demais para ser perdido de novo. Atrás das colunas, homens dos Ricci e Romano disparavam às cegas, o pânico transformando aliados em inimigos, velhos amigos em feras assustadas. Salvatore apertava minha mão com força, me puxando atrás dele, o olhar selvagem sempre atento a qualquer ameaça. — Vamos sair daqui, Bianca — ele gritou, a voz afundada no caos. — Fica colada em mim, não solta, não importa

