Aaron assentiu, indicando que entendia, mas sua mente estava confusa. Desde que acordara sozinho em um dos quartos de seu clube, com alguns dólares na mesa de cabeceira, ele estava obcecado pela mulher que vira apenas uma vez.
Sua conversa foi interrompida por uma batida na porta. O servo falou suavemente: "Primeiro Jovem Mestre, os preparativos foram concluídos. O Velho Mestre o convida para descer."
"Entendi."
Do lado de fora da imponente mansão da família Granger, Elena RoseFord permanecia imóvel, seu corpo rígido como gelo. Seu olhar permanecia fixo no chão, sua expressão vazia e distante.
Ela estava adornada com um vibrante vestido vermelho que chegava aos ombros, sua cor contrastava fortemente com sua pele pálida e clara. O tecido aderia delicadamente à sua figura perfeita, acentuando suas curvas e realçando sua graça. Em seu conjunto cuidadosamente escolhido, ela parecia uma frágil rosa vermelha.
Embora seu exterior parecesse sereno, sob a superfície, suas emoções turbilhonavam, um turbilhão de pensamentos e sentimentos que ela lutava para conter.
Damon Donovan acenou satisfeito e a advertiu em voz baixa: "Este é um grande evento para o qual estamos indo. É melhor você se comportar bem e não arrumar problemas. Caso contrário, haverá consequências."
Após agarrar fortemente o braço de Elena, Damon a conduziu pela imponente entrada da mansão da família Granger. O peso de seu toque permaneceu em sua pele, um lembrete indesejado de seu controle sobre ela.
Ao entrarem no grande salão, todos os olhares se voltaram para Elena, seus olhares cheios de uma mistura de curiosidade e admiração. Sua presença comandava atenção, seu comportamento elegante e sua beleza cativante hipnotizando aqueles que a viam.
Sussurros de admiração preenchiam o ar, suas vozes carregando um toque de inveja, pois Elena havia se tornado objeto de desejo e fascínio.
Damon, desfrutando da atenção concedida a ele pela presença de Elena, saboreava a sensação de ser o centro de inveja entre outros homens. O aperto cada vez mais firme em seu braço não era apenas uma demonstração física de domínio, mas também um gesto possessivo.
Elena sentia uma mistura de desconforto e frustração à medida que o aperto de Damon se intensificava, uma afirmação silenciosa de seu poder. Os olhares dos espectadores, embora momentaneamente lisonjeiros, serviam como um lembrete contundente da gaiola dourada em que ela se encontrava aprisionada.
"Olhe para esses tolos. Acham que podem ter minha mulher", murmurou Damon.
Internamente, Elena sorriu. Por uma noite, ela pertencia a outro homem, não a Damon, e isso a deixava mais feliz do que havia sido em três anos.
Do outro lado do vasto salão, Aaron e Harley desciam as escadas da mansão. Harley continuava falando sem parar. E assim que Aaron desceu as escadas, viu uma figura bonita e parou.
"O que você está olhando?" Questionou Harley, sua própria curiosidade despertada.
Aaron, ainda encantado pela mulher de vermelho, encontrou sua voz subjugada enquanto respondia: "Quem é aquela?"
Seguindo o olhar de Aaron, Harley viu a bela mulher de vermelho. "Ei, olha só! Ela é realmente uma beleza, não é? Como é que eu nunca a encontrei antes? Mas reconheço o homem ao lado dela. É Damon Donovan, o chefão do Grupo Phantom dos Donovans. Dizem que ele é uma estrela em ascensão no mundo dos negócios, uma força a ser reconhecida. O Grupo Phantom tem causado um alvoroço há alguns anos..."
Aaron não disse uma palavra, mas seus olhos se fixaram novamente na mulher.
Ele se lembrou do momento em que os dedos macios e delicados dela correram por seu corpo, seu coração batendo loucamente a cada toque.
É claro, Aaron não ia aos clubes para se divertir. Eram seus locais de trabalho, e ele nunca dormia com nenhuma daquelas mulheres. Mas havia algo diferente na mulher que o agarrou pelo braço e pediu por seus serviços.
Naquela noite, ele claramente se lembrou de como aquela mulher foi capaz de despertar a fome e o desejo em seu interior. Foi uma experiência inesquecível, para dizer o mínimo. Especialmente quando ela é tão gostosa e sexy... ainda mais razão para ele nunca esquecê-la.
'E eu pensei que não seria capaz de encontrá-la.' Aaron se resignara à crença de que nunca seria capaz de localizá-la, mas o destino havia intervindo, concedendo-lhe outra chance. A mulher que havia acendido uma chama dentro dele agora estava ao seu alcance.
"Vamos falar com esse Damon então", disse Aaron, já caminhando em direção ao casal no centro do salão.
"Claro, senhor", seguiu Harley.
**
Aaron era um dos homens mais ricos e influentes do país. Alguns o admiravam, outros o temiam. Mas todos davam passagem para ele passar, como se ele fosse uma espécie de deus.
Harley, sempre o companheiro amigável, ofereceu uma saudação calorosa a Damon e Elena, sua voz transbordando genuína alegria. "Boa noite. Estou feliz em vê-los aqui."
Damon respondeu com um aceno educado, reconhecendo a presença de Harley. "O prazer é nosso", ele respondeu.
O olhar de Elena encontrou o de Aaron, provocando uma conexão sutil porém inegável que enviou um arrepio pela sua espinha. Ela lhe lançou um sorriso coquete, os lábios se abrindo para revelar um indício de intriga. "É verdadeiramente um prazer", ela murmurou. "Vou deixá-los à sua conversa." Ela se desculpou graciosamente, deixando para trás um rastro de perfume sutil e olhares persistentes enquanto desaparecia na multidão agitada.
Aaron, sua atenção nunca se afastando de Elena, observou cada movimento dela com uma intensidade que refletia o foco inabalável de um falcão. Seu olhar permaneceu na figura se afastando dela.
O homem se viu dividido entre a curiosidade e a cautela. Havia algo nela, um atrativo que acendia uma chama dentro dele, um desejo de descobrir os segredos que ela carregava.
Por que ela usava um nome falso?
Por que ela estava no clube?
Por que ela traiu o marido?
Enquanto a via desaparecer ao longe, ele resolveu aproveitar qualquer oportunidade que o aproximasse dela.
Aaron cutucou Harley, que estava ao seu lado. "Você pode ir na frente, eu volto mais tarde."
Então ele seguiu os passos da senhora até o banheiro.