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A PREFERIDA DO CEO

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Blurb

Para salvar a vida da minha mãe, assinei um contrato que nunca deveria envolver sentimentos.Durante três anos, fui a esposa perfeita do CEO mais admirado do país, elegante em público, invisível em particular.Quando o contrato acabou, eu fui embora sem olhar para trás… levando comigo um amor que ele nunca percebeu.Um mês depois, nossos olhares se cruzaram novamente, em uma festa luxuosa da empresa que ainda carregava meu nome nos corredores.Ele se aproximou como se nunca tivesse me perdido e disse, com a voz baixa e perigosa:“O nosso contrato ainda não terminou.”Mas ele não sabia que eu já não era mais a mulher que assinou aquele papel.Nem que desta vez, quem tinha algo a perder… era ele.

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O DIA EM QUE ASSINEI MEU DESTINO
Eu aprendi a sorrir usando alianças que nunca significaram amor. Aprendi a caminhar ao lado de um homem que o mundo inteiro admirava, enquanto eu era apenas um detalhe conveniente na vida dele. Nosso casamento começou com uma assinatura. E terminou com meu coração em silêncio... Eu não assinei aquele contrato acreditando que mudaria minha vida. Assinei acreditando que salvaria outra. Minha mãe dormia em um quarto branco demais, silencioso demais, enquanto máquinas respiravam por ela. O médico havia sido claro, usando palavras técnicas que tentavam esconder a verdade: sem a cirurgia, o tempo seria curto. Curto demais para quem ainda precisava aprender a viver. Quando saí do hospital naquela manhã, o mundo continuava girando como se nada estivesse errado. Pessoas atravessavam a rua, falavam ao telefone, riam. Eu queria gritar que tudo estava desmoronando, mas engoli o choro. Aprendi cedo que o desespero não paga contas. Foi assim que aceitei o convite para subir até o último andar do prédio mais imponente da cidade. O Grupo Montez ocupava um quarteirão inteiro. Vidro, aço e silêncio. Cada passo meu naquele hall ecoava insegurança. Eu era apenas uma secretária executiva, eficiente, discreta, invisível. E invisíveis são fáceis de negociar. A secretária me conduziu até a sala dele. Rafael Montez não se levantou quando entrei. Estava atrás de uma mesa larga, impecável, olhando para a tela do computador como se o mundo dependesse daquele gesto. Talvez dependesse. — Pode se sentar, Helena — disse, sem me olhar. A voz era firme, segura, acostumada a ser obedecida. Sentei-me com a postura mais ereta que consegui. Minhas mãos estavam frias, mas mantive-as entrelaçadas sobre o colo. Ele finalmente ergueu o olhar. Rafael Montez era exatamente como os jornais descreviam: bonito de um jeito sério, quase perigoso. Nada de sorrisos fáceis ou charme óbvio. O tipo de homem que não precisava se esforçar para impor presença. O tipo que nunca perde. — Vou ser direto — disse. — Sei da situação da sua mãe. Sei que o plano de saúde não cobre o procedimento. E sei que você não tem alternativas. Engoli em seco. Não era crueldade. Era objetividade. — O que eu vou propor não é comum — continuou. — Mas resolve o seu problema. E o meu. Ele deslizou uma pasta preta pela mesa até mim. — Um contrato de casamento. Três anos. Meu coração falhou uma batida. — Casamento…? — minha voz saiu baixa demais. — De fachada — esclareceu. — Preciso de uma esposa. Estável, discreta, confiável. Alguém que não traga escândalos, que cumpra o papel com excelência. Em troca, eu assumo todas as despesas médicas da sua mãe. Antes, durante e depois do contrato. Abri a pasta com dedos trêmulos. As cláusulas estavam organizadas com uma frieza assustadora. Aparições públicas, eventos, confidencialidade. Nenhuma obrigação íntima. Nenhuma promessa de amor. Era um acordo limpo. Prático. c***l. — Por que eu? — perguntei. Ele me analisou por alguns segundos antes de responder. — Porque você é competente, não chama atenção e não se mistura emocionalmente com o que faz. — Fez uma pausa. — Achei que fosse exatamente isso que você precisava agora. Talvez fosse. Fechei a pasta devagar. — Eu posso pensar? — Claro. — Ele assentiu. — Mas não por muito tempo. O hospital também trabalha com prazos. Naquela noite, sentei ao lado da cama da minha mãe e segurei sua mão magra. Ela sorriu, fraca, tentando ser forte por mim. Sempre foi assim. Eu sempre fui assim. No dia seguinte, voltei ao último andar. Assinei. Naquele momento, deixei de ser apenas Helena Duarte. Tornei-me a futura esposa do CEO mais influente do país. Não por amor. Por sobrevivência. O casamento aconteceu três meses depois. Foi um espetáculo impecável. Flores brancas, música clássica, convidados importantes. Revistas disputavam cada detalhe. Eu sorria para as câmeras com um vestido que parecia um sonho. Mas sonhos não pesam tanto no peito. Rafael segurava minha mão com firmeza ensaiada. Seu toque era correto, respeitoso, distante. Éramos dois estranhos unidos por uma assinatura. Na noite do casamento, ele me acompanhou até a porta do quarto. — Vou dormir no quarto ao lado — disse. — Acredito que seja melhor assim. Assenti. Não havia decepção. Não havia expectativa. Ou era o que eu dizia a mim mesma. Os dias viraram semanas. As semanas viraram meses. Aprendi a ser a esposa perfeita. A mulher que o acompanhava em jantares de gala, que sorria no momento certo, que nunca falava demais. Aprendi a andar ao lado dele sem jamais invadir seu espaço. E, aos poucos, aprendi a conhecê-lo. Rafael trabalhava demais. Dormia pouco. Observava tudo. Às vezes, quando achava que ninguém via, parecia cansado. Sozinho. Humano. Eram nesses momentos que meu coração traía o acordo. Nunca houve beijos fora do protocolo. Nunca houve carícias. Nunca houve promessas. Mas houve silêncios longos demais. Olhares que demoravam a se desfazer. Uma convivência que, sem que eu percebesse, começou a significar mais para mim do que deveria. Eu me apaixonei sozinha. E isso é a forma mais dolorosa de amar. No último dia do contrato, arrumei minhas malas com cuidado. Três anos de vida cabiam em duas malas médias. Três anos de sentimentos não ditos pesavam mais. Rafael me encontrou no hall. — Espero que sua mãe esteja bem — disse. — Está — respondi. — Obrigada por cumprir sua parte. Ele assentiu. Nada mais. Saí daquela casa sem olhar para trás. Um mês depois, recebi um convite para a festa de celebração da nova fase do Grupo Montez. Não fazia sentido ir. Mas algo dentro de mim precisava encerrar aquele ciclo olhando-o nos olhos. O salão estava lotado. Luxuoso. Familiar demais. Eu conversava distraidamente quando senti. Aquela presença. Aquela energia silenciosa que eu conhecia tão bem. Levantei o olhar. Rafael estava a poucos metros, me observando como se me visse pela primeira vez. Nosso passado inteiro passou entre nós em um segundo. Ele se aproximou. — Você está diferente — disse. — A vida continua depois dos contratos — respondi, tentando parecer firme. Ele se inclinou levemente, a voz baixa, intensa. — O nosso contrato ainda não terminou. Meu coração disparou. E naquele instante, eu soube: eu podia ter ido embora da casa, do sobrenome, do acordo. Mas dele… talvez nunca tivesse ido de verdade.

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