Chorei, gritei, pedi para ele me levar de volta, mas ele ficou em silêncio e somente dirigia olhando para a estrada! Uma neblina fraca e fria começou a cair, parei de gritar e chorar, pois ele não importava e eu já estava exausta de tanto chorar e pedir para ele me levar de volta! Ele continuou dirigindo seguindo em alguma estrada que eu não conhecia tudo estava escuro. Começou a cair uma forte chuva me deixando mais com medo ainda! Os relâmpagos cortando o céu iluminando o asfalto e o matagal dos lados da estrada! Ele acendeu um cigarro, fumou o cigarro prestando atenção na direção sem me olhar! Meu corpo tremia todo de frio e muito pavor! Vi algo andando no asfalto e quando o carro aproximou, percebi que se tratava de uma grande jiboia! Ele conseguiu desviar da serpente continuando dirigindo na estrada deserta, escura com a forte chuva caindo!
O dia amanhecia quando abri os olhos percebendo que tinha pegado no sono e o carro subia numa estrada de terra vermelha com muitas pedras ao redor e dava medo de olhar para o lado, pois parecia não ter fim lá embaixo! Eu não entendia como ele não estava cansado de tanto dirigir! Os olhos abertos e segurava firme no volante, pois os pedregulhos faziam com que o carro balançasse. Fumava e fumava, jogando o pedaço de cigarro por uma pequena fresta do vidro do carro e voltava a fechar!
Eu estava faminta quando ele fez uma curva na estrada e continuou subindo montanha acima e vi uma casa de madeira bruta com duas janelas e uma porta fechadas. Ele dirigiu até o rancho de madeira e enfim parou o carro em frente ao rancho! Meu corpo tremia de frio, o vento era tão forte que uivava muito alto e dava para ouvi-lo mesmo dentro do carro fechado! Ele ficou olhando á frente com um olhar perdido por alguns minutos, como se pensasse!
Fumou um cigarro carregando aquele olhar estranho, quando abriu o vidro do carro para jogar o cigarro aceso fora, o vento entrou pela janela aberta e quase congelou tudo ali! Ele sem me olhar falou com voz ameaçadora:
_Desça do carro!
Abriu a porta do carro e desceu me esperando descer também. Eu tremia toda de frio e de muito medo! Como não desci, ele deu a volta abrindo a porta e segurou num dos meus braços me puxando para fora do carro com brutalidade!
Ele andou até o rancho de madeira, tirou a chave do bolso abriu a porta e entrou ali. Como fazia muito frio lá fora, entrei observando tudo ao redor. Uma mesa de madeira bruta no meio da sala com quatro cadeiras pesadas, um sofá revestido de couro bruto próximo de uma das janelas. Um quarto com uma cama de casal e um guarda roupa. Andei pela casa entrando na cozinha com uma lareira, um fogão á lenha, outro fogão a gás próximo da pia e de um armário de madeira com copos, vasilhas e alimentos. Ele abriu a porta da cozinha e vi um quintal com galinheiro vazio, um chiqueiro sem porcos que parecia ter sido feito recentemente. Um cachorro de pelos negros apareceu correndo ao encontro de Lucas que acariciou a sua cabeça como se os dois fossem grandes amigos. Olhei á frente e vi altas montanhas ao redor. Lucas deu alguns passos, parou virando o corpo e falou:
_Esse será o seu lar de agora em diante...
Meu corpo voltou a tremer, cruzei os braços tentando controlar a tremedeira e guaguejei:
_Você não pode fazer isso...
Ele cravou os olhos nos meus e gritou me assustando:
_E por qual motivo eu não posso fazer isso?
Só naquele momento, entendi o quanto a minha mãe teve razão em temer aquele rapaz! Minha voz saiu tremida:
_A minha... Mãe... Espera-me...
E continuou me encarando por um tempo, virou o corpo e deu alguns passos, mas parou, quando me ouviu falar:
_Ela vai me procurar e te denunciar a polícia!
Ele se virou rapidamente andando na minha direção, segurou com uma mão só no meu pescoço apertando-o com os dedos! Meus gritos ecoaram pelas montanhas afora! Ele falou ainda apertando o meu pescoço:
_A presa aqui é você garota... Cuidado com o que fala...
Meus olhos arregalados olhavam para um homem que eu jamais podia imaginar do que ele era capaz de fazer! Soltou-me brutalmente, cair no chão de terra sentindo o cachorro me lambendo. Levantei ouvindo o motor do carro sendo ligado. Olhei tudo a volta, eu só vi montanhas, uma estradinha que seguia para frente da casa. Altas árvores lá embaixo da ribanceira de pedras e matos.
Meu corpo temeu todo quando ouvi uma voz atrás de mim:
_Não tente fugi jamais desse lugar, pois será devorada por algum leão, urso ou bicho faminto e se ouvi algum barulho, corra para dentro da casa e tranque a porta. Vou até a cidade...
Não podia acreditar que ele estava fazendo aquilo comigo e levar tudo como se nada estivesse acontecendo! Corri e avancei sobre ele agarrando no seu corpo forte começando a chorar implorei:
_Pelo amor de Deus... Não me deixe aqui... Eu quero a minha mãe... Por favor... Leve-me de volta!
Ele segurou nos meus dois braços me afastando dele e fazendo com que eu o encarasse:
_É Isso aí. Está aprendendo a me pedir as coisas com humildade, mas infelizmente, vai ter que ficar aqui por um tempo...
Ele me empurrou e se afastou eu corri seguindo-o! Entrou no carro e antes de sair, colocou a cabeça e um braço para fora da janela e falou com um sorriso sarcástico no rosto:
_Eu estou avisando para não ficar aqui fora... Eu estou avisando... Depois não vem falar que eu não te avisei!
Meu corpo tremia de pavor e muito frio em pé olhando o carro se afastar! Entrei no rancho e acendi a lareira e fui para o quarto procurar no guarda roupa alguma blusa de frio. Para o meu espanto, dentro do guarda roupa, tinha muita roupa de frio para mulher e ainda com etiqueta! Ele tinha armado tudo e por muitos dias! Peguei uma das blusas grossas de lã, vesti e fui para a cozinha procurar algo para comer. Só vi biscoitos e coisas para cozinhar e como eu não sabia cozinhar, comi biscoitos sentando em cima da borda do fogão a lenha observando o cachorro abanando o rabinho sentado no chão me pedindo comida, eu lhe dei alguns biscoitos e pensei que tudo ia acabar quando o Marcelo e a minha mãe me encontrasse, pois eles iriam me procurar com certeza! Aquele lugar não deveria ser muito difícil de encontrar e é claro que a minha mãe ia denunciar o Lucas, pois a minha amiga Sandra viu ele me sequestrando e ia contar tudo para a minha mãe e a polícia!
Continuei pensando assim, quando a noite caiu fria e escura. Tudo se tornou aterrorizante ali! Acendi um lampião que estava em cima do fogão à lenha, deitei na grande cama no quarto cobrindo-me com o grosso coberto, acabei pegando no sono.
Acordei com o sol entrando pelas frestas da janela.
Levantei, percebendo que Lucas não tinha vindo. O terror dominou-me por pensar que ele podia me deixar ali e sozinha sem nada para comer ou beber, eu seria comida de algum animal selvagem como ele mesmo disse!
Quando ouvi o ronco do carro aproximando, já passava do meio dia! Corri abrindo a porta da frente, correndo em direção do carro parado em frente ao racho e sem pensar duas vezes, agarrei ao corpo forte do homem vestido calça jeans, blusa de frio com jaqueta por cima! Ele aproveitou o momento e abraçou o meu corpo! Chorei muito abraçada ao corpo masculino e falei entre lagrimas com o rosto no seu peito:
_Não me deixe nesse lugar sozinha... Eu fiquei com tanto medo...
Ele sorrindo segurou no meu queixo levantou a minha cabeça fazendo-me encará-lo e falou:
_Eu tive que ficar lá, pois papai não me deixou sair por causa da ventania que aconteceu lá embaixo...
Meu corpo tremia de tanto medo e ao mesmo tempo alegria de não está naquele lugar sozinha!
Ele mesmo preparou comida no fogão a lenha dizendo que ia trazer um botijão com gás assim que pudesse, pois não trouxe para não chamar a atenção. Em um momento como aquele, não da pra pensar em nenhuma solução para fugir ou se livrar de alguém tão doente como aquele homem! Comi muito, sem olhar para ele que também comia sentado numa cadeira á mesa e eu sentada no chão ao lado do cachorro que também comia da minha comida servida no chão.
Eu tinha que dar um jeito de fugir dali, mas não tinha a menor ideia, pois tudo dava medo até de olhar e podia ouvir algum tipo de animal dentro da mata.
A noite caiu, ele fechou a porta por causa do vento forte que piorava quando anoitecia e me chamou para o quarto! Deitei na cama, eu deitei do seu lado e ia virar o meu corpo, ele segurou no meu braço e me forçou a voltar o corpo para ele! Olhou-me com um olhar apaixonado e eu olhei-o com muito medo do que ia acontecer naquele momento! De repente, um barulho ecoou pelo ar, sem pensar, agarrei ao corpo forte soltando um grito de pavor perguntei:
_O que é isso?
Ele aproveitou do momento, me abraçando forte descendo e subindo uma mão pelo meu corpo falou:
_É um urso... Por isso que o cachorro dorme aqui dentro, para não ser devorado lá fora!
Levantei os olhos encarando-o e falei:
_Você está brincando comigo?
Ele sorrindo, alisou os meus cabelos com a mão:
_Não... Não gata... É verdade! Esse lugar é quase virgem de humanos... Meu pai comprou essas terras e eu construir esta casinha para a gente morar...
Meus olhos arregalaram, ele nem se importou com a minha surpresa, falou:
_Se fizer amor comigo essa noite, prometo que amanhã te levarei de volta!
Meus olhos encheram-se de esperança, mas cair em si do que ele estava pedindo em troca e falei:
_Eu... Eu nunca fiz sexo...
Ele soltou uma gargalhada sarcástica falou:
_Garota... Eu te vi agarrando o Marcelo com muita safadeza na festa de formatura... Eu não sou bobo...
Continuei olhando nos seus olhos:
_Eu nunca fiz sexo com ele e nem com homem nenhum...
Ele parou de sorrir, acariciou os meus cabelos e falou:
_Então faça comigo agora e te prometo que amanhã te levo de volta para casa...
Ele só queria sexo, melhor fazer o que ele pedia do que ficar ali para sempre! Perguntei:
_Você promete?
Ele balançou a cabeça beijando a minha testa falou:
_Sim... Prometo!
Não tinha como não fragilizar numa situação tão critica e ameaçadora como aquela! Eu era uma simples presa nas garras de um homem que tudo podia fazer e o coração continuava de perda, por esse motivo, deixei a boca úmida avermelhada de lábios cheios devorarem a minha boca! As mãos deslizarem pelo meu corpo dando atenção nos s***s durinhos e empinados de m*****s róseos. Ele parou de beijar a minha boca descendo muito devagar até um dos meus s***s e confesso que senti muito prazer com a boca no meu seio! Levantou a blusa de frio e a blusa de malha começando a passear a língua no mamilo que endureceu de tanto prazer! A boca se fechou ali sugando o bico do seio tirando um gemido tímido da minha garganta! Ele ficou ajoelhado na cama começando a tirar as minhas roupas e quando percebia que eu acordava para o que ia acontecer, ele voltava a beijar-me deitando por cima do meu corpo.
Ele foi carinhoso ao me possuir rompendo a minha virgindade beijando a minha boca, s***s e colocando a boca no meu ouvido perguntando se estava gostoso e eu respondia que sim bem baixinho deixando-o mais e******o! Ele mexeu e gozou dentro de mim continuando mexer até que eu gozasse também! Dormi com a cabeça no seu peito, pensando que ele não era tão r**m como todos comentavam e eu pensava. Pensando que na manhã seguinte, eu estaria em casa e tudo teria acabado e não foi tão r**m assim a troca!
Na manhã seguinte, acordei e estava vazio do meu lado, levantei da cama vesti as minhas roupas e fui para a cozinha. Procurei ele pela casa e não encontrei em lugar algum. Abri a porta da cozinha saindo, olhando para os lados com medo de algum animal aparecer, o cachorro saiu todo feliz para o quintal e fiquei do seu lado, percebi que tinha muitas galinhas no galinheiro e um porco no chiqueiro. Assustei ao ver Lucas aproximar carregando peixes, uma vara de anzol e na outra mão um revolver! Ele usava um chapéu na cabeça, calçando botas. Corri abraçando-o e falei:
_Eu estou pronta para volta para casa...
Ele fingiu não me ouvir, colocou um braço no meu pescoço e me puxou para a cozinha dizendo com um olhar feliz:
_Vou preparar o nosso almoço...
Fiquei a sua frente esbarrando-o falei:
_Depois de comermos vamos embora né...
Ele me empurrou para um lado continuou andando me deixando ali pensativa e desconfiada! Andei apressadamente atrás dele entrando na casa de madeira pela porta da cozinha e gritei:
_Você me prometeu que se eu transasse com você, me levaria de volta!
Ele voltou e saiu aproximando de uma bica onde corria água no quintal começando a limpar os peixes. Enquanto limpava os peixes e ajoelhado próximo da bica perguntou de costas:
_Então vai me dizer que, só fez sexo comigo porque prometi levá-la embora?
Ainda de pé atrás dele gritei enraivecida:
_Sim... Você sabe que sim... Agora levante daí e me leve para casa!
Ele parou de repente, de limpar os peixes! Jogou os peixes no chão. O cachorro começou a comer os peixes. Lucas com as mãos sujas levantou uma delas e acertou o meu rosto! De tão forte foi à bofetada, que cair no chão! Ele em pé me olhando gritou enraivecido:
_Nunca mais você saíra desse lugar! Nunca mais... Entendeu? Você é minha agora!
Ele saiu pisando duro! Chorei o que tinha para chorar e só levantei dali, porque começou a chover forte!