Todo àquele tempo não respirava em condições, sentia o ar pesado, os pulmões e o peito doíam. Era tão angustiante e avassalador...
- Menina Luana.
- O que foi agora Sara? eu tenho feito tudo o que tens me orientado.
- O Xeique quer que te ajude a se arrumar para hoje.
Não posso acreditar no que acabei de ouvir, eu devo ter batido com a cabeça muito forte naquele dia, porque não é possível que eu ouvi o que ouvi.
- O que mais ele quer? Terminar o que começou naquele dia? - senti minhas mãos suadas.
- Hoje por favor, faça apenas o que ele quiser, não fale, não conteste, não olhe, não respire sequer!! Apenas aceite. Eu tentei adiar esse momento mas ele não me ouve sequer. — ela fala.
- Não vou conseguir Sara, eu não consigo! - apertei as unhas sentindo elas se afundarem nas nas palmas das minhas mãos. Ela me abraça ao perceber minha angústia.
- Querida, eu não imagino o que estás a passar, eu sequer faço a mínima idéia de como é ser arrancado de um filho. Faça isso pela Ayanna, tu queres voltar para ela, não queres?
Durante esses dias que passaram eu e ela conversavamos um pouco nas horas em que ela trazia a única refeição que eu tinha durante o dia. Contei a minha história na esperança que ela fosse ajudar -me a sair desse lugar.
Ela se comoveu como qualquer ser humano empático, só não me podia ajudar. Ela sempre viveu com a família do Xeique Abul Rashid o meu algoz, que está no governo da sua tribo há 5 ou 6 anos, disse que ele nem sempre foi assim e que deve lealdade à ele por tudo o que seu pai fez pela sua família, o antigo Xeique pai de Abul era um homem bom (pelo que ela diz) foi um Xeique bom e justo, amigo dos seus súbditos.
Nos últimos anos em que esteve vivo, foi mudando o seu comportamento por influência da mulher — a mãe de Abul. — e o filho de ambos, jovem apenas reteu àquilo que via do pai nos últimos anos.
Estava mais do que claro que ela não iria ajudar-me e que provavelmente esse Xeique tirano nunca me iria libertar.
- Sara por favor, você não precisa compactuar com as coisas que esse homem faz! Quantas mulheres passaram por isso? Quantas mulheres tiveste de ajudar? Ele é perturbado, psicopata e está a arrastar você para esse mundo doentio dele. Ou a Sara está a espera que uma dessas mulheres morra nos teus braços?
Virei para olhar no fundo dos seus olhos, apelar uma última vez, ela olhou para outro lado, num canto qualquer do quarto e ficou olhando para o nada durante algum tempo, o que eu mais temia já havia acontecido, esse homem matou uma, duas, não sei quantas mais mulheres nesse lugar. A próxima podia ser eu, por isso ela insistia que não fizesse nada.
Continuei a espera de uma resposta por parte dela, apenas levantou-se e endireitou a bata que vestia, sacudiu uma vez mais as mãos na bata e disse:
- Se fizeres o que eu disse, irás ficar bem.— disse saindo.
———————-Por Abul Rashi ———————
Esperei durante dias, não que me importasse que ela não estivesse bem, eu apenas não queria que a Sara se decepcionasse uma vez mais comigo. Estou em grande dívida para com ela, sempre teve uma influência positiva na minha vida.
Desde há muito que sabemos que cada criança desenvolve padrões emocionais únicos.
Algumas crianças por exemplo, desenvolvem um padrão de baixa auto-estima enquanto outras têm auto estima saudáveis. Algumas desenvolvem padrões emocionais de insegurança enquanto outras crescem sentindo-se seguras.
Algumas crianças crescem sentindo-se amadas, desejadas e apreciadas, e outras que crescem sentindo-se m*l-amadas, indesejadas e desvalorizadas. Essas três ultimas fui eu, m*l-amado pelo meu pai, indesejado e desvalorizado pela minha mãe e em casa, a única que sempre esteve aí mostrando-me bons sentimentos foi a Sara.
Ela é muito importante pra mim, talvez até a única que sempre me amou. De certa forma, crianças que crescem com um sentido subdesenvolvido de amor emocional poderão nunca vir a sentir-se amadas e a comunicar amor, talvez seja por isso que sou incapaz de amar verdadeiramente alguém!
As pessoas cometem tantas falhas e quando questionadas a resposta mais comum é "Eu fi-lo porque o amo" esta explicação é dada para todos os tipos de atitudes: um homem não demostra o amor para o seu filho legítimo, uma mulher louca, sedenta pelo poder que usa todas as artimanhas para atingir o poder inclusive matar o próprio marido, todos deram a mesma desculpa, que o fizeram porque me amam? Não, eu não acredito no amor, eu posso até gostar, eu gosto da minha filha, do meu irmão, de Sara e da minha mãe.
Mulher alguma irá me fazer enlouquecer com uma idiotice qualquer como o "amor".
Estou intrigado pela personalidade que a Luana aparenta ter, é curioso, não vou esperar nem mais um dia. Hoje ela será minha à força, chamem o que quiser que eu não faço questão. Tudo tem de ser feito pela minha vontade.
A Sara informou-me que essa mulher tem família e uma filha, francamente isso só são detalhes que em nada me dizem. Não pretendo faze-la minha mulher.
Eu sou uma pessoa razoavelmente inteligente, nunca a faria minha esposa, o que pretendo é fazê-la minha na cama e de todas as maneiras possíveis.
— Tire as suas roupas. — ordeno.
Ela não olha pra mim, levanta da cama e tira o mesmo vestido que tinha quando a vi no primeiro dia, usava uma calcinha branca com detalhes em renda. A minha boca chegou a salivar.
Ela, continuava em silêncio obedecendo-me. Deitou-se na cama, e ao vê-la deitada sem roupa é a mais pura tentação que já tive o prazer em experimentar, em toda minha vida nunca tive uma mulher como ela é perfeita, é linda.
Não espero mais nenhum segundo e tiro as minhas roupas rapidamente, ela não olha pra mim, tem os olhos fechados e eu aproveito e deito-me cima dela, senti a sua respiração acelerar, fui com a minha mão até a sua calcinha a tirando. Conseguia ver o quão assustada ela estava, procurei o seu rosto e vi que chorava aos soluços baixinho.
O desespero tomava conta dela.
Àquilo foi o estopim para que eu ficasse completamente duro. Mesmo tendo sentido qualquer coisa ao ve-la chorar indefesa, mas não queria pensar nisso agora.
— Por favor não! Eu faço o que o senhor quiser, eu prometo nunca mais abrir a minha boca, eu juro que farei o que quiser eu prometo Senhor por favor, só não toque em mim! Eu te imploro. — suplica.
— Não é como se eu desejasse você! Eu apenas preciso fazer isso para poder livrar-me de ti. Você não significas nada pra mim. — Menti, menti miseravelmente. Eu a desejava, e desejava muito mais do que podia imaginar.
Levantei a sua perna e apertei as coxas. Estava demasiado duro, levei a minha mão direita para o seu peito, não era duro mas eu gostei da sensação, subi para ver àquilo de perto e coloquei a minha boca o sugando.
Não ouvi um gemido seu, ela sequer se mexeu, era como se nem aqui estivesse. Não satisfeito escorro as minhas mãos pelas suas costas até a b***a.
Fui descendo com a mão até a sua b****a inchada, coloquei um, dois dedos fazendo movimentos de vai e vem, não perco mais tempo e me posiciono na sua entrada quente e soco com força e freneticamente, ela é tão apertada, tão quente, quase esqueço quem sou e por alguns segundos quero que ela também goste de sentir o vai e vem do meu p*u que entrava tão fundo.
A devoro com desejo, estou louco de t***o pego a sua perna e coloco no meu peito para ir mais fundo, sinto que o meu p*u toca no seu útero mas não paro, dou mais algumas estocadas, a viro e coloco-a de quatro e volto a meter nessa b****a gostosa, impregando alguma força dou alguns tapas na sua b***a e continuo a socar fortemente sem parar, não consigo mais me segurar e então g**o.
Jogo-me na cama para descansar um pouco, olho para o lado e solto um sorriso direccionado pra ela, mas ela continua da mesma maneira sem se mover, continuava a chorar baixinho.
Ela levanta a cabeça olhando pra mim, ainda com os olhos marejados, eu sentei ao seu lado e passei a mão no seu rosto enxugando suas lágrimas e falei pra ela.
— Você nunca sairá livre daqui! Es mulher, não vales nada, nem mesmo aqui vales alguma coisa. Coloque isso na sua cabeça. Quanto antes te convenceres dessa verdade, mais fácil será pra ti.
Levanto da cama, direciono-me para o banheiro, tiro o preservativo e jogo no lixo. Entro no box e tomo um banho relaxado. Saí do banheiro volto para o quarto e visto-me, saí do quarto o trancando deixando uma Luana encolhida num canto da cama a soluçar.
Gostei de estar dentro dela, gostei ainda mais de sentir a sua b****a apertar o meu p*u. Não a deixarei ir embora.
———————Por Luana Tavares—————-
Tenho nojo daquele homem, tenho nojo do meu corpo, eu quero apagar da minha memória esse momento.
Como faço para arrancar a minha pele? Meu fio de esperança se rompera.
Na cabeça daquele psicopata ele era um bom homem, ele era decente e a errada era eu pelo simples facto de ser mulher! Ele marcou o meu corpo, me quebrou por inteiro, estou machucada até a alma e com um profundo ódio dentro de mim.
Não posso sair para o denunciar, não posso falar com ninguém porque todo mundo que está nesse lugar pertence literalmente ao Xeique.
Perdi a conta de quantos banhos já tomei, e nem com isso deixei de sentir-me suja, não tinha volta, eu estava imunda. Engraçado como o destino brinca com a nossa vida e ainda dança na nossa cara.
Nunca imaginei que em algum momento da minha estadia aqui na terra eu passaria por tantas provações! Cresci numa boa comunidade, frequentava a igreja regularmente.
Por isso não compreendo o porquê?
Qual foi o m*l que fiz ao mundo?
Quem eu feri tão fortemente que estou a pagar com uma espécie de carma?
Eu não mereço essa dor! Porque doi tanto?
Já fiz coisas que magoam, já disse palavras críticas e não me orgulho de tais escolhas apesar de elas parecerem justificáveis na altura, mas pelo amor de Deus, eu não fiz algo tão horrível para estar a pagar com o meu corpo.
Ou fiz??
*****
Nos dias que se seguiram, não conseguia manter nada no estômago, lembrava-me daquele porco. Como um ser humano consegue se deliciar com a dor alheia? Nunca irei compreender a maldade humana.
— Como é que a menina se sente?
— Morta. Por favor, não me pergunte mais nada Sara. Apenas me deixe sozinha.
E assim o fez, saiu deixando-me com as minhas dores. Eu precisava pensar, não posso ficar deprimida agora, ou nunca mais irei ver a minha filha. Nada do que ele fizer comigo irá fazer-me desistir de voltar a estar com a Ayanna.
Deixei de sentir pena de mim própria. Passado uma semana, estava a espera de ser novamente estuprada.
Não me movi, fiz exatamente o que de início a Sara havia instruído.
Fiquei quieta, ele fez tudo o que fez no primeiro dia, foi mais demorado, doloroso, eu desliguei a minha mente do meu corpo, os meus sentimentos, os meus pensamentos estavam com a Ayanna.
Apenas esperei, até que terminou e saiu de dentro de mim. Foi andando para o banheiro, eu conseguia ouvir o barulho da água. Ao sair do quarto virou pra mim e disse: "Volto amanhã, e nos próximos dias". E foi trancando a porta.
Esse homem vai me matar!