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A Pétala e a Lâmina

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Blurb

A Pétala e a LâminaOnde o amor corta mais fundo que a dor.Ela cultiva flores para sobreviver.Ele carrega cicatrizes de guerras que ninguém vê.Rosa esconde seu passado entre espinhos e perfumes, tentando recomeçar num mundo onde o toque pode ser ameaça e o amor, uma ilusão perigosa. Já Caio, conhecido apenas como A Lâmina, é um nome temido nos bastidores do crime — um homem treinado para matar, programado para não sentir.O encontro entre os dois acontece por acaso... ou pelo destino. Um buquê comprado para cobrir o sangue. Um olhar que dura mais do que deveria. Um silêncio que grita mais do que mil tiros.Ela não queria alguém como ele. Ele não podia se permitir querer alguém como ela.Mas certas conexões ignoram a lógica — e florescem mesmo em solo infértil.Entre beijos e balas perdidas, segredos e redenção, Rosa e Caio descobrem que o amor pode ser a mais c***l das armas. Porque quando um assassino encontra a única mulher capaz de desarmá-lo, a guerra deixa de ser externa — e se torna interna.E às vezes... a lâmina mais perigosa é aquela que toca o coração.

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Prólogo: O Início - As Flores Falam
Rosa sempre acreditou que as flores podiam dizer o que as palavras não eram capazes de expressar. Cada pétala que ela tocava carregava um pedaço de si mesma, uma história de delicadeza, amor e, às vezes, dor. A floricultura em que trabalhava era seu refúgio, um santuário de cores e aromas onde o mundo exterior parecia não existir. Era ali, entre jarras de rosas, lírios e orquídeas, que ela encontrava consolo para as cicatrizes invisíveis que carregava. Mas, como toda flor, seu refúgio também estava prestes a desabrochar para algo perigoso, algo que ela não poderia prever. Naquela tarde, o céu estava coberto por nuvens pesadas, como se a própria natureza pudesse prever a tormenta que se aproximava. Rosa arrumava as flores na vitrine de sua loja, a suave luz do fim de tarde refletindo em suas mãos, enquanto seu pensamento estava distante. Ela não sabia se a sensação de inquietação vinha do clima ou de algo mais profundo, algo que vinha crescendo dentro dela nos últimos dias. Algo em seu coração dizia que a calma antes da tempestade era apenas um prelúdio para o caos. Foi então que ele entrou. O som da porta de vidro batendo contra a campainha ecoou pela loja silenciosa. Ela levantou o olhar e o viu, parado na entrada, sua presença imponente quase desconcertante. Ele era alto, de ombros largos, com um olhar fixo e penetrante que parecia atravessar a alma de quem o encarasse. Seu terno escuro, impecável, e a expressão fria eram suficientes para afastar qualquer um, mas Rosa não se moveu. Havia algo nele que a atraía e a amedrontava ao mesmo tempo. Algo que ela não sabia identificar. Ele a observava, sem se apressar, seus olhos escuros não demonstrando emoção, apenas uma frieza implacável. Como um caçador que avalia a presa antes de dar o golpe final. Por um instante, ela sentiu o peso de seu olhar como uma lâmina afiada cortando a espessura do ar entre eles. “Preciso de flores”, sua voz saiu baixa e grave, mas não faltava autoridade. “Para o velório de uma vítima.” Rosa sentiu um arrepio percorrer sua espinha. Não era apenas o pedido que a desconcerta, mas a maneira como ele disse as palavras. Como se a morte fosse uma companhia constante, sempre ao seu lado, como uma sombra a segui-lo a cada passo. Ela não soube o que responder a princípio, o vazio da loja parecendo engolir a conversa. Então, recuperando a compostura, ela deu um passo à frente. “Para um velório?”, ela perguntou, tentando disfarçar a surpresa. “Posso sugerir algo? Talvez rosas vermelhas, para simbolizar o amor eterno. Ou lírios brancos, para a pureza da alma que partiu.” Ele não respondeu de imediato, apenas observou as flores com um olhar calculista, como se estivesse tentando entender algo além da simples aparência. Então, finalmente, ele se aproximou, seus passos pesados, como se o chão estivesse ciente de sua presença. “Rosas vermelhas. Elas são fortes, como ele era. Mas não há pureza em nada do que fizemos.” Rosa sentiu um nó apertar em seu estômago, mas manteve a calma, pegando uma das rosas vermelhas do vaso. O homem a observava atentamente, sua expressão imutável. Era como se ele estivesse esperando que ela dissesse algo, algo mais do que apenas palavras vazias de simpatia. Rosa não sabia exatamente o que era, mas em sua presença, sentia que qualquer gesto ou palavra poderia ser a diferença entre a vida e a morte. “E o que ele fez para merecer essas flores?”, Rosa perguntou, mais para quebrar o silêncio do que por qualquer outra razão. Seu tom foi suave, mas a curiosidade a consumia. Havia algo no ar, uma tensão que ela não conseguia explicar, algo entre eles parecia inevitável. O homem olhou para ela com um sorriso frio, mas algo nos olhos dele dizia que ele não estava brincando. “Ele traiu o único código que um homem deve seguir. E agora, ele paga.” Rosa engoliu seco. Ela não sabia por que, mas algo a fez querer saber mais. Talvez fosse sua natureza, sempre se sentindo atraída por histórias, por mistérios. Ou talvez fosse algo sobre ele, algo que ela não conseguia identificar, mas que lhe causava um turbilhão de emoções conflitantes. Ela sabia que precisava se afastar, que deveria pedir para ele ir embora, mas seus pés não se moviam. O homem fez um gesto imperceptível com a cabeça, como se estivesse se despedindo. Quando ele virou as costas para sair, Rosa finalmente se deu conta do que estava acontecendo. Ele era uma presença perigosa, uma tempestade prestes a desabar, e ela se sentia presa, irremediavelmente ligada a ele. Mas, ao mesmo tempo, ela sentia algo mais profundo. Algo que não poderia nomear, mas que a consumia. A atração entre eles era instantânea, como uma chama que queimava em silêncio, esperando para se tornar incontrolável. Ele não estava ali por acidente, e ela também sabia que não seria capaz de se afastar dele. Algo dentro de Rosa sabia que, uma vez que suas vidas se cruzassem, não haveria mais como voltar atrás. Quando ele se virou para sair, seus olhos se encontraram mais uma vez. Era um olhar silencioso, carregado de intenções não ditas. Mas antes que ele pudesse sair pela porta, ele disse, com uma calma perturbadora: “Não se engane, florista. Você me verá de novo. E da próxima vez, não será apenas por flores.” As palavras pararam no ar como uma sentença, e Rosa sentiu o frio percorrer sua espinha. Ela queria falar algo, mas as palavras ficaram presas em sua garganta. Ele desapareceu pela porta, mas seu cheiro, uma mistura de tabaco e perigo, permaneceu no ar, como uma lembrança persistente. Rosa olhou para as rosas vermelhas em suas mãos. Elas eram fortes, assim como ele havia dito. Mas agora, ao olhar, ela também via algo mais. Algo que a fazia temer o que estava por vir. Porque, em seu coração, ela sabia que não havia flores suficientes no mundo que pudessem prepara para o que estava prestes a acontecer. O homem que comprou flores para o velório de sua última vítima havia deixado uma marca indelével em sua vida. E ela sabia que, de agora em diante, seu destino estava entrelaçado com o dele de uma forma que nem a morte seria capaz de desfazer.

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