Fragmentos

1241 Words

Maya Eu ainda sentia o gosto amargo da indiferença de Gabriel na garganta quando atravessei os portões da escola. A humilhação de ter sido rejeitada com aquela frieza profissional queimava mais do que qualquer tiro de raspão. Não consigo acreditar que para ele o que aconteceu foi um nada. Pode ser sim um erro, mas nós dois estávamos lá e sei o que sentimos. O meu foco mudou assim que vi Tico encostado em uma moto, a poucos metros da saída. Ele não estava com a cara de deboche de sempre. Estava tenso, os olhos vasculhando a rua antes de se fixarem em mim. Ele apenas balançou a cabeça, um sinal silencioso: Temos o que você pediu. — Sobe aí — ele disse, entregando-me o capacete. — A gente conversa na sua casa. Aqui as paredes têm ouvidos e os ouvidos têm fuzis. — Espero que sejam boas n

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