Prólogo
A Queda da Vila
O vento uivava através das árvores, carregando consigo um presságio de perigo iminente. Rosetta pressionou-se contra a parede de sua modesta casa, seus olhos arregalados de medo enquanto observava as sombras dançarem além da janela. O silêncio da noite era interrompido apenas pelo ocasional farfalhar das folhas e pelo batimento acelerado de seu coração.
Ela m*l podia acreditar no que tinha testemunhado algumas horas antes. A vila, outrora um refúgio de paz e tranquilidade, havia sido invadida por criaturas das trevas. Homens, mulheres e crianças foram arrancados de suas casas e arrastados para a escuridão, suas vozes ecoando em desespero enquanto eram levados.
Rosetta se lembrou vividamente dos olhos vermelhos brilhantes dos invasores, sua aparência monstruosa assombrando seus sonhos. Eles eram vampiros, criaturas lendárias que ela só conhecia através de contos e rumores. Mas agora, eles eram reais, e sua presença trazia consigo uma sensação de horror indescritível.
Enquanto se encolhia na escuridão de sua casa, Rosetta ouviu os gritos dos homens que tentavam defender a vila, mas eles foram rapidamente silenciados. Os vampiros eram implacáveis em sua busca por sangue e escravos, e nada poderia detê-los.
O tempo pareceu se arrastar enquanto Rosetta aguardava, temendo o momento em que as criaturas voltariam sua atenção para sua casa. Ela se perguntou se seria capaz de lutar ou se seria levada como os outros, condenada a uma vida de servidão nas mãos de seus captores monstruosos.
Finalmente, o som de passos pesados ecoou do lado de fora. Rosetta prendeu a respiração, seu corpo tenso de medo. A porta se abriu lentamente, revelando a figura alta e imponente de um vampiro. Seus olhos vermelhos brilharam na escuridão, enviando calafrios pela espinha de Rosetta.
O vampiro a observou por um momento, seus lábios se curvando em um sorriso c***l. Ele se aproximou lentamente, cada passo ecoando como um tambor em seus ouvidos. Rosetta tremia de terror, mas sabia que não havia para onde correr.
"Você será minha", murmurou o vampiro, sua voz fria e áspera como o gelo.
E assim, a vida de Rosetta mudou para sempre naquela noite fatídica, marcada pela invasão dos vampiros e pelo encontro com seu novo mestre monstruoso.
Rosetta m*l conseguia respirar na presença do vampiro, sua mente girando com uma mistura de medo e desespero. Ela sabia que não tinha escolha senão obedecer às ordens de seu novo mestre, pois desafiar um vampiro era um convite para a morte certa.
O vampiro, que se apresentou como Draven Nocturne, observava Rosetta com interesse frio, como se estivesse avaliando uma peça valiosa em um jogo c***l. Ele ergueu uma mão pálida e estendeu-a em direção a ela, seus olhos vermelhos fixos em seu rosto.
"Venha comigo", disse ele, sua voz soando como um sussurro ameaçador.
Rosetta engoliu em seco e se levantou, seus músculos tensos de apreensão. Ela seguiu o vampiro para fora de sua casa, seu coração martelando em seu peito enquanto se dirigiam para o coração sombrio da vila.
Ao chegarem ao centro da vila, Rosetta ficou horrorizada ao ver o caos e a destruição que os vampiros haviam deixado para trás. Casas estavam em chamas, corpos jaziam nas ruas, e os vampiros se moviam como sombras entre os destroços, saqueando e capturando qualquer um que cruzasse seu caminho.
Draven levou Rosetta até uma grande mansão no centro da vila, sua presença imponente dominando o espaço ao redor. Ele a conduziu através das portas maciças e para dentro da escuridão opressiva do interior.
Dentro da mansão, Rosetta foi apresentada aos outros habitantes do harém de Draven. As outras concubinas olharam para ela com curiosidade e desprezo, suas expressões frias e calculistas. Rosetta sentiu-se como uma presa cercada por predadores, cada uma delas ávida por conquistar o favor do temível rei vampiro.
À medida que os dias se transformavam em semanas, Rosetta se viu mergulhada em um mundo de intrigas e perigos. Ela aprendeu rapidamente a navegar pelas complexidades da vida no harém, usando sua inteligência e astúcia para sobreviver em um ambiente onde a fraqueza era punida com crueldade implacável.
Enquanto isso, o relacionamento entre Rosetta e Draven era marcado por uma tensão palpável. Embora ele a tratasse com indiferença em público, havia momentos em que Rosetta captava um vislumbre de algo mais por trás de seus olhos vermelhos brilhantes, uma chama de desejo ou talvez até mesmo de humanidade.
Mas Rosetta sabia que não podia confiar na bondade de um vampiro, não importa quão tentador fosse o brilho de sua promessa. Ela estava determinada a sobreviver, não importa o custo, e se isso significasse desafiar o próprio Rei Draven, então assim seria.
O destino de Rosetta estava entrelaçado com o do Monstruoso Mestre, e apenas o tempo diria qual deles emergiria vitorioso dessa batalha sombria pela sobrevivência.
Ela não iria desistir de ter sua liberdade novamente, mesmo que isso custasse sua vida.