A Musa de Lorenzo Santoro

2141 Words
Título: A Musa de Lorenzo Santoro Protagonista feminina: Isadora Leal — uma artista plástica talentosa e sensível, conhecida por suas obras intensas e cheias de emoção. Protagonista masculino: Lorenzo Santoro — empresário do setor editorial e agente literário, com um passado familiar turbulento, um charme intelectual e um gosto por arte refinada, mas uma vida emocional reprimida. Eles se conhecem quando Lorenzo encomendou uma obra para a nova galeria de um dos autores que representa — e se vê cativado por Isadora, uma mulher que transforma tinta em sentimentos. Introdução e Apresentação dos Personagens Havia algo de magnético em Lorenzo Santoro. Aos 38 anos, dono de uma das maiores agências literárias da Europa, ele era conhecido pela sua discrição e olhos de águia, capazes de enxergar potencial onde poucos viam. Italiano de origem, nascido em Milão e criado entre livros e silêncios, Lorenzo havia se tornado um homem de palavras afiadas, ternos impecáveis e sorrisos raros. Mas por trás da fachada controlada e do olhar firme, escondia-se um homem ferido por um passado familiar onde o amor sempre teve um preço alto. Isadora Leal era o oposto. Brasileira, radicada em Lisboa, artista plástica reconhecida por exposições que provocavam e emocionavam. Com 32 anos, cabelos cacheados que pareciam se mover com vida própria, olhos cor de avelã que viam muito mais do que mostravam, e uma paixão quase ingênua pela beleza da vida, mesmo quando retratava suas dores nas telas. O encontro dos dois foi um acaso do destino mascarado de comissão profissional. Lorenzo queria uma obra especial para o salão da nova sede da Santoro & Autores. Alguém sugeriu Isadora. Quando viu uma de suas pinturas, sentiu um soco no peito. Quando a conheceu pessoalmente, o mundo pareceu mais ruidoso e desorganizado — como se sua existência meticulosamente planejada tivesse perdido o eixo. Isadora, por sua vez, o achou insuportavelmente charmoso. E perigosamente tentador. Já ouvira falar de homens como ele: ricos, silenciosos, sedutores e pouco dispostos a se despirem emocionalmente. Mas Lorenzo a escutava. E isso, para uma artista acostumada a falar através das cores, era raro demais para ser ignorado. No meio de galerias, manuscritos, eventos literários e silêncios que diziam mais do que palavras, nasceu uma história que ninguém esperava. A última desta coleção. E talvez, a mais intensa. Porque para homens como Lorenzo Santoro, era preciso mais do que beleza para ser musa. Era preciso coragem. E Isadora Leal nunca soube amar pela metade. Introdução e Apresentação dos Personagens Havia algo de magnético em Lorenzo Santoro. Aos 38 anos, dono de uma das maiores agências literárias da Europa, ele era conhecido pela sua discrição e olhos de águia, capazes de enxergar potencial onde poucos viam. Italiano de origem, nascido em Milão e criado entre livros e silêncios, Lorenzo havia se tornado um homem de palavras afiadas, ternos impecáveis e sorrisos raros. Mas por trás da fachada controlada e do olhar firme, escondia-se um homem ferido por um passado familiar onde o amor sempre teve um preço alto. Isadora Leal era o oposto. Brasileira, radicada em Lisboa, artista plástica reconhecida por exposições que provocavam e emocionavam. Com 32 anos, cabelos cacheados que pareciam se mover com vida própria, olhos cor de avelã que viam muito mais do que mostravam, e uma paixão quase ingênua pela beleza da vida, mesmo quando retratava suas dores nas telas. O encontro dos dois foi um acaso do destino mascarado de comissão profissional. Lorenzo queria uma obra especial para o salão da nova sede da Santoro & Autores. Alguém sugeriu Isadora. Quando viu uma de suas pinturas, sentiu um soco no peito. Quando a conheceu pessoalmente, o mundo pareceu mais ruidoso e desorganizado — como se sua existência meticulosamente planejada tivesse perdido o eixo. Isadora, por sua vez, o achou insuportavelmente charmoso. E perigosamente tentador. Já ouvira falar de homens como ele: ricos, silenciosos, sedutores e pouco dispostos a se despirem emocionalmente. Mas Lorenzo a escutava. E isso, para uma artista acostumada a falar através das cores, era raro demais para ser ignorado. No meio de galerias, manuscritos, eventos literários e silêncios que diziam mais do que palavras, nasceu uma história que ninguém esperava. A última desta coleção. E talvez, a mais intensa. Porque para homens como Lorenzo Santoro, era preciso mais do que beleza para ser musa. Era preciso coragem. E Isadora Leal nunca soube amar pela metade. --- Capítulo 1: Um Convite Inesperado A galeria estava banhada por uma luz suave, como se o fim da tarde tivesse sido filtrado por uma tela de renda. Isadora terminava de ajustar o posicionamento de uma das suas obras centrais, um quadro grande com tons de azul e dourado que parecia vibrar em silêncio. — Mais um centímetro para a esquerda — murmurou, afastando-se com as mãos manchadas de tinta. Não esperava visitas naquele momento. Então, quando a porta da galeria se abriu e uma figura alta, de terno cinza e olhos penetrantes adentrou o espaço, Isadora franziu o cenho. — Senhorita Leal? — perguntou a voz firme, com um sotaque italiano inconfundível. — Sim? — ela respondeu, limpando as mãos na parte de trás da calça jeans. — Em que posso ajudar? — Sou Lorenzo Santoro. Acredito que recebeste o meu e-mail sobre uma comissão... Isadora piscou algumas vezes. — Santoro & Autores? Achei que fosse um assistente que viria. — Faço questão de conhecer pessoalmente os artistas que escolho. E ali, sob as lâmpadas quentes da galeria, Isadora percebeu que aquele não seria apenas um trabalho. --- Capítulo 2: Propostas e Primeiras Impressões Lorenzo caminhava com a segurança de quem sabia exatamente o que queria. Seus olhos percorreram cada obra com atenção, mas sempre voltavam para Isadora. — Gosto da forma como usas a luz. É emocional sem ser excessiva. Ela arqueou uma sobrancelha. — Obrigada... Acho. Lorenzo sorriu de lado. — Tenho um espaço especial na nova sede em Florença. Quero que seja a tua arte a primeira a ser vista quando se entra. Isadora cruzou os braços. — Por quê eu? — Porque você me fez sentir algo apenas com uma tela. E isso é raro. O coração dela vacilou um instante. Mas manteve o rosto neutro. — Então, quando começamos? --- Capítulo 3: Entre Telas e Silências Os dias seguintes foram um balé de encontros profissionais e trocas sutis. Lorenzo a visitava no ateliê, sempre discreto, sempre observador. Isadora pintava, ele lia manuscritos. — Por que literatura? — ela perguntou certa tarde, misturando tons de verde. — Porque as palavras me salvaram de mim mesmo. — respondeu, sem levantar os olhos do caderno. Isadora o encarou em silêncio. Lorenzo raramente falava sobre si. — E você? Por que a arte? Ela sorriu com doçura. — Porque as cores dizem o que eu não consigo. E naquele instante, os dois se entenderam sem mais perguntas. --- Capítulo 4: Convite para Florença — Venha comigo a Florença. Quero que veja o espaço antes de começar a pintar. — Lorenzo disse, uma semana depois, com um bilhete deixado sobre uma paleta de tintas. Isadora sorriu. O gesto a surpreendia. Lorenzo não era de bilhetes. Ela embarcou dois dias depois. A viagem foi silenciosa, mas não desconfortável. Em Florença, ela se encantou pelo edifício clássico com janelas amplas, e sentiu uma conexão estranha com aquele lugar. — Você tem bom gosto, Santoro. Ele a observava como quem tenta decifrar um poema. — Espero que goste tanto quanto eu de ver sua arte aqui. --- Capítulo 5: Um Retrato Revelador De volta ao ateliê, Isadora começou a trabalhar. Mas não no quadro encomendado. Algo mais urgente pulsava em seus dedos. Em duas noites insones, nasceu um retrato de Lorenzo. Cru, intenso, humano. Nada do homem impassível que o mundo conhecia. Quando ele o viu, ficou em silêncio por um longo minuto. — Ninguém nunca me viu assim. — murmurou, sem conseguir desviar o olhar. — Talvez você nunca tenha deixado. Ele a fitou de um jeito novo. Como quem começa a desejar mais do que admiração. Capítulo 6 A brisa da manhã soprava leve sobre a varanda da casa principal do hotel. Isadora, com um robe branco sobre a camisola de seda azul, tomava café enquanto revisava um esboço do novo cardápio. A tranquilidade, no entanto, foi quebrada pela chegada de Lorenzo, vestindo jeans escuros e uma camisa branca com as mangas dobradas até os cotovelos. — Bom dia, princesa do café da manhã — disse ele, com um sorriso preguiçoso. Isadora olhou por cima da xícara e sorriu. — Está cedo demais para sarcasmo, Montellini. Mas aceitei o “princesa”, porque combina. Ele se sentou ao lado dela, colocando uma caixinha pequena sobre a mesa. — O que é isso? — perguntou ela, arqueando uma sobrancelha. — Um presente. Sei que não é seu aniversário, mas achei que precisava disso — respondeu. Isadora abriu a caixinha e encontrou um delicado colar com um pingente de estrela. — É… lindo — murmurou, emocionada. — Por quê? — Porque você está iluminando a minha vida, mesmo sem perceber. Ela desviou o olhar, tocada demais para responder. O silêncio entre eles era confortável, cheio de significados. Capítulo 7 Mais tarde, enquanto preparava os bastidores para uma sessão fotográfica no jardim do hotel, Isadora tentava manter o foco. Lorenzo estava participando da campanha publicitária de um novo espaço do grupo Venturini, e a química entre eles estava difícil de disfarçar diante das câmeras. — Fiquem mais juntos… isso, olhem um para o outro como se estivessem prestes a beijar — orientou o fotógrafo. Lorenzo segurou a cintura dela com firmeza, o olhar intenso colado no dela. Isadora tentou conter o tremor que percorreu sua espinha. — Não está difícil fingir — sussurrou ele. — Nem um pouco — ela respondeu, sem disfarçar o sorriso. Após o clique final, ele a puxou pela mão e a levou até o jardim lateral, mais isolado. — Isadora, acho que já passou da hora de fingirmos — disse ele, a voz baixa e séria. — Eu quero você. De verdade. Ela respirou fundo, sentindo o coração acelerar. — E se der errado, Lorenzo? E se estragar tudo? — E se der certo? — ele rebateu, acariciando o rosto dela com ternura. Ela se rendeu. O beijo que veio depois foi tudo o que haviam segurado por dias — intenso, apaixonado e cheio de promessas. Capítulo 8 Os dias seguintes foram uma mistura de trabalho intenso e encontros secretos. Lorenzo a mimava com detalhes: flores no quarto, recados manuscritos e jantares sob as estrelas. Para ele, o amor era também feito de gestos pequenos. Mas nem tudo era perfeito. Bianca, uma ex-ficante possessiva de Lorenzo, surgiu no hotel com desculpas esfarrapadas. — Eu só vim conversar. Ainda somos amigos, não somos? — disse ela, agarrando o braço dele. Isadora viu a cena de longe e seu estômago revirou. Tentou fingir indiferença, mas a insegurança falava mais alto. Mais tarde, ele a encontrou na cozinha, onde ela misturava ingredientes sem prestar atenção. — Vi a Bianca hoje… — começou ela, evitando seus olhos. — Isadora, você acha mesmo que ela tem alguma chance comigo, depois de você? — perguntou Lorenzo, tocando seu queixo com delicadeza. Ela sorriu, aliviada. — Desculpa. Acho que estou com medo de como isso tudo pode mudar. — Vai mudar sim. Para melhor. Capítulo 9 O aniversário de Donatella Venturini chegou, e a festa foi uma celebração digna da matriarca. Todos os casais estavam presentes, inclusive Rafael e Vanessa, que chegaram com um buquê de rosas brancas e um sorriso cúmplice. Isadora estava deslumbrante em um vestido esmeralda, e Lorenzo não tirava os olhos dela. Durante o jantar, ele fez um brinde: — A esta família que escolhemos e à mulher que, sem saber, transformou minha vida. Que esta seja a primeira de muitas celebrações juntos. Todos aplaudiram, e Isadora sentiu as lágrimas ameaçarem. Mais tarde, eles se afastaram para o jardim iluminado. — Eu nunca imaginei que encontraria tudo o que sonhei no meio de uma nova chance — disse ela. — E eu nunca pensei que uma mulher roubaria meu coração e ainda me faria sentir sorte por isso. Capítulo 10 Na manhã seguinte, Isadora acordou com Lorenzo a observando em silêncio. — Está me olhando por quê? — murmurou sonolenta. — Porque você é a primeira coisa que quero ver todos os dias. E talvez seja hora de oficializar isso. Ela ergueu as sobrancelhas, confusa. — Como assim? Ele tirou do bolso uma caixinha de veludo. — Sei que é rápido, mas sei o que quero. Isadora, você aceita morar comigo? Fazer dessa vida uma história a dois? Ela sorriu, emocionada. — Só se eu puder cozinhar todos os dias pra você. — Negócio fechado. E naquele momento, com promessas trocadas sem alarde, o amor deles se tornava real, forte e impossível de ignorar.
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