Título: A Musa de Lorenzo Santoro
Protagonista feminina: Isadora Leal — uma artista plástica talentosa e sensível, conhecida por suas obras intensas e cheias de emoção.
Protagonista masculino: Lorenzo Santoro — empresário do setor editorial e agente literário, com um passado familiar turbulento, um charme intelectual e um gosto por arte refinada, mas uma vida emocional reprimida.
Eles se conhecem quando Lorenzo encomendou uma obra para a nova galeria de um dos autores que representa — e se vê cativado por Isadora, uma mulher que transforma tinta em sentimentos.
Introdução e Apresentação dos Personagens
Havia algo de magnético em Lorenzo Santoro. Aos 38 anos, dono de uma das maiores agências literárias da Europa, ele era conhecido pela sua discrição e olhos de águia, capazes de enxergar potencial onde poucos viam. Italiano de origem, nascido em Milão e criado entre livros e silêncios, Lorenzo havia se tornado um homem de palavras afiadas, ternos impecáveis e sorrisos raros. Mas por trás da fachada controlada e do olhar firme, escondia-se um homem ferido por um passado familiar onde o amor sempre teve um preço alto.
Isadora Leal era o oposto. Brasileira, radicada em Lisboa, artista plástica reconhecida por exposições que provocavam e emocionavam. Com 32 anos, cabelos cacheados que pareciam se mover com vida própria, olhos cor de avelã que viam muito mais do que mostravam, e uma paixão quase ingênua pela beleza da vida, mesmo quando retratava suas dores nas telas.
O encontro dos dois foi um acaso do destino mascarado de comissão profissional. Lorenzo queria uma obra especial para o salão da nova sede da Santoro & Autores. Alguém sugeriu Isadora. Quando viu uma de suas pinturas, sentiu um soco no peito. Quando a conheceu pessoalmente, o mundo pareceu mais ruidoso e desorganizado — como se sua existência meticulosamente planejada tivesse perdido o eixo.
Isadora, por sua vez, o achou insuportavelmente charmoso. E perigosamente tentador. Já ouvira falar de homens como ele: ricos, silenciosos, sedutores e pouco dispostos a se despirem emocionalmente. Mas Lorenzo a escutava. E isso, para uma artista acostumada a falar através das cores, era raro demais para ser ignorado.
No meio de galerias, manuscritos, eventos literários e silêncios que diziam mais do que palavras, nasceu uma história que ninguém esperava. A última desta coleção. E talvez, a mais intensa.
Porque para homens como Lorenzo Santoro, era preciso mais do que beleza para ser musa. Era preciso coragem.
E Isadora Leal nunca soube amar pela metade.
Introdução e Apresentação dos Personagens
Havia algo de magnético em Lorenzo Santoro. Aos 38 anos, dono de uma das maiores agências literárias da Europa, ele era conhecido pela sua discrição e olhos de águia, capazes de enxergar potencial onde poucos viam. Italiano de origem, nascido em Milão e criado entre livros e silêncios, Lorenzo havia se tornado um homem de palavras afiadas, ternos impecáveis e sorrisos raros. Mas por trás da fachada controlada e do olhar firme, escondia-se um homem ferido por um passado familiar onde o amor sempre teve um preço alto.
Isadora Leal era o oposto. Brasileira, radicada em Lisboa, artista plástica reconhecida por exposições que provocavam e emocionavam. Com 32 anos, cabelos cacheados que pareciam se mover com vida própria, olhos cor de avelã que viam muito mais do que mostravam, e uma paixão quase ingênua pela beleza da vida, mesmo quando retratava suas dores nas telas.
O encontro dos dois foi um acaso do destino mascarado de comissão profissional. Lorenzo queria uma obra especial para o salão da nova sede da Santoro & Autores. Alguém sugeriu Isadora. Quando viu uma de suas pinturas, sentiu um soco no peito. Quando a conheceu pessoalmente, o mundo pareceu mais ruidoso e desorganizado — como se sua existência meticulosamente planejada tivesse perdido o eixo.
Isadora, por sua vez, o achou insuportavelmente charmoso. E perigosamente tentador. Já ouvira falar de homens como ele: ricos, silenciosos, sedutores e pouco dispostos a se despirem emocionalmente. Mas Lorenzo a escutava. E isso, para uma artista acostumada a falar através das cores, era raro demais para ser ignorado.
No meio de galerias, manuscritos, eventos literários e silêncios que diziam mais do que palavras, nasceu uma história que ninguém esperava. A última desta coleção. E talvez, a mais intensa.
Porque para homens como Lorenzo Santoro, era preciso mais do que beleza para ser musa. Era preciso coragem.
E Isadora Leal nunca soube amar pela metade.
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Capítulo 1: Um Convite Inesperado
A galeria estava banhada por uma luz suave, como se o fim da tarde tivesse sido filtrado por uma tela de renda. Isadora terminava de ajustar o posicionamento de uma das suas obras centrais, um quadro grande com tons de azul e dourado que parecia vibrar em silêncio.
— Mais um centímetro para a esquerda — murmurou, afastando-se com as mãos manchadas de tinta.
Não esperava visitas naquele momento. Então, quando a porta da galeria se abriu e uma figura alta, de terno cinza e olhos penetrantes adentrou o espaço, Isadora franziu o cenho.
— Senhorita Leal? — perguntou a voz firme, com um sotaque italiano inconfundível.
— Sim? — ela respondeu, limpando as mãos na parte de trás da calça jeans. — Em que posso ajudar?
— Sou Lorenzo Santoro. Acredito que recebeste o meu e-mail sobre uma comissão...
Isadora piscou algumas vezes.
— Santoro & Autores? Achei que fosse um assistente que viria.
— Faço questão de conhecer pessoalmente os artistas que escolho.
E ali, sob as lâmpadas quentes da galeria, Isadora percebeu que aquele não seria apenas um trabalho.
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Capítulo 2: Propostas e Primeiras Impressões
Lorenzo caminhava com a segurança de quem sabia exatamente o que queria. Seus olhos percorreram cada obra com atenção, mas sempre voltavam para Isadora.
— Gosto da forma como usas a luz. É emocional sem ser excessiva.
Ela arqueou uma sobrancelha.
— Obrigada... Acho.
Lorenzo sorriu de lado.
— Tenho um espaço especial na nova sede em Florença. Quero que seja a tua arte a primeira a ser vista quando se entra.
Isadora cruzou os braços.
— Por quê eu?
— Porque você me fez sentir algo apenas com uma tela. E isso é raro.
O coração dela vacilou um instante. Mas manteve o rosto neutro.
— Então, quando começamos?
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Capítulo 3: Entre Telas e Silências
Os dias seguintes foram um balé de encontros profissionais e trocas sutis. Lorenzo a visitava no ateliê, sempre discreto, sempre observador. Isadora pintava, ele lia manuscritos.
— Por que literatura? — ela perguntou certa tarde, misturando tons de verde.
— Porque as palavras me salvaram de mim mesmo. — respondeu, sem levantar os olhos do caderno.
Isadora o encarou em silêncio. Lorenzo raramente falava sobre si.
— E você? Por que a arte?
Ela sorriu com doçura.
— Porque as cores dizem o que eu não consigo.
E naquele instante, os dois se entenderam sem mais perguntas.
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Capítulo 4: Convite para Florença
— Venha comigo a Florença. Quero que veja o espaço antes de começar a pintar. — Lorenzo disse, uma semana depois, com um bilhete deixado sobre uma paleta de tintas.
Isadora sorriu. O gesto a surpreendia. Lorenzo não era de bilhetes.
Ela embarcou dois dias depois. A viagem foi silenciosa, mas não desconfortável. Em Florença, ela se encantou pelo edifício clássico com janelas amplas, e sentiu uma conexão estranha com aquele lugar.
— Você tem bom gosto, Santoro.
Ele a observava como quem tenta decifrar um poema.
— Espero que goste tanto quanto eu de ver sua arte aqui.
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Capítulo 5: Um Retrato Revelador
De volta ao ateliê, Isadora começou a trabalhar. Mas não no quadro encomendado. Algo mais urgente pulsava em seus dedos. Em duas noites insones, nasceu um retrato de Lorenzo. Cru, intenso, humano. Nada do homem impassível que o mundo conhecia.
Quando ele o viu, ficou em silêncio por um longo minuto.
— Ninguém nunca me viu assim. — murmurou, sem conseguir desviar o olhar.
— Talvez você nunca tenha deixado.
Ele a fitou de um jeito novo. Como quem começa a desejar mais do que admiração.
Capítulo 6
A brisa da manhã soprava leve sobre a varanda da casa principal do hotel. Isadora, com um robe branco sobre a camisola de seda azul, tomava café enquanto revisava um esboço do novo cardápio. A tranquilidade, no entanto, foi quebrada pela chegada de Lorenzo, vestindo jeans escuros e uma camisa branca com as mangas dobradas até os cotovelos.
— Bom dia, princesa do café da manhã — disse ele, com um sorriso preguiçoso.
Isadora olhou por cima da xícara e sorriu.
— Está cedo demais para sarcasmo, Montellini. Mas aceitei o “princesa”, porque combina.
Ele se sentou ao lado dela, colocando uma caixinha pequena sobre a mesa.
— O que é isso? — perguntou ela, arqueando uma sobrancelha.
— Um presente. Sei que não é seu aniversário, mas achei que precisava disso — respondeu.
Isadora abriu a caixinha e encontrou um delicado colar com um pingente de estrela.
— É… lindo — murmurou, emocionada. — Por quê?
— Porque você está iluminando a minha vida, mesmo sem perceber.
Ela desviou o olhar, tocada demais para responder. O silêncio entre eles era confortável, cheio de significados.
Capítulo 7
Mais tarde, enquanto preparava os bastidores para uma sessão fotográfica no jardim do hotel, Isadora tentava manter o foco. Lorenzo estava participando da campanha publicitária de um novo espaço do grupo Venturini, e a química entre eles estava difícil de disfarçar diante das câmeras.
— Fiquem mais juntos… isso, olhem um para o outro como se estivessem prestes a beijar — orientou o fotógrafo.
Lorenzo segurou a cintura dela com firmeza, o olhar intenso colado no dela. Isadora tentou conter o tremor que percorreu sua espinha.
— Não está difícil fingir — sussurrou ele.
— Nem um pouco — ela respondeu, sem disfarçar o sorriso.
Após o clique final, ele a puxou pela mão e a levou até o jardim lateral, mais isolado.
— Isadora, acho que já passou da hora de fingirmos — disse ele, a voz baixa e séria. — Eu quero você. De verdade.
Ela respirou fundo, sentindo o coração acelerar.
— E se der errado, Lorenzo? E se estragar tudo?
— E se der certo? — ele rebateu, acariciando o rosto dela com ternura.
Ela se rendeu. O beijo que veio depois foi tudo o que haviam segurado por dias — intenso, apaixonado e cheio de promessas.
Capítulo 8
Os dias seguintes foram uma mistura de trabalho intenso e encontros secretos. Lorenzo a mimava com detalhes: flores no quarto, recados manuscritos e jantares sob as estrelas. Para ele, o amor era também feito de gestos pequenos.
Mas nem tudo era perfeito. Bianca, uma ex-ficante possessiva de Lorenzo, surgiu no hotel com desculpas esfarrapadas.
— Eu só vim conversar. Ainda somos amigos, não somos? — disse ela, agarrando o braço dele.
Isadora viu a cena de longe e seu estômago revirou. Tentou fingir indiferença, mas a insegurança falava mais alto.
Mais tarde, ele a encontrou na cozinha, onde ela misturava ingredientes sem prestar atenção.
— Vi a Bianca hoje… — começou ela, evitando seus olhos.
— Isadora, você acha mesmo que ela tem alguma chance comigo, depois de você? — perguntou Lorenzo, tocando seu queixo com delicadeza.
Ela sorriu, aliviada.
— Desculpa. Acho que estou com medo de como isso tudo pode mudar.
— Vai mudar sim. Para melhor.
Capítulo 9
O aniversário de Donatella Venturini chegou, e a festa foi uma celebração digna da matriarca. Todos os casais estavam presentes, inclusive Rafael e Vanessa, que chegaram com um buquê de rosas brancas e um sorriso cúmplice.
Isadora estava deslumbrante em um vestido esmeralda, e Lorenzo não tirava os olhos dela.
Durante o jantar, ele fez um brinde:
— A esta família que escolhemos e à mulher que, sem saber, transformou minha vida. Que esta seja a primeira de muitas celebrações juntos.
Todos aplaudiram, e Isadora sentiu as lágrimas ameaçarem.
Mais tarde, eles se afastaram para o jardim iluminado.
— Eu nunca imaginei que encontraria tudo o que sonhei no meio de uma nova chance — disse ela.
— E eu nunca pensei que uma mulher roubaria meu coração e ainda me faria sentir sorte por isso.
Capítulo 10
Na manhã seguinte, Isadora acordou com Lorenzo a observando em silêncio.
— Está me olhando por quê? — murmurou sonolenta.
— Porque você é a primeira coisa que quero ver todos os dias. E talvez seja hora de oficializar isso.
Ela ergueu as sobrancelhas, confusa.
— Como assim?
Ele tirou do bolso uma caixinha de veludo.
— Sei que é rápido, mas sei o que quero. Isadora, você aceita morar comigo? Fazer dessa vida uma história a dois?
Ela sorriu, emocionada.
— Só se eu puder cozinhar todos os dias pra você.
— Negócio fechado.
E naquele momento, com promessas trocadas sem alarde, o amor deles se tornava real, forte e impossível de ignorar.